Pregação preparada pelo Pr. Kenneth Wieske

Leitura: Tiago 01.19-27

Texto: Tiago 01.19-27

Amados em nosso Senhor,

O que é melhor: doutrina correta, ou uma vida correta? Hoje em dia estamos vendo uma ênfase muito grande sobre “viver para o Cristo”, mas pouca ênfase sobre a doutrina. “A doutrina divide!”, dizem. Não importa o que você crê, o importante é que louvamos o Senhor junto! “A letra mata, mas O Espírito vivifica!” Então, vamos todos nós juntar as mãos e vamos ser um Recife feliz para Jesus!

Este é o espírito de ecumenismo em nossos dias; manifesta um desprezo quase total de doutrina. Mas também tem o outro lado da moeda. O outro extremo é de valorizar a doutrina tanto, que até se esquece de vive-la! Passar quase todo o tempo em debater assuntos teológicos, e vilificar aqueles que não concordam com a sua posição. É uma atitude cismática e facciosa, que divide igrejas por causa da menor diferença de opinião.

A Bíblia não conhece estes dois extremos. A Bíblia não põe uma falsa dicotomia (falsa separação) entre a doutrina correta e uma vida correta. De fato, a Bíblia sempre ensina que os dois são inseparáveis. É impossível ter um, sem o outro. A doutrina correta produz uma vida correta.

Portanto, Tiago nos ensina em nosso texto (os versículos 19-27) que devemos ouvir a Palavra de Deus, e praticar a Palavra de Deus.

Eu vos PROCLAMO as boas novas de Jesus Cristo em nosso texto:

Tema: Deus nos chama a ouvir a Palavra, e praticá-la

Ele nos adverte contra dois enganos comuns:

  • 1. Praticar sem ouvir
  • 2. Ouvir sem praticar

1. Em primeiro lugar, Deus nos adverte do perigo de praticar sem ouvir

Os irmãos se lembram que o que Tiago tem escrito nos versículos anteriores do nosso texto. Nos versículos 1-12, ele chama o povo de Deus de serem humildes e alegres na provação, pois na provação Deus está fortalecendo a nossa fé, ajudando a nossa fraqueza, e recompensando a nossa perseverança. Nos versículos 13-18, Tiago nos ensina que a nossa velha natureza tem a tendência de tornar as provações de Deus em pretexto de cair em tentação. Mas Tiago ensina claramente como é impossível Deus induzir alguém em pecado, pois Deus é imutavelmente bom, e o seu propósito é de gerar novas criaturas—homens, mulheres e crianças regenerados e santificados pela Palavra da Verdade. Deus não induz em tentação—Ele conduz seu povo a crescer em novidade de vida.

Agora, prestem atenção! O que Deus usa para nos dar nova vida, para nos regenerar?

Versículo 18: “Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas”.

A Palavra da Verdade é a fonte da nova vida que temos em Jesus! Muitos falam sobre uma vida de amor, uma vida correta: os Romanistas, os Espiritas, até os Budistas! Mas é impossível viver uma vida renovada, se não for no poder da Palavra da Verdade! Se alguém acha que ele está vivendo uma vida boa, mas ele despreza a Palavra da Verdade, ele está vivendo uma mentira. Ele está desprezando a única fonte que pode produzir uma vida verdadeiramente boa nos olhos de Deus.

Por isto, Tiago nos exorta (v. 19), “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos! Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.”

Tiago está chamando a nossa atenção ao fato que, por natureza, gostamos de tapar os nossos ouvidos, e abrir as nossas bocas para falar e reclamar. Vivemos num mundo que está tardio para ouvir, e pronto para falar, pronto para se irar. Este “falar” e “se irar” pode ser resumido em uma palavra: auto-justificação.

Quando Deus manda provações em nossa vida, e pela própria cobiça caímos em tentação, ficamos irados com Deus. Queremos culpar Deus, como Adão e Eva no jardim. Isto é nada mais e nada menos de que uma tentativa de nos justificar.

Quando Deus tira algo ou alguém da nossa vida, ficamos irados com Deus. “Não mereço isto!”, dizemos. Isto é no fundo uma declaração que nós nos achamos justos em nós mesmos, e que por isto temos o direito de cobrar de Deus.

Quando Deus concede saúde ou bens materiais a outras pessoas, e não a nós, ficamos irados. Pensamos da mesma forma do que o Salmista fala no Salmo 73:3-5, “…eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos. (4) Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio. (5) Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens.” E, no versículo 12 ele continua dizendo, “Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranquilos, aumentam suas riquezas.”

Vendo estas coisas, ficamos chateados e insatisfeitos, e reclamamos junto com o Salmista (73.13-14): “Com efeito, inutilmente conservei puro o coração, e lavei as mãos na inocência. (14) Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado.”

Isto é a nossa natureza, irmãos! “Coitado de mim! Não mereço isto! Sou uma pessoa boa! Como Deus pode me tratar desta forma?! Será que vale a pena todas as coisas que tenho feito para Deus?”

Se a ira, a insatisfação, e o descontentamento estão fervendo em seu coração, preste atenção à exortação de Tiago (1.20): “a ira do homem não produz a justiça de Deus!” A Bíblia diz que a ira só produz o mal! Quando ficamos irados, reclamamos em lugar de ouvirmos. Mais que andamos neste caminho perigoso, menos que vamos prestar atenção a fonte da vida—à Palavra da Verdade. A Palavra revela uma justiça que vem de Deus. Mas, em nossa ira, nós nos enganamos que temos uma justiça própria. Nós nos enganamos que somos pessoas boas em nós mesmos, e que Deus é nosso devedor!

Você quer saber qual é o fim daqueles que andam naquele caminho perigoso? Vamos abrir em Apocalipse 16. Este capítulo fala sobre os justo julgamentos que Deus derrama sobre a terra. Agora, é impressionante como os pecadores reagem. Em lugar de se arrependerem, eles reclamam! Eles blasfemam o nome de Deus, pois eles acham que eles não mereçam castigo. São tão convencidos da sua própria justiça, que não aceitam o justo julgamento dos seus pecados. Versículo 9: “Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus, que tem autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para lhe darem glória.” E, no versículo 10, “…os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam, e blasfemaram o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras.”

Voltemos para Tiago 1:19, “…Seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” Já ouvimos que “se irar” é nada menos do que uma tentativa da nos auto-justificar. Em outras palavras, nós nos iramos quando pensamos demais de nos mesmos! Quando ficamos irados, ficamos cheios de orgulho—um orgulho que afinal de contas nos leva a justificar nós mesmos ao custo de blasfemar contra Deus!

Só existe um jeito para evitarmos cair neste pecado! E de ABRIR os nossos ouvidos! Vocês se lembram do Salmo 73? O Salmista estava reclamando que o ímpio vive muito bem, enquanto ele estava apanhando aflições e tribulações. Ele chegou a ficar tão aborrecido, que disse, “Será que vale a pena eu lutar para viver uma vida santa?”

Mas o que lemos no versículo 17? Até que ponto o Salmista conseguiu continuar com este pensamento, esta atitude tão negativa? “Até que entrei no santuário de Deus!” Em outras palavras, quando ele foi até o lugar onde Deus ensina Seu povo, e quando a Palavra de Deus abriu seus ouvidos e seus olhos, o Salmista finalmente reconheceu sua ignorância. Reconheceu (v.21,22) “quando o coração se me amargou, … eu estava embrutecido e ignorante, era como um irracional à tua presença.”

Irmãos, quando vivemos irados em amargurados, tapamos os nossos ouvidos, e não tem lugar para a Palavra da Verdade atuar em nossas vidas. Mas, quando Deus abre os nossos ouvidos para receber a Palavra da Verdade, não tem como continuar numa vida de ira e amargura. Onde tem a ira, não tem lugar para a palavra. Onde tem a palavra, não tem lugar para a ira. Quando abrimos os nossos ouvidos, a Palavra de Deus tira a amargura, e coloca no seu lugar uma atitude de dependência total. Vemos isto na vida do Salmista. Uma vez que ele abriu seus ouvidos para a Palavra, ele deixou de reclamar e começou a adorar! (Salmo 73:23-26) “Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória. Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha herança para sempre.”

Quando somos prontos par nos irar, somos tardios para ouvir a verdade da Palavra e a Palavra da verdade. Mas, tem um outro jeito de tapar os nossos ouvidos. “Seja pronto para ouvir, tardio para falar”, diz Tiago. Entendemos o que ele quer dizer com “tardio para falar” se vamos para o versículo 26: “Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã.”

Que descrição apta e apropriada para a maioria do que se chama “religião” em nossos dias! O que é chamado “culto” é de fato um encontro onde os homens não deixam de falar. O culto dá tanta ênfase sobre o que o homem quer dizer, que nem dá tempo para ouvir o que Deus fala.

Se você pergunta alguém, “Por que vocês fazem tanto baralho no culto?”, ele vai responder, “Estamos louvando o Senhor!”

Mas será que isto é verdade? Quando analisamos este suposto louvor, podemos o dividir em dois tipos gerais: ou é um jeito muito frenético de agradecer Deus por uma “vitória”, ou é um jeito frenético de pedir de Deus uma “vitória”. Mas ambos tem isto em comum: visam os meus desejos em primeiro lugar, e não a glória de Deus! Não é nada mais e nada menos do que a prática de espiritismo, usando um vocabulário Bíblico! O espirito vai para o pai de santos para conseguir um emprego, o riqueza, o saúde, ou para acabar com um inimigo. Muitos que se chamam crentes fazem a mesma coisa, tratando Deus como se Ele fosse um tipo de Baal, e não o Deus Vivo da Aliança.

Nos cultos de hoje, o homem fala tanto que Deus não é permitido de falar. Onde a Palavra da Verdade não é ouvido, só tem engano. O homem engana seu próprio coração. Ele se acha tão religioso! Ele ora, vibrando com sua própria justiça!

O que Deus acha destes cultos de amor próprio? Ele fala em Amos 5:21, “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembleias solenes não tenho nenhum prazer.” E, no versículo 23 e 24, “Afasta de mim o estrépito (barulho!) dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene.”

O religião moderna se engana, pensando que Deus é louvado por meio de reuniões enormes, com apresentações e cantores impressionantes nos olhos do homem. “Vejam como sabemos muito bem como louvar ao Senhor”, se orgulham. Mas eles se enganam! Eles se enganam pois eles não dão ouvidos à Palavra! Basta abrir os ouvidos, e ouvir a Palavra, que nos ensina que antes Deus quer justiça! Ele quer amor! Ele quer cuidado dos membros pobres e humildes e vulneráveis no rebanho. (Tiago 1:27), “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.”

Ah! Mas, pelo menos conseguimos cumprir aquela segunda coisa, diz o evangélico moderno. Nós nos guardamos incontaminados do mundo. Temos um padrão moral muito rígido.

Mas irmãos, o que significa “guardar-se incontaminado do mundo?” Será que isto significa seguir uma monte de regras? “Não andarás de bicicleta; não andarás de bermuda; não jogarás futebol.”

Mas o que Jesus diz sobre este tipo de santidade externa? Em Mateus 15:8,9 Ele fala, “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.”

E, nos versículos mais em diante, Jesus ensina os seus discípulos que a verdadeira santidade não se baseia em regras externas e legalistas, mas vem de um coração renovado. O que contamina o homem não é de deixar observar uma regra legalista! Mateus 15:18-19, “Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.”

O que mais precisamos, irmãos, é um coração renovado! Regenerado! Sem um coração renovado, todo e qualquer “religiosidade” é vã! Vazia! Quando nos gloriamos em nossa religião, em nossa santidade externa; quando somos tão impressionados com nós mesmos, que não cessamos de falar sobre nossa bondade e religiosidade, estamos enganando o nosso próprio coração! Pois, não existe verdadeira santidade sem um coração regenerado.

E só há uma possibilidade para o coração ser regenerado! Nosso coração duro deve ser quebrado pela pregação viva da Palavra, como um martelo esmiuça a pedra! Por isto Tiago nos exorta, (v. 21), “Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.”

Quando confiamos em nossa própria justiça, e reclamamos contra Deus, isto leva à morte. Quando confiamos em nossa própria justiça, e enganamos os nosso corações com uma religião e uma santidade externa, isto leva à morte.

Mas, quando ouvimos a Palavra da verdade, ela é implantada em nossos corações. Ela nos regenera, renova. Ela brota em nossos corações e produz uma vida nova, que vem de dentro para fora. A Palavra que ouvimos é poderosa para salvar as nossas almas.

A Palavra é a fonte da vida Cristã. Onde a Palavra não é ouvida, não há a verdadeira religião. Aqueles que acham que podem viver para Cristo, sem ouvir a Sua Palavra, estão enganando os seus corações. Portanto, irmãos, nosso texto é um julgamento pesado sobre a maioria daqueles que se chamam igrejas em nossos dias. É impossível praticar a verdadeira religião, sem ouvir a Palavra da Verdade.

2. Em segundo lugar, vamos ouvir como a Bíblia nos adverte contra o perigo de ouvir sem praticar

No versículo 21, Tiago nos chama a acolher com mansidão a palavra implantada. Com certeza, todo verdadeiro filho de Deus tem um respeito muito grande para aquela Palavra que nos regenerou, que nos vivificou, e nos tornou novas criaturas no Senhor Jesus Cristo.

Mas tem um outro perigo que Tiago quer destacar. Para aqueles que entendem a função central da Palavra de Deus na vida Cristã, tem o perigo que eles vão dar tanta ênfase à verdadeira pregação da Palavra, que eles esquecem de vive-la!

Tiago 1:22, “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.”

Por que Tiago falou isto? Porque ele conhece a natureza humana. A Bíblia diz que não podemos ganhar a nossa salvação por meio de uma santidade externa. “Amem”, dizemos, e logo abandonamos todas estas coisas que antes fizemos tanto esforço para fazer com o propósito de ganhar mérito perante Deus. A Bíblia diz que a verdadeira religião não consiste em shows e apresentações e palavras humanas. “Amem”, dizemos! Antigamente, nós nos esforçamos bastante para preparar para o culto, porque tivemos que organizar uma apresentação—mas agora que não devemos apresentar nada, nem nos preocupamos em chegar na hora.

O problema, irmãos, é que todos nós somos por natureza legalistas. No momento que conhecemos a graça, que conhecemos a Palavra de Deus, o maior perigo é que acabamos pensando, “Que bom! Então, não preciso mais de todo este esforço! Que bom! Posso relaxar!” E, como estivéssemos num ônibus indo para o céu, pedimos ao nosso vizinho, “Me acorde quando chegamos!”

Acredito que este perigo ameaça a nossa pequena congregação aqui. Será que você concorda completamente sobre a centralidade da pregação? Será que você concorda que a salvação é por pura graça, e não por obras? Será que você confessa que foi regenerado pela Palavra de Deus, e não por sua própria decisão e sua própria bondade?

Tudo bem. Mas será que isto basta? Será que você pode agora dormir até que o ônibus chega no céu?

Tiago nos exorta que não devemos nos enganar! No versículo 26, ele fala que aqueles que confiam em sua própria religiosidade, estão se enganando pois não estão ouvindo a Palavra de Deus. Mas, no versículo 22, ele exorta aqueles que ouvem a Palavra de Deus, que estes não devem se enganar! A palavra que ele usa no v. 22 significa literalmente, “fazer uma avaliação errada.” Nos vv. 23-25, Tiago explica o que ele quer dizer.

Se você vai para Igreja, e você ouve a pregação, mas você não procura crescer na Palavra, e não deixa a Palavra brotar e produzir frutos em sua vida, você está fazendo uma avaliação errada! Na pregação da Palavra, Deus coloca em sua frente um espelho! Ele mostra qual é seu estado natural, e Ele assegura que Jesus te libertou completamente da sua miséria e dos seus pecados.

Mais tem mais! Deus também nos mostra, no espelho da Sua Lei, que a nossa realidade dia-a-dia é muito longe da nossa nova vida que temos ganho em Cristo! A Palavra não diz apenas, “Noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor”; mas também acrescenta, “ANDAI como filhos da luz!” A Palavra diz, “Você é uma nova criatura no Senhor Jesus Cristo!” Será que você está vivendo como uma nova criatura? A Palavra diz, “Você é templo do Espírito Santo!” Será que você está crescendo nos frutos do Espírito?

Na pregação da Palavra, Deus nos enfrenta com a Sua Lei. É uma lei perfeita–pois Cristo cumpriu a Lei perfeitamente. É uma lei de liberdade–pois serve para nos guiar numa vida de gratidão. Podemos nos esforçar para cumprir a lei não para que sejamos salvos, mas porque nós somos salvos.

A perfeita lei de liberdade nos apresenta um padrão de vida que pede muito mais esforço do que qualquer padrão legalista que existe. Deus regenera e salva pecadores para que eles sejam conforme a nada menos do que a imagem de Jesus Cristo!

Ter uma cabeça cheia de teologia certa não adianta nada! O que vale é ouvir a Palavra da Verdade, e pô-la em prática! Tiago falou em v. 21 que a Palavra é implantada em nós. Não se planta algo morto. Só se planta algo que vai crescer, que vai brotar. Será que a Palavra está brotando e florescendo em sua vida?

Quando pessoas vivem num meio legalista, não falta energia e esforço para cumprir até as tarefas mais pesadas. Os legalistas sofrem tanta coisa só para tentar ganhar a sua própria salvação. Mas, quando alguém conhece a graça de Deus em Jesus Cristo… infelizmente, muitos vezes vem aquela moleza. Chegar na hora para o culto não vai me salvar… então vou chegar atrasado. Ler a Bíblia e participar nos estudos Bíblicos não ganha nenhum mérito…. então vou deixar de fazer. Dar dizimo não é necessário para ganhar benções de Deus… então vou dar quase nada para a Igreja.

Se você acha que você pode viver como ouvinte da palavra, sem praticar a Palavra, você está se enganando se você acha que você está bem com Deus. Qual é o propósito de Deus para nós?

Romanos 8:29 “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”

Deus quer mudar a sua vida! Pela pregação da Palavra, Deus quer fazer você a cada vez mais conforme à imagem de Jesus!

Então, vamos nos esforçar–não para ganhar a nossa salvação, mas para agradecer! Vamos ter sede e fome da Palavra de Deus! Vamos rogar Deus mudar as nossas vidas pelo poder da Sua palavra! Vamos nos esforçar para aplicar a palavra em todas as áreas da nossa vida! Se fizermos isto, temos a promessa, (v. 25) “Aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.”

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Kenneth Wieske

Pastor da Igreja Reformada em Surrey, Colômbia Britânica. Desde 2000, serve as Igrejas Reformadas do Brasil como plantador de igrejas. B.A. McMaster University, M.Div. Theological College of the Canadian Reformed Churches. Estudos em línguas originais no Institut Farel de L´Église Réformée du Québec.

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