Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: Isaías 55.01-13
Texto: Mateus 13.01-23

Amada Congregação do Nosso Senhor Jesus Cristo,

Muitas vezes eu li e ouvi pessoas que dizem que Jesus era um grande contador de histórias – que Ele falou com as pessoas na linguagem que elas pudessem entender; que Ele usou histórias e imagens da Sua própria cultura, para que Ele pudesse ser entendido, para que Ele pudesse contextualizar a Sua mensagem. Muitas vezes ouvimos isso como uma diretiva para os pregadores modernos e para todos os cristãos quando nós compartilhamos o evangelho – precisa usar histórias, exemplos, explicar a Escritura num contexto moderno, para que possamos transmitir nossa mensagem de forma eficaz.

Agora, certamente é verdade que nosso Senhor era um grande contador de histórias – não há dúvida sobre isso – Ele era o maior, claro – quem poderia contar histórias numa maneira melhor do que o próprio Deus, o maior comunicador de todos os tempos? E é verdade que às vezes as histórias comunicam com mais clareza do que algumas longas palestras. Um bom exemplo, uma boa ilustração, muitas vezes tornará um ponto mais claro que que uma explicação longa e palavrosa.

Mas quando se trata de nosso Senhor Jesus e a narração de histórias, há muito mais do que um exemplo de como se comunicar efetivamente para que as pessoas possam entender o que você está tentando dizer.

Este sermão é o primeiro numa série de sermões sobre as parábolas do Senhor Jesus – e essas parábolas mostram que a narração de Jesus não era uma questão de comunicar numa forma simples para que os Seus ouvintes pudessem entender o que Ele estava dizendo. Ele não contou fábulas e histórias simples às massas sem educação porque elas não conseguiriam compreender pontos teológicos complexos sem essas histórias. As parábolas de Jesus tiveram um propósito muito definido, e Ele explica esse propósito. E o propósito era duplo: para esclarecer a verdade para aqueles que tinham ouvidos para ouvir, para aqueles que tinham pelo menos um início de fé e entendimento sobre quem Jesus era, e o significado do Seu ministério e Seu reino.

Então, o primeiro propósito das parábolas era revelar. Mas as parábolas tiveram um segundo propósito também, e é um propósito que muitas vezes pessoas não mencionam quando elas falam sobre Jesus como o grande contador de histórias. O segundo propósito do discurso em parábolas do nosso Senhor era exatamente o oposto do primeiro: era esconder, e não revelar. Para aqueles que estavam dispostos a submeter-se ao ensino do Senhor, as parábolas eram reveladoras. Abriram as verdades do reino de Deus. Revelaram a glória e a maravilha da obra de nosso Senhor Jesus Cristo. Mas para aqueles que se recusaram a ouvir, aos que se rebelaram, aos que não se submeteriam, aos insubmissos, arrogantes, que se recusavam a se humilhar diante do Rei, mesmo quando Ele estava entre eles, essas parábolas só serviram para tornar a Sua mensagem até mais difícil de entender.

Quando começamos a estudar as parábolas de Jesus, esta é a coisa mais importante que precisamos entender. Essas histórias são ajudas e guias “para aqueles que têm ouvidos para ouvir.” Elas são explicadas e são explicáveis e compreensíveis e aceitáveis apenas para aqueles que estão dispostos a submeter-se a elas. As parábolas nos fornecem um exemplo vivo do que Pedro e Tiago quiseram dizer quando eles citaram o provérbio: “Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes.”

Para que possamos obter a alimentação espiritual que precisamos desesperadamente dessas histórias que Nosso Senhor contou durante a Sua encarnação, a humildade é uma obrigação. A vontade de se submeter à Palavra de Deus é uma obrigação. A vontade de abrir nossos ouvidos às verdades do Reino de Deus é uma necessidade absoluta. Porque sem essas coisas, essas histórias não farão sentido para nós, e elas não afetarão as nossas vidas da maneira que o Senhor Jesus quis.

A primeira parábola que estamos examinando é também uma das mais conhecidas, a parábola do semeador, ou a parábola da semente. Tanto o semeador como a semente são importantes, mas também o terreno sobre o qual a semente cai, para que possamos chamar esta parábola “a parábola dos solos” também. Mas o que quer que chamemos, esta é uma parábola, o próprio Senhor nos diz, que revela os segredos do reino dos céus, o mistério do Reino de Deus, para aqueles que têm ouvidos para ouvir.

O contexto é este: Jesus está falando com grandes multidões, tão grandes que Ele tinha que falar com elas a partir de um barco ancorado no mar. A água e o vento do mar teriam levado a voz para a encosta circundante – e por isso era um anfiteatro perfeito nos dias sem eletricidade e caixas de som. Havia muitas pessoas que queriam ouvir o que esse rabino tinha a dizer. Havia entusiasmo por seus ensinamentos, as pessoas eram atraídas por suas palavras sábias e pelos milagres que Ele estava fazendo.

Mas, ao mesmo tempo, havia uma oposição crescendo – os inimigos de Jesus se tornaram cada vez mais abertos, cada vez mais ameaçadores, quando viram as suas próprias posições ameaçadas e, quando viram as suas próprias expectativas sobre quem o Messias deveria ser não sendo cumpridas. Há evidências dessa crescente oposição nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas – esta parábola e explicação estão incluídas nos três evangelhos sinópticos, juntamente com os relatos anteriores sobre como a oposição ao nosso Senhor estava piorando.

Podemos ler as palavras do Senhor em Mateus 11.19-21:

“Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!… Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido: Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza… As multidões eram grandes, é verdade – mas as multidões de escarnecedores e incrédulos parecem foram ainda maiores.”

Os fariseus estavam enviando espiões para seguir a Jesus e os discípulos, para ver se eles poderiam pegá-los quebrando a lei de Moisés. Com todas as declarações claras feitas por Jesus sobre quem Ele era, a oposição tornou-se mais forte, e os líderes do povo começaram a buscar maneiras de forçar Jesus a se calar, até tentando agarrá-lo e matá-lo.

Neste contexto, Jesus conta uma história. É breve – cinco e meio versículos. Lembrem-se que nós temos toda a história, incluíndo o que aconteceu privadamente – as perguntas dos discípulos e a explicação de Jesus. Mas a única coisa que as multidões teriam ouvido teria sido esse breve relato do fazendeiro em seu campo – nenhuma explicação, nenhum esclarecimento, nenhum comentário final, apenas uma história de um homem que sai para plantar as suas sementes.

E exceto um detalhe no final, na verdade é uma história bastante mundana. Para nós, pode ser um pouco exótico, vivendo num ambiente urbano moderno, bastante longe da produção de alimentos, a menos que tenhamos um jardim. Mas para aqueles que originalmente estavam ouvindo a história, era uma história bem-conhecida, algo que cada uma delas tinha visto pessoalmente, ou de fato fez. Então, o fazendeiro vai plantar sua cultura. Ele carrega uma bolsa de semente pendurada sobre o ombro, e ele atravessa o campo, transmitindo a semente na sua bolsa enquanto ele caminha no campo.

A prática naquela época era semear primeiro, e depois fazer o arado. O fazendeiro passou pelo comprimento do seu campo, e após a semeadura, ele criaria sulcos no solo com um arado, à mão, ou usando energia animal. Assim, os resultados da semeadura variariam, dependendo de onde a semente caiu. Algumas das sementes caíram no caminho, e essa semente, obviamente, não conseguiria enraizar – as aves seguindo o semeador rapidamente pegaria essa semente prontamente disponível e a devoraria.

E uma vez que existem muitas áreas rochosas na Palestina, algumas das sementes naturalmente cairão nesse terreno rochoso. Essa semente teria a oportunidade de brotar, mas não haveria suficiente solo ou umidade disponível naqueles lugares rochosos para a semente brotar. No calor do dia, as mudas seriam queimadas, e murchariam e morreriam rapidamente.

O terceiro lugar onde a semente poderia cair seria entre as ervas daminhas. E é um fato da vida desde a queda no pecado, a maldição que Adão causou na terra – as plantas que prosperam melhor sem o cultivo humano são as plantas que são as ervas daminhas menos úteis. E essas ervas danificavam as pequenas mudas à medida que cresciam. Os espinhos permaneceriam, e a cultura produtiva desapareceria dessa área.

Mas, finalmente, há o quarto lugar onde a semente caiu. E esse era o bom solo, onde as sementes podiam enraizar-se, onde podiam receber umidade e nutrientes suficientes do solo, onde podiam crescer e prosperar e produzir frutos. E essa quarta localização fornece a única parte realmente incomum desta história, porque Jesus fala sobre o rendimento que essa semente poderia produzir – alguns produziriam o rendimento de trinta vezes, outros o rendimento de sessenta vezes e outros o rendimento de cem vezes.

E, aparentemente, o rendimento de trinta vezes era médio – era o que o agricultor poderia esperar normalmente nas condições usuais. Um rendimento de sessenta vezes foi considerado uma colheita abundante. Foi motivo de celebração se você pudesse obter um aumento de sessenta vezes da semente que você semeou. Um rendimento de cem vezes, porém, era altamente incomum. Essa teria sido uma colheita surpreendente – o tipo de colheita que só acontece uma vez na vida.

Então essa é a história, e Jesus conclui com esta exortação: Quem tem ouvidos, ouça. E com isso, a história acaba. É um mistério. O grande contador de histórias terminou sua história, e Ele termina com uma indicação de que há mais dessa história do que pode aparecer na superfície. E você poderia imaginar que a multidão que se reuniu para ouvir o grande Mestre deve ter pensado o mesmo. Eles se reuniram para ouvir palavras de sabedoria, palavras que as excitariam, palavras que falariam sobre as glória da vinda do reino. Mas o que eles obtiveram foi uma história que realmente não tinha argumento, que não foi explicada, que apenas… terminou. Mas em fim Ele está dizendo: Há mais nesta história, mas não vou te dar. Se você está realmente interessado em descobrir o que essa história significa, você deve fazer o esforço para realmente entender.

Os discípulos não entendem, e pedem ao Mestre que se explique. Eles não estão procurando imediatamente uma explicação da parábola em si. O que eles realmente queriam saber foi por que Jesus estava falando em parábolas em primeiro lugar. E Ele explica o por quê:

“Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido.”

Agora veja o que Jesus diz: “A vós outros é dado.” Eles receberam a plenitude da mensagem, não porque fossem algo especial, mas simplesmente porque Deus os havia escolhido, em seu soberano prazer, para receber essa mensagem. A parábola deveria ocultar a mensagem daqueles que não estavam dispostos a aceitar o Messias, mas também foi necessário revelar as verdades do reino àqueles que têm ouvidos para ouvir – aqueles a quem foi dado!

Jesus explica que seu ministério é uma continuação e, de fato, o culminar, do ministério dos profetas que ministraram a Israel por centenas de anos. Isaías tinha sido chamado para pregar uma mensagem que servisse para endurecer os corações daqueles que se recusavam a ouvir. Jeremias recebeu um chamado semelhante, e todos os outros profetas experimentaram o mesmo; sua mensagem, a mensagem do evangelho, a mensagem de arrependimento e da salvação dada por Deus, levariam o teimoso a tornar-se cada vez mais teimoso, os recalcitrantes a tornar-se cada vez mais recalcitrantes, e as humildes a receber as boas novas do Reino de Deus. Seus ministérios apontaram para o ministério do Grande e Final Profeta, o Senhor Jesus Cristo. O clímax da proclamação do reino havia chegado a Israel, e esse clímax não era o que muitos judeus desejavam, ou esperavam.

E essa é a mensagem da parábola do Semeador. Muitas vezes a interpretação desta parábola foi reduzida a uma pergunta para o ouvinte: “Que tipo de solo você é?” Muitas vezes a mensagem é pregada que aqueles que ouvem esta parábola devem examinar-se completamente para ver se eles são bons solos ou terreno rochoso, ou uma área de ervas daninhas. Mas isso não é, no final, a mensagem desta parábola.

Esta parábola explica o funcionamento do Reino. O semeador é Deus. Sua mensagem é a mensagem do seu Filho, o Verbo feito carne, essa semente. Os beneficiários da semente são muitos e variados. Mas suas variadas respostas à mensagem não significam que a mensagem em si não seja efetiva. O mensagem do evangelho é para todos; a resposta a essa mensagem não significa que a semente que foi semeada foi menos efetiva, dependendo de onde ela caiu. O evangelho cumprirá os seus propósitos, seja qual for o propósito que Deus tenha em mente. O chamado é para todos – arrependa-se! Acredite no Senhor Jesus Cristo! Volte-se para Ele e afaste-se do pecado!

Esta é a mensagem do reino de Deus, o reino dos céus e a vinda desse reino. Ao longo dos evangelhos, vemos as pessoas não compreendendo a natureza do reino de Deus. Muitas vezes, as pessoas procuravam um reino terreno, um reino estabelecido por um governante poderoso que usasse a espada barra banir os malfeitores, que restauraria a terra para Israel, que expulsaria os opressores, que finalmente levaria Israel para a glória prometida. Mas Lucas 17 mostra o que era a origem do reino:

“Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós!” (Lucas 17.20-21).

Até os discípulos, mesmo antes de Jesus ascenderem ao céu, ainda não o conseguiram. Nós vemos isso em Atos 1 – “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?” Eles ainda estavam pensando num reino terreno; a situação não estava mudando, mas agora que Jesus estava à cena de novo, eles pensaram: “Bem, talvez agora seja a hora!”

Mas Jesus responde:

“Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.7-8).

Então, a vinda do reino não era o que eles esperavam, e quando se trata disso, não era mesmo o que eles queriam! E é disso que fala a parábola do Semeador – a vinda do reino. Como vem o reino de Deus? Como vem o reino do céu? Vem, não como um príncipe heróico, mando em seu corcel branco valente com a espada no ar, destruindo os inimigos de Deus num único golpe, de repente e surpreendentemente aparecendo. O reino do céu vem como o trabalho do semeador. Ele semeia o evangelho. Ele espalha sua semente em todo lugar, e encontra várias respostas. Mas quando é recebida com alegria, quando se encontra com perseverança, quando a palavra do reino é ouvida e compreendida, então os resultados tornam-se óbvios.

Mas mesmo no bom solo, os resultados variam. Alguns têm uma boa colheita. O fruto do Espírito, resultado da obra do Espírito na vida daqueles que aceitam e recebem o evangelho, sempre dará frutos. Mas alguns terão uma grande safra. Outros terão uma safra verdadeiramente excepcional – um aumento cêntuo. Essa semente dará frutos entre aqueles a quem foi dado. E entre aqueles a quem foi dado, o fruto abundará.

Então, no fundo a mensagem real da parábola do semeador é esta: o reino dos céus não ocorre necessariamente da maneira que você poderia esperar. Pode não incluir toda a emoção e incríveis avivamentos. O reino dos céus, de todas as aparências externas, ocorre através de uma atividade cotidiana, o simples fazendeiro que semeia sua semente no campo.

A semente é a Palavra, e nossa tarefa no reino é a mesma tarefa que Jesus deu aos seus discípulos – para serem testemunhas do reino até os confins da terra. E um por um, de maneiras pequenas e aparentemente insignificantes, o povo de Deus será chamado ao reino. Pode não parecer impressionante do lado de fora. Mas a vinda do reino envolve um verdadeiro milagre, o milagre da nova vida, o milagre de uma colheita de frutos surpreendente e abundante nas vidas do povo de Deus – fruto do Espírito, evidência milagrosa da obra de Deus na plantação e rega e nutrição e alimentação da semente.

Esse é o trabalho do reino; esse é o jeito de Deus – derrubando os desejos humanos, derrubando as expectativas humanas, trabalhando no jeito normal de Deus, o que podemos ver ao longo de sua Palavra, ao longo da história, virando as idéias e a compreensão humanas de cabeça para baixo, fazendo as coisas de forma surpreendente.

E dentro desse tema abrangente da parábola está a mensagem que nos desafia como indivíduos. E essa mensagem não nos desafia a examinar nossos corações para determinar se somos solos rochosos ou bom solo, ou se preocupar com o que realmente somos, se estamos aparecendo bom solo agora, mas nalgum momento iremos aprender que realmente somos plantados entre as rochas ou as ervas daninhas. Essa não é a questão. O ponto é este: ouça esta mensagem, aceite esta mensagem, receba esta mensagem e respeite esta mensagem. Apesar de Jesus falar sobre quatro possíveis resultados do trabalho do semeador, na verdade existem apenas duas opções: ou rejeitar a mensagem, sendo um dos três primeiros solos, ou aceitar a mensagem, sendo assim o bom solo.

Então seja esse bom solo. Abra seus ouvidos. Tenha ouvidos para ouvir. Aceite o fato que Deus opera de maneiras que estão além da nossa compreensão. Aceite o fato de que a vida cristã e a vinda do reino não são feitas apenas de excitação e emoção; receba essa palavra, aquela mensagem de Jesus Cristo, com humildade, em gratidão. Entenda que Deus vai trabalhar de maneiras inesperadas. Confie em sua graça surpreendente. Confie nele para derrubar todo pressuposto deste mundo, para revirar todas as expectativas, para trabalhar de maneiras que você nunca esperaria, e responda a Ele dando fruto à sua glória.

Esta é a mensagem que os judeus perderam. Eles esqueceram, ou escolheram não prestar atenção, a profecia de Isaías 53 – que seu Messias seria desprezado e rejeitado, que Ele seria um homem de dores, familiarizado com sofrimento; que Ele seria desprezado, no estimado; que Ele seria ferido por Deus e afligido; que Ele seria esmagado, castigado e espancado; que Ele seria oprimido, que a sua sepultura seria feita com os ímpios.

Mas através de tudo isso, através da reviravolta de todas as expectativas humanas, Ele ganharia a vitória. Ele viraria o mundo de cabeça para baixo, voltando os pressupostos do mundo de cabeça para baixo. Ele escolheria as coisas pequenas e desprezadas neste mundo em vez das coisas admiradas e respeitadas; o reino seria inaugurado na maneira de um fazendeiro que semeia sua semente, não por um poderoso guerreiro usando flechas flamejantes contra seus inimigos.

O resultado seria a derrota do inimigo, no jeito glorioso de Deus; mas aquele derrota aconteceria de acordo com os planos de Deus, no tempo de Deus. Ele é o semeador. Sua semente é a Palavra. O Reino começou a vir, e aguardamos o dia em que vem em toda a sua plenitude, e nos alegramos de que essa obra de Deus produziu frutos em nós, pela sua graça.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Amém.

___________________________________

* Exceto onde o contrário esteja explícito, todos os conteúdos deste site estão licenciados sob uma Licença Creative Commons “Atribuição – Não Comercial – Sem Derivados 3.0 Não Adaptada“.

** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

Compartilhe!

Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.