Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: Jeremias 05.01-31
Texto: Marcos 08.01-21

Amada Congregação do Nosso Senhor Jesus Cristo:

Um aspecto dos relatos do evangelho que é frequentemente usado para argumentar a favor da sua veracidade é a maneira como eles retratam os discípulos. Costuma-se dizer que, se você for inventar uma história que envolva a si mesmo, você não vai deliberadamente se mostrar mal. Se um grupo de homens se reuniu para criar uma religião, como alguns afirmaram é o que aconteceu no caso da fé cristã, certamente eles se pareceriam um pouco melhor do que os relatos dos evangelhos fazem os discípulos aparecerem. É muito mais fácil imaginar alguém inventando uma história e dizendo, “Ah, claro, sabíamos a verdade o tempo todo,” do que imaginar alguém fazendo-se parecer um palhaço só para tornar sua história mais crível. E não somente uma vez, mas repetidas vezes!

Nosso texto é apenas mais uma história que faz com que os discípulos pareçam um pouco tolos. João Calvino, o reformador, não era conhecido como alguém que usava palavras suaves, e certamente não faz isso quando se trata de sua descrição dos discípulos nesta história:

“Os discípulos,” ele escreveu, manifestam excessiva estupidez ao não lembrar, pelo menos, aquela prova anterior do poder e graça de Cristo, que eles poderiam ter aplicado ao caso em questão.” E a falta de tato de Calvino à parte, certamente nos parece que os discípulos manifestaram o que poderíamos chamar de “estupidez excessiva” mais de uma vez no capítulo oito do evangelho de Marcos.

Primeiro, há quase uma repetição do milagre operado pelo Senhor Jesus em capítulo seis, outra alimentação milagrosa de uma multidão, embora com algumas diferenças importantes. Uma grande multidão se reuniu mais uma vez. Desta vez, há quatro mil pessoas, e não cinco, e desta vez as pessoas ficaram num lugar desolado por três dias. A situação está ainda mais desesperadora do que a situação do grupo que Jesus havia alimentado na ocasião anterior. Várias pessoas viajaram uma grande distância desta vez e, como Jesus diz, elas não teriam conseguido chegar em casa sem comer.

Cinco pães alimentaram cinco mil na primeira vez, e restaram doze cestos de sobras. Desta vez, sete pães alimentariam os quatro mil, e restariam sete cestos de comida. Mas antes que isso acontecesse, os discípulos pareciam ter esquecido completamente o que Jesus havia feito pouco tempo antes. Então, eles mostram seu esquecimento pela primeira vez quando perguntam a Jesus:

“Donde poderá alguém fartá-los de pão neste deserto?” (v.4).

Jesus não responde à pergunta com palavras. Ele responde miraculosamente multiplicando o pão e os peixes mais uma vez, fornecendo o suficiente para alimentar a multidão junto com uma pilha de sobras. As pessoas vão embora satisfeitas, e sem comentários Jesus e os discípulos entram no barco para viajar até Dalmanuta. Lá, do outro lado do Mar da Galiléia, os fariseus confrontam Jesus novamente.

Eles não vêm para aprender. Eles não vêm para descobrir mais. Eles vêm para discutir, para testar. Não é uma investigação aberta sobre o que está acontecendo. A única coisa que os fariseus querem fazer é desacreditar Jesus. “Ver para crer,” as pessoas dirão. Se eu tiver um sinal, então eu vou acreditar. Mas as ações dos fariseus aqui deixam muito claro que exatamente o oposto é o caso – é crer que leva a ver, e não o contrário. Como Agostinho disse: “Não busque entender para crer, mas crê para que você possa entender!”

Mas os fariseus se recusam a crer e, portanto, não entendem quem é Jesus ou o que Ele está fazendo. Eles vêm a Jesus procurando um sinal. Não sabemos que tipo de sinal eles esperam, que tipo de sinal querem ver. Obviamente, a alimentação milagrosa das multidões, as curas milagrosas, a expulsão milagrosa dos demônios, as limpezas, as ressurreições, não foram suficientes. Esse não foi o tipo de sinal que eles estavam procurando. Eles estavam procurando por outra coisa; eles esperavam outro tipo de sinal para provar que Jesus era o Messias.

Mas Jesus não faria nada disso. Ele diz isso, em termos inequívocos: vocês querem um sinal, mas não vou fazer nada. Nenhum sinal seria dado a esta geração. Em Mateus e Lucas, essa afirmação é expandida por Jesus, acrescentando que nenhum sinal seria dado a essa geração exceto o sinal de Jonas. Como Jonas estava no ventre do grande peixe por três dias e três noites, o Filho do Homem permaneceria na sepultura por três dias e três noites.

Jesus poderia ter dado um sinal a eles. Ele poderia ter movido as montanhas. Ele poderia ter abalado a terra. Ele poderia ter feito qualquer número de coisas, mas não realizaria a vinda de seu reino dessa maneira. Desde o início de sua encarnação, sua vida e ministério seriam o principal exemplo da maneira de Deus trabalhar de uma maneira que é o oposto de qualquer maneira humana de trabalhar. Seu reino viria com poder, o poder supremo; mas o seu reino não viria pelo exercício de poder humano, na forma como os reis humanos alcançam o poder e se apegam ao seu poder. Seu reino seria diferente de qualquer reino terreno, e seu reino viria a existir de uma maneira que nenhum rei terreno poderia imaginar.

Martinho Lutero falou sobre Deus exercendo uma espécie de “poder canhoto.” Essa autoridade surge de um tipo de desamparo voluntário. Em vez de vencer o mal com força bruta, Ele o supera com bem. Ele se fez nada, humilhando-se, assumindo a forma de homem, homem humilde, um bebê humilde, nascido num estábulo a pais que não tinham importância aos olhos do mundo. O Criador do mundo, Aquele que falou a criação em existência, tornou-se um bebê indefeso, foi colocado num colchão de alimentação num celeiro, teve que ser resgatado de um rei perverso por seus pais, cresceu e continuou a exercer aquele “poder canhoto” por toda a sua vida. Sua vitória viria do sofrimento. Sua autoridade seria mostrada na morte. Seu poder se mostraria em fraqueza humana e fragilidade. Essa era a maneira de Deus trabalhar – não em fazer o esperado, em dar às pessoas o que elas queriam, em fazer uma grande demonstração de poder a fim de convencê-las de quem Ele realmente era.

Foi isso que os fariseus se recusaram a ver, e por isso os fariseus odiaram esse Messias e se recusaram a aceitá-lo. Ele não fez o que eles queriam que ele fizesse. Ele não agia como um garoto de recados que satisfizesse seus desejos, satisfazesse suas necessidades, desse a eles o que eles achavam que precisavam.

Mas por isso os discipulos de Jesus não conseguiam entender. Não é que eles fossem mais idiotas do que nós seríamos, dadas as mesmas circunstâncias. É que tudo o que estava acontecendo com eles, tudo o que Jesus estava fazendo, era tão novo, tão inesperado. Deus, na pessoa e obra de Jesus Cristo, invadiu o meio da história, e não no final de todas as coisas, como eles esperavam. O clímax da história tinha chegado, mas o fim não aconteceu. Nós hoje estamos vivendo num período intermediário, entre a maior obra de Deus e o fim dos tempos. Os judeus esperavam que o Messias viesse, trouxesse a vitória para o seu povo e destruísse seus inimigos e introduzisse a consumação, o cumprimento de todas as coisas, imediatamente.

Mas não é isso que Deus estava fazendo. Há uma diferença entre a reação dos fariseus e a reação dos discípulos, e é uma diferença importante. Os discípulos estavam procurando entender, e eles não podiam. Isso tudo mudaria, porém, quando o Espírito foi derramado no dia de Pentecostes, depois que o Senhor Jesus subiu ao céu. Os fariseus não estavam procurando entender. Eles estavam se recusando a acreditar, a se submeter, a obedecer e, portanto, se recusavam a entender.

O Senhor havia avisado através dos profetas que seu dia estava chegando – o grande e terrível dia do Senhor, o dia em que tudo errado no mundo seria corrigido. Podemos ver a forma que essas profecias tomaram examinando três exemplos do Antigo Testamento. O primeiro é Amós 9.11-15:

“Naquele dia, levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei as suas brechas; e, levantando-o das suas ruínas, restaurá-lo-ei como fora nos dias da antiguidade; para que possuam o restante de Edom e todas as nações que são chamadas pelo meu nome, diz o SENHOR, que faz estas coisas. Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que o que lavra segue logo ao que ceifa, e o que pisa as uvas, ao que lança a semente; os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão. Mudarei a sorte do meu povo de Israel; reedificarão as cidades assoladas e nelas habitarão, plantarão vinhas e beberão o seu vinho, farão pomares e lhes comerão o fruto. Plantá-los-ei na sua terra, e, dessa terra que lhes dei, já não serão arrancados, diz o SENHOR, teu Deus.”

O segundo exemplo é de Miquéias 4.1-4:

“Mas, nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do SENHOR será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião procederá a lei, e a palavra do SENHOR, de Jerusalém. Ele julgará entre muitos povos e corrigirá nações poderosas e longínquas; estes converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca do SENHOR dos Exércitos o disse.”

E o último exemplo, do último capítulo do Novo Testamento, Malaquias 4.1-3:

“Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria. Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos. Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a qual lhe prescrevi em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.”

Inspirados pelo Espírito Santo, esses profetas, Amós, Miquéias e Malaquias, juntamente com os outros profetas do Antigo Testamento, proclamavam que um dia maravilhoso estava chegando, quando Deus revelaria seu poder e sua majestade – quando os inimigos do povo de Deus seriam derrotados, quando as nações corressem a Jerusalém para adorar o único e verdadeiro Deus, quando a terra fosse restaurada ao povo de Deus, quando os governantes iníquos fossem derrubados, quando o Ungido de Deus assumisse o trono do seu pai, Davi.

E em Jesus Cristo tudo isso estava acontecendo. Mas não estava acontecendo como esperado – nem tudo aconteceria de uma só vez. Deus faria as coisas à sua maneira, e o próprio Jesus explicou isso em Mateus 13.31-33:

“O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos…e o reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.”

Talvez o grão de mostarda não parece impressionante quando plantado. Pode parecer pequeno e insignificante. Mas quando a semente germina e brota e começa a crescer, nada pode parar seu crescimento. Também, o fermento misturado na farinha não parece muito no início – mas um pouco de fermento pode fazer coisas incríveis. Esse foi o jeito de Deus para realizar a vinda do seu reino.

Então: quando os discípulos mostram sua ignorância novamente, quando mostram o que parece uma obsessão sobre comida, Jesus aproveita a oportunidade para dar-lhes uma advertência séria. É quase como um jogo de assosiação de palavras. A discussão do pão leva a uma advertência contra o fermento, o fermento dos fariseus e de Herodes. E a reação dos discípulos ao que Jesus diz é quase cômica – é como eles dizem: “Oh sim, fermento… ah, fermento… isso mesmo, não temos pão, tem?”

E então Jesus responde, e parece que Ele está realmente começando a ficar frustrado. Mas Ele não está apenas expressando frustração de uma maneira poética quando diz:

“Tendo olhos, não vedes? E, tendo ouvidos, não ouvis?” (v.18).

Ele está citando Jeremias 5.21, a passagem que nós lemos. Ele acabou de os avisar sobre o fermento dos fariseus e o fermento de Herodes, e agora Ele adverte-os usando esta citação – eles e todo o Israel estavam em perigo das mesmas coisas que os israelitas estavam no tempo de Jeremias!

Como era Israel naquela época? Não havia justiça na terra. Não havia preocupação com a verdade. Não houve arrependimento. Todo mundo estava adorando deuses de sua própria criação. A noiva de Deus estava cometendo adultério abertamente. O povo desconsiderava os profetas que Deus enviou, pensando que estava seguro e protegido porque era o povo escolhido de Deus, afinal. E por causa de toda essa rebelião, toda essa recusa em ouvir a Palavra de Deus e a voz de seus servos, o povo da aliança enfrentaria o julgamento. Os falsos profetas estavam sendo ouvidos, os sacerdotes faziam seu trabalho sem consideração por Deus ou por sua Palavra, e Deus não aguentaria mais.

Então, quando Jesus diz: “Tendo olhos, não vedes? E, tendo ouvidos, não ouvis?” Ele está levando seus discípulos a lembrar – não apenas o que Ele havia feito no passado recente, mas o que Deus havia proclamado através de Jeremias. A situação ficaria difícil para Jesus e seus discípulos. O caminho para a cruz estava se tornando ainda mais claro, e o confronto com os poderes estava prestes a chegar ao fim. Então os discípulos precisavam ficar preparados. Eles tinham que lembrar. Eles tinham que permanecer fiéis à sua vocação, ao Senhor que os havia chamado. E eles tinham que ter cuidado com o fermento dos fariseus e de Herodes.

Porque os fariseus e Herodes, os líderes religiosos e os líderes políticos de Israel, não eram diferentes do que o povo de Israel nos dias de Jeremias. Os discípulos tinham que se certificar de que eles permanecessem não manchados pelas falsas idéias das supostamente grandes pessoas em Israel. Porque o Reino de Deus era muito maior, muito mais glorioso, do que os fariseus podiam até começar a contemplar.

Sua visão do reino de Deus foi de um reino estabelecido para o benefício dos judeus que viviam de acordo com sua interpretação da lei do Antigo Testamento, e para ninguém mais. Mas a obra do reino de Jesus foi obra para o mundo, não apenas para Israel. Ele havia mostrado isso no que Ele já havia proclamado, e o que Ele havia feito, na cura e na expulsão de demônios entre os gentios. O reino que Ele estava introduzindo pode ter começado como um grão de mostarda, mas cresceria para abranger o mundo inteiro; e isso é algo que ainda podemos esperar.

Esse foi o fermento dos fariseus que os discípulos tiveram que evitar – uma visão do reino de Deus que era muito restrita, muito estreita – uma visão do reino que buscava grandes coisas aqui e agora conforme o entendimento limitado humano que eles tinham. Mas eles também tinham que tomar cuidado com o fermento de Herodes e o fermento dos saduceus, como os outros evangelistas registram nos seus evangelhos.

O fermento de Herodes era o fermento do poder político e da conveniência. Ele não estava preocupado com a injustiça. Ele não estava preocupado em ouvir a voz dos profetas. Herodes, o Grande, executara os meninos de Belém numa tentativa vã de matar o rei dos judeus que os magos do oriente haviam vindo para adorar. Agora seu filho, Herodes Antipas, havia matado João Batista, seguindo os passos de seu pai. A visão de Herodes de um reino se concentrava no poder temporal, na influência e na riqueza desta vida, nos benefícios pessoais do poder, na glória, em viver a boa vida, qualquer que fosse o custo. Essa visão do reino, essa visão da realeza, não tinha nada a ver com o Reino de Deus que o Senhor Jesus estava trazendo à existência.

Meus irmãos, nós precisamos do mesmo aviso hoje. Os fariseus e Herodes já se foram há muito, mas o fermento deles ainda permanece. Podemos ver como Deus está promovendo seu Reino, como o “trabalho do Reino” está acontecendo e, às vezes, podemos ficar desanimados, seja por desencorajamento com o modo como Deus age em nossas vidas, seja na vida dos outros, ou com a igreja em geral. Ficamos impacientes com nossas lutas. Ficamos ainda mais impacientes com os outros, porque é muito mais fácil ver onde os outros estão falhando do que ver nossos próprios fracassos. Ficamos impacientes com a igreja. Nós queremos grandes coisas. Queremos coisa gloriosas. Queremos que o grão de mostarda brote agora e cresça agora, e muitas vezes queremos que seja feito do nosso jeito, não do jeito de Deus.

O caminho de Deus é o caminho do “poder canhoto,” poder aperfeiçoado em fraqueza, como o apóstolo Paulo disse. Seu caminho é o caminho do serviço fiel, o caminho da paciência. O apóstolo Pedro disse isso em 2 Pedro 3.9:

“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.”

O Senhor tem sido paciente conosco, seu povo, e nós também precisamos ser pacientes. Podemos pensar que precisamos fazer grandes coisas pelo Senhor; mas precisamos nos lembrar de que Ele está fazendo grandes coisas por nós, e frequentemente o faz de maneiras que parecem insignificantes aos olhos do mundo. A igreja pode lutar com dificuldades agora, e podemos desejar um reavivamento e uma demonstração de poder, mas esta é a maneira que Deus opera – em pequenas coisas, de maneiras que muitas vezes não esperamos.

Então, como nós vivemos de acordo com esta visão do reino de Deus? Kevin DeYoung colocou desta forma, e este é um bom conselho que mostra como podemos evitar o fermento dos fariseus o de Herodes:

“Encontre uma boa igreja local, envolva-se, torne-se membro, fique lá por muito tempo. Deixe de lado pensamentos de revolução por um tempo e junte-se aos visionários pacientes. Vá à igreja neste domingo e cultue ali em espírito e verdade, seja paciente com seus líderes, regozije-se quando o evangelho for fielmente proclamado e seja misericordioso com aqueles que o magoaram. Enquanto você estiver lá, cante com todo o coração, diga oi para o adolescente que ninguém percebe, dê boas-vindas à menina com cabelos azuis e o anel do nariz… Convide um amigo para a igreja, convide o novo casal para tomar café, agradeça a pessoa que limpou o tapete, aproveita os bons domingos, ore muito naqueles que não são tão bons, e não despreze o dia dos humildes começos.”

“Não despreze o dia dos humildes começos.” Essa é uma citação de Zacarias 4.10. Porque é assim que Deus trabalha. É assim que Ele traz a vinda do seu reino. É isso nos dá a esperança, a esperança para hoje e a esperança para a eternidade. Cristo plantou o grão de mostarda e agora somos chamados a cultivá-lo e fazer isso seguindo os passos de Cristo. Para Ele, o caminho para a vitória sobre o pecado e a morte era o caminho do seu próprio sofrimento e morte. E por causa desse sofrimento, por causa dessa morte, e por causa da incapacidade da morte de manter-se firme nele, podemos viver uma vida de pequenas vitórias, trabalhando na edificação do seu reino, para sua glória, em seu poder, em seu caminho.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.