Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: Juízes 10.01-18; Juízes 11.01-11
Texto: Juízes 11.29-40

Amada Congregação do Nosso Senhor Jesus Cristo:

Ao longo dos primeiros capítulos de Juízes, somos lembrados que a maioria dos juízes eram, para dizer o mínimo, personagens controversos. E agora, falando sobre o juiz Jefté, encontramos a história de um homem cujos comportamento e ações são, com certeza, os mais controversos de todos os juízes, incluindo Sansão. As ações de Jefté são entre as mais contenciosas e debatidas em toda a Escritura.

Para entender a história de Jefté em seu contexto, precisamos explicar o ciclo que encontramos em Juízes. Israel cai. Não é uma tropeça, não um passo um pouco errado, não um lapso momentâneo de razão. Em vez de dizer que Israel caiu em pecado, provavelmente seria melhor dizer que Israel mergulhou de cabeça no esgoto do pecado e na idolatria.

O apóstolo Paulo falou sobre sua vida como cristão, e suas palavras aplicam-se a todos nós em nossa batalha contra o pecado:

“Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros” (Romanos 7.21-23).

Esta é a batalha que todos nós enfrentamos, a batalha entre nossa velha natureza e nossa nova natureza. Mas isso não é o que estava acontecendo em Israel no tempo de Jefté.

Juízes 10.6 deixa isso bem claro:

“Tornaram os filhos de Israel a fazer o que era mau perante o Senhor e serviram aos baalins, e a Astarote, e aos deuses da Síria, e aos de Sidom, de Moabe, dos filhos de Amom e dos filisteus; deixaram o Senhor e não o serviram.”

Israel estava absolutamente se afogando na idolatria. Eles estavam completamente imersos nela. Sete diferentes deuses e grupos de deuses são mencionados nesse versículo, e essa lista de sete indica a plenitude – os israelitas tornaram-se totalmente idólatras. Eles haviam rejeitado completamente o SENHOR e, em vez de se oferecerem ao Único Deus Verdadeiro, eles se ofereceram aos falsos deuses das nações ao seu redor.

Enquanto vemos a trajetória de Juízes de mal a pior, as coisas ficaram tão ruins quanto poderiam. Parece que os israelitas se acostumaram a esse ciclo – pecado -> julgamento -> arrependimento -> libertação, e parece que eles acham que tudo vai dar certo, contanto que digam as coisas certas para Deus. O Senhor os entregou na mão dos amonitas e dos filisteus – os amonitas no oriente e os filisteus no ocidente. O Senhor estavam usando seus agentes como torno, apertando Israel de ambos os lados. Ele estava irado, e por causa dessa ira, o povo foi esmagado e oprimido.

E quando clamam por libertação, o Senhor lhes diz que eles poderiam clamar aos deuses que escolheram, se tanto os amassem. É sarcasmo santificado – como Elias insultando os profetas de Baal no Monte Carmel, o Senhor revela a loucura e maldade de seu povo com esse chamado para buscar a ajuda dos ídolos, se eles pudessem ajudar. Porque Ele não faria. Em resposta à plenitude de sua idolatria, aquela lista de sete falsos deuses aos quais os israelitas haviam se dedicado, o Senhor lembra ao povo, com outra lista de sete, que Ele os resgatou completamente – dos egípcios, dos amorreus, dos amonitas, dos filisteus, dos sidônios, dos amalequitas, dos maonitas – o Senhor havia dado total liberdade ao seu povo, mas haviam decidido rejeitá-lo e mergulhar de novo na escravidão.

Mas parece que a rejeição do Senhor ao arrependimento falso inicial de Israel levou ao verdadeiro arrependimento. “Os israelitas tiraram os deuses alheios do meio de si e serviram ao SENHOR; então, já não pôde ele reter a sua compaixão por causa da desgraça de Israel” (10.16). Mais uma vez, Deus vai libertar seu povo. E mais uma vez, a libertação vem das fontes mais improváveis.

Jefté era filho ilegítimo de um homem israelita e uma prostituta, provavelmente uma mulher cananéia. Seu pai era adúltero e provavelmente idólatra. Seus irmãos o haviam renegado. Ele não tinha casa, não tinha família, seus companheiros eram um bando de ladrões. Basicamente, ele era líder de uma quadrilha, alguém sem status em seu país, um completo pária em vários níveis diferentes. De todos os improváveis candidatos a vocação de “salvador,” Jefté era praticamente o mais improvável.

Mas ele se mostra como homem com habilidades de liderança, um homem que sabia como administrar. Ele é guerreiro, ele é líder, e ele é diplomata. E ele sabe o que quer – quando os anciãos de Gileade o aproximam para implorar que ele lidere o povo contra os amonitas, ele deixa claro que, se ele vencer, ele permanecerá como seu líder.

Esta seria a grande chance de Jefté – deixar de ser bandido, um homem rejeitado por seu próprio povo, para se tornar seu líder. De acordo com a Lei, isto teria sido impossível. Como filho ilegítimo, e como filho de uma mulher cananéia, Jefté não tinha lugar na sociedade israelita – não até a décima geração, de acordo com a Lei de Deus, seus descendentes poderiam ser enxertados em Israel. Mas através de manobras políticas, parece que Jefté superou as restrições da lei de Deus. Talvez ele pudesse até mesmo estabelecer uma dinastia, um verdadeiro reinado, passando de geração em geração. Pelo menos, é o que poderia ter acontecido.

Mas na realidade, o SENHOR não permitiria que isso acontecesse. Não haveria realeza em Israel até o tempo em que o SENHOR tivesse escolhido, e esse reinado viria da tribo de Judá, a tribo real. Jefté pode ser tornar o líder por um curto período de tempo após sua vitória, mas o Senhor não permitiria que ele tivesse uma dinastia. E o SENHOR usou o voto de Jefté para ter certeza de que isso não aconteceria.

Porque Jefté faz um voto tolo antes de sair para a batalha. O SENHOR não pediu um voto. Ele não exigiu um sacrifício. Mas parece que Jefté queria manipular Deus – para forçar a mão de Deus. Então ele faz um voto estranho – ele diz ao SENHOR:

“Se, com efeito, me entregares os filhos de Amom nas minhas mãos, quem primeiro da porta da minha casa me sair ao encontro, voltando eu vitorioso dos filhos de Amom, esse será do Senhor, e eu o oferecerei em holocausto.”

Não há resposta do Senhor, mas o Senhor lhe dé a vitória, e sabemos o que segue. Não é um animal que sai da casa de Jefté. Não é um dos seus servos. É sua filha – sua única filha.

Mas aqui é onde entra a controvérsia. A questão é esta: Jefté realmente colocou sua filha num altar e a matou e ofereceu-a como oferta queimada? Ou seu voto foi diferente? Algumas pessoas argumentam que Jefté dedicou sua filha ao Senhor, ao serviço vitalício e à castidade ao longo da vida. E é possível. Primeiro, ele faz este voto imediatamente após o Espírito do Senhor veio sobre ele – e ele faria voto de sacrifício humano literal sob a influência do Espírito Santo?

Em segundo lugar, quando Jefté diz que ele oferecerá o primeiro da sua casa como holocausto, essa frase também pode se referir a ele dedicando alguém completamente e totalmente ao SENHOR, sem a morte da vítima. E finalmente, o luto pela filha de Jefté era por sua virgindade, pelo fato de ela nunca ter filhos, e não por sua morte.

O texto nunca diz que Jefté a ofereceu num altar como sacrifício literal – apenas nos diz que Jefté “lhe fez segundo o voto por ele proferido,” seguida pela declaração que diz literalmente que “ela nunca conhecia um homem.” Pode ser que o que aconteceu foi um tipo de dedicação ao serviço do Senhor, como a mãe de Samuel fez em 1 Samuel 1.11, onde ela fez um voto e disse:

“SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.”

No contexto, isso poderia muito bem ser a implicação do sacrifício de Jefté da sua filha. Ele ofereceu a vida dela como sacrifício; ela seria dedicada ao Senhor – não como holocausto, mas como “sacrifício vivo.” Havia provisão feita na Lei para tal dedicação; votos especiais podiam ser feitos, como o voto que Ana fez a respeito de seu filho Samuel, dedicando filhos ou servos ao serviço do Senhor.

E isso nos traz, mais uma vez, à lista dos fiéis em Hebreus 11.32-34:

“E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas, os quais, por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros.”

Há Jefté, bem no meio da lista, depois de Gideão e Baraque, antes de Davi e Samuel e dos profetas. Jefté é listado como homem de fé, um homem que venceu pela fé em Deus. É difícil acreditar que Jefté teria sido incluído na lista se ele realmente tivesse oferecido sua filha como holocausto – parece que ele deveria ser relegado à parte mais baixa de algum tipo de “Sala de Vergonha” ao invés da “Sala de Fama” da fé se isso fosse realmente o caso. Se levarmos à sério a unidade das Escrituras, se realmente acreditamos que as Escrituras interpretam as Escrituras, precisamos deixar que essa passagem guie nosso pensamento sobre Jefté mais do que costuma acontecer. Podemos ler esta passagem e pensar que Jefté é o pior de todos, mas essa passagem em Hebreus 11 deveria, pelo menos, nos dar uma pausa. É isso deveria nos forçar a pelo menos reconsiderar nossa própria avaliação pessoal do homem.

Mas ainda assim, muitos comentaristas argumentam que o sacrifício de Jefté da sua filha foi um sacrifício real, físico e sangrento. Mas no final das contas, se foi sacrifício físico, resultando no fim horrível de uma menina inocente sem nenhum propósito, ou se foi sacrifício vivo, a dedicação completa da vida da menina ao Senhor, o sacrifício foi, em última instância, inútil. Em sua fraqueza pecaminosa, Jefté fez um voto que nunca deveria ter feito, um voto que o Senhor não tinha requerido dele, um voto que era completamente desnecessário.

Ele não teve que sacrificar sua filha. O Senhor já estava com ele. Ele já havia sido capacitado pelo Espírito Santo para levar o povo à vitória, e o Senhor estava realizando a salvação de seu povo, mais uma vez apesar de sua total indignidade. O único voto que Jefté tinha que fazer e manter era pactual – permanecer fiel à aliança de Deus, amar o Senhor e seu próximo e viver esse amor em suas ações, em submissão aos mandamentos de Deus. Esse tipo de voto o Senhor aceitará e abençoará.

Quando se trata de fazer votos legítimos, o Senhor sempre nos dá o que precisamos para cumpri-los. Quando fazemos um voto, no casamento, na membresia da igreja, votos de fidelidade, votos que Deus exige, Ele nos dá o que precisamos para guardar esses votos. Mas quando fazemos votos desnecessários, sejam eles quais forem, nunca podemos imaginar que serão abençoados por Deus, ou que Ele nos dará o que precisamos para guardar esse voto. Em seus Institutos, João Calvino aborda essa questão em detalhe, porque era um problema sério em sua época; as pessoas faziam votos de abstinência de vinho ou carne, em troca de cura, ou uma dádiva especial de Deus.

Os monges, as freira e os padres fizeram votos de celibato ao longo da vida, e muitas pessoas fizeram votos de penitência, prometendo fazer perigrinações, ou fazer algum ato físico, como subir escadas de joelhos, ou rastejar para um local supostamente sagrado – e nenhum desses votos foram ordenados por Deus. Mas o que Calvino disse, de acordo com o que a Escritura ensina, é isto: é precipitado prometer algo que não podemos pagar ou entregar. Nossos votos devem ser adaptados à medida que Deus, por seus dons, nos prescreve. Quando Deus nos dá a oportunidade de prometer a Ele, Ele também nos dará os meios para cumprir a promessa. Quando Deus nos dá ordens, Ele também nos capacitará, por seu Espírito Santo, a obedecer.

Assim, o voto de Jefté foi desnecessário, e sua reação ao que aconteceu mostra o estado do seu espírito. Em vez de aceitar a responsabilidade por sua ação, ele, com efeito, culpa sua filha. Ele diz:

“Ah! Filha minha, tu me prostras por completo; tu passaste a ser a causa da minha calamidade” – como foi a culpa dela de alguma forma!

Então, apesar de ele ser capacitado pelo Espírito Santo, apesar da orientação do Senhor, apesar de ser levantado pelo Senhor, Jefté se mostra como ele realmente é – homem fraco e pecador. Ele pode não ser um homem tão mau quanto alguns dos comentaristas desta passagem nos fazem acreditar, mas ele ainda está longe de ser perfeito. Talvez tenhamos que reavaliar Jefté, talvez tenhamos que reconsiderar que tipo de pessoa ele era, mas isso não significa que precisamos descrever ele como anjo perfeito não. Jefté era pecador, assim como eu, assim como você. Jefté era fraco, assim como todos nós. Ele tinha deficiências. Ele tinha falhas. Ele ficou muito aquém das exigências de Deus. Mas ainda assim, Deus usou Jefté. Ainda assim, ele é usado como exemplo para nós em Hebreus 11. Como todas as suas falhas, como toda a sua pecaminosidade, ele ainda tinha fé, e Deus o usou poderosamente.

Mas não haveria dinastia na casa de Jefté. Não haveria realeza em Israel, pelo menos pelo momento. Deus usa até as escolhas e ações pecaminosas dos homens para cumprir seus propósitos, e Ele pode até usar o voto insensato de Jefté para elaborar seus próprios planos. Deus levantaria uma linha real, não com Saul, o primeiro rei, escolhido pelo povo, mas com Davi, o grande rei, escolhido pelo próprio Deus.

E, finalmente, isso levaria à vinda do grande libertador, o Grande Filho de Davi, nosso Senhor Jesus Cristo. E isso nos mostra outro contraste entre a história de Jefté e a história de Cristo. Esta passagem, como toda a Escritura, aponta para Ele. Como os outros juízes, Jefté aponta para o Grande Salvador, mas desta vez é mais em termos do que Jefté não era, do que ele era. O Senhor Jesus ofereceu-se como sacrifício perfeito, o único sacrifício aceitável, ao Pai. Deus o Pai e Deus o Filho fizeram aliança para fazer algo que Deus nunca exigiu de qualquer ser humano; Deus Pai deu seu próprio Filho como sacrifício. Deus, o Filho, tornou-se o cordeiro sacrificial supremo, voluntariamente, prontamente, em completa obediência, por seu povo.

Foi a única maneira de efetuar a salvação; e aquela salvação foi algo muito maior do que um salvador meramente humano, pecador e fraco como Jefté poderia efetuar. Foi algo muito maior do que a derrota de uma nação como os amonitas. Foi algo muito maior do que a restauração de um pequeno país do Oriente Médio. Esse sacrifício, oferecido por Deus de acordo com seu plano perfeito, obteve completa libertação dos inimigos reais – o pecado, Satanás, a morte – e fez do mundo inteiro a Terra Prometida. Havia apenas uma maneira possível de resolver esse grande problema, o problema do pecado, o problema do distanciamento da humanidade em relação a Deus. E em seu grande amor, seu amor sacrificial e generoso, Deus Pai enviou seu Filho ao mundo para resolver o problema do pecado, para nos permitir ter relacionamento vivo, amor, obediência, fé e confiança com Ele.

Normalmente em Juízes a história de um juiz em particular termina com uma declaração como, “É a terra ficou em paz por quarenta anos.” A história de Jefté não termina assim. Ele só podia julgar as pessoas por seis anos, e ele não podia fornecer descanso para o povo de Deus. Mas a grandeza do nosso Salvador, a maravilhosa obra de nosso Senhor, resultou em verdadeiro descanso, verdadeiro paz.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mateus 11.28-30).

Ele traz o verdadeiro descanso – o descanso perfeito, a paz perfeita. As pessoas se esforçam por toda a vida para encontrar descanso – descanso físico, descanso espíritual, descanso emocional – mas qualquer tipo de esforço para encontrar nossa própria paz é, em última instância, inútil. Tentar encontrar o nosso próprio descanso é nas palavras de Eclesiastes, tentar pastorear o vento – tentando agarrar algo que simplesmente não pode ser alcançado. O verdadeiro descanso só pode ser encontrado naquele que se ofereceu como sacrifício perfeito.

E nós não obtemos os benefícios desse sacrifício fazendo votos tolos ao Senhor. Não existe o tipo de negócio que diz, “Eu farei isto por você, se você fizer isso por mim.” O único tipo de sacrifício que podemos oferecer, o único tipo de sacrifício que devemos oferecer, é o sacrifício de gratidão. Deus nos chama, “pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12.1). Ele nos chama, através de Cristo, para oferecer “a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13.15). Louvor e gratidão, dedicação a Deus – esses são nossos sacrifícios. E por causa do único sacrifício expiatório do Senhor Jesus Cristo, esse tipo de sacrifício agrada ao Senhor.

Nós não temos que fazer votos ao Senhor. Não temos que desistir de algo que gostamos para a quaresma, não podemos subornar a Deus por um ato extra-especial de suposta obediência que Ele não exigiu de nós. A salvação é um dom. Não podemos merecer um dom. E se é assim que pensamos sobre os dons de Deus, precisamos repensar seriamente. Para receber algo, estendemos a mão. Essa mão não tem nada – está vazia. E aquela mão vazia que estendemos a Deus é a mão da fé. Significa confiar nele. Então, tendo recebido este dom, não podemos pensar que agora temos que começar a ganhá-lo – é algo dado a nós, grátis. Essa é a boa notícia. A salvação está disponível para todos que a receberem. Não há portas fechadas diante as pessoas que buscam ao Senhor em fé. Deus não nos chama porque somos tão santos – Ele nos chama para que possamos nos tornar santos!

Meus irmãos, essa é a diferença entre a única fé verdadeira, a fé cristã, e todas as outras religiões do mundo. O único verdadeiro Deus não pode ser comprado. Ele não pode ser subornado. A salvação não pode ser conquistada, paga ou trocada por nada. O preço foi pago. A dívida foi satisfeita. A oferta foi dada. E essa foi a oferta do próprio Filho de Deus. Então, novamente, todos nós recebemos o chamado: estenda sua mão vazia. Confie que o Senhor a encherá. Venha a Ele, e Ele lhe dará descanso.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.