Sermão preparado pelo Pr. Arthur Van Delden

Leitura: Hebreus 11:32 – 12:11, I Pedro 01:01-09

Texto: I Pedro 01:06-09

Amada congregação do nosso Senhor Jesus Cristo,

Durante o curso de nossas vidas, precisamos fazer testes muito frequentemente. Quando estamos na escola ou faculdade, somos testados em matemática, em gramática, e a lista segue. Quando queremos tirar nossa carteira de motorista, somos testados. Quando queremos passar em um concurso, fazemos um teste. Quando queremos fazer nossa pública profissão de fé, somos testados.

Não sei como é para cada um de vocês, mas sempre pode dar um friozinho com um pouco de nervosismo cada vez que tivemos que fazer um teste. Nunca fiz um teste com toda certeza de que iria ser aprovado. Sempre pensamos no que será que vai acontecer se não passarmos, e as vezes até já nos preparamos para o pior.
Mas há pelo menos um teste na vida sobre a qual Deus não quer que tenhamos dúvida sequer. Há um teste em que os eleitos de Deus nunca vão falhar, e este é o teste da fé.

Nesta manhã (noite) veremos como o poder de Deus manteve os cristãos na Asia firmes quando a sua fé foi testada.
Ouçam a Palavra de Deus nesta manhã (noite) no seguinte tema:

SUA FÉ SERÁ INABALÁVEL QUANDO VOCÊ É TESTADO

Vamos considerar:

  • 1. A fé testada
  • 2. A fé aprovada
  • 3. A fé recompensada

1. A FÉ TESTADA.

Quando Cristo explicou a parábola do semeador aos Seus dicípulos, Ele mencionou que algumas das sementes cairam em solo rochoso, onde a terra era pouca. Jesus explicou o que isso significa. “O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.” (Mt. 13:20-21).

A fé é enraizada apenas superficialmente em alguns. Eles aparentam ser verdadeiros crentes. Eles demonstram as marcas do cristão. De fato, eles até demonstram o que aparenta ser um crescimento mais rápido na fé do que os outros. Mas a sua “fé” não é genuína. Não é verdadeira fé. Isso se torna evidente quando tribulações ou perseguisões surgem. Então a sua “fé” seca no calor do sol e morre.

Os cristãos a quem Pedro escreveu esta carta tiveram que suportar extrema dor física e emocional. Há livros seculares de história nos contam tudo sobre as atrocidades que foram cometidas contra os cristãos. Eles sofreram sendo ridicularizados e desprezados. Foram considerados párias, excluidos da sociedade. Suas posses terrenas foram confiscadas, deixando os cristãos desabrigados e desprovidos. Alguns deles foram severamente espancados. Alguns foram vendidos como escravos. Mulheres foram estupradas e mortas. Homens foram enviados para a arena, e foram rasgados por leões ou ursos ou cachorros selvagens. Alguns foram mergulhados em piche e acesos com tochas humanas.

Os cristãos a quem Pedro escreve estariam imaginando qual seria o propósito de todo seu sofrimento. E Pedro os escreve para lhes dar uma resposta. As vezes Deus acha necessário testar a fé de cristãos professos, para provar que sua fé é genuína. Pedro fala sobre esta necessidade no verso 6 quando ele diz, “…por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações”. As palavras, “se necessário” são palavras especiais. As mesmas palavras são usadas em referência ao sofrimento e morte de Cristo, Sua ressurreição e ascenção. Estes foram todos aspectos necessários do plano de Deus para a redenção. É o mesmo para os cristãos. O sofrimento é um aspecto necessário do plano de Deus em Seu trabalho de reunir a igreja na Asia.

Pedro fala da perseguição deles com sendo “tribulações”. Poderia também ser traduzido com “testes”. Em falar destas “tribulações” nesta maneira, Pedro ensina os cristãos na Asia que os seu sofrimento vem, não tanto das mãos de seus inimigos, mas da mão do próprio Deus. Deus está os testando. E isso é uma grande honra. Pois Deus não testa pessoas a quem Ele tem rejeitado. Não, Deus apenas testa as pessoas que Ele tem eleito.

Deus amou a Abraão. Ele foi amigo de Deus. Mesmo assim Deus testou a fé de Abraão. Ele exigiu que Abraão sacrificasse o seu único filho, vindo de Sara, o seu herdeiro prometido. Assim, através da história da redenção, muitos tem sido testados. Pense em José no Egito, ou Davi sendo perseguido por Saul, ou Daniel na cova dos leões, ou os seus três amigos na fornalha. E acima de todos outros, pense em Cristo Jesus. Todos estes foram testados. Da mesma forma em que Deus estava testando os cristãos da Asia.

Pedro usa uma imagem que era tão comum no Antigo Testamento, isto é, o purificar de ouro ao aquecê-lo no forno. Por este meio, o ouro verdadeiro era separado de todas as outras impurezas que desvalorizavam o ouro e tiravam a sua beleza e esplendor. Da mesma forma, Deus trazia tribulações ou testes sobre a igreja. Para qual propósito? Para que a fé de todos os cristãos professos seja testada no forno da aflição.

Por meio destes testes, fica aparente quem tem uma fé apenas superficial. Para aqueles que tem uma fé apenas superficial, eles abandonam a fé quando percebem quanto tem que sacrificar para manter-la. Eles se apegam aos seus bens desta terra ao em vez da sua herança nos céus. Eles se apegam a esta vida, em vez da vida do porvir.

Mas aqueles que tem a fé genuína crêem na herança gloriosa que eles hão de receber. Para eles, a sua fé é muito mais preciosa do que as coisas mais preciosas nesta terra. E eles estão preparados para sacrificar todas as coisas na terra para se apegar a fé pela qual foram feitos herdeiros do Reino de Deus.

Então qual foi afinal o propósito destas tribulações? Pedro nos diz que Deus queria colocar o Seu selo de aprovação sobre estes cristãos.

As vezes você compra um aparelho eletrônico em uma loja. Muitas empresas tentam manter algum nível de controle de qualidade. Então as vezes você verá um adesivo em algum lugar no aparelho eletrônico que tem as letras “CQ” seguidas de um número. “CQ” refere-se a “Controle de Qualidade”. O número refere-se ao funcionário que testou o aparelho para verificar que funciona. Se funciona, ele coloca um adesivo. O propósito deste teste é para assegurar ao comprador que o produto funciona.

Bem, de forma semelhante, as vezes Deus quer testar a fé de Seus filhos. Ele faz isso, não para si, porque Ele sabe o que vive no coração e mente de todo homem. Não, Deus não testa a fé dos Seus filhos para o Seu benefício, mas para o benefício do próprio crente. Deus quer poder colocar um selo no crente, um adesivo de Sua aprovação, para que o crente possa ter a certeza de que a sua fé é genuína.
Quanto à fé dos cristãos na Asia, a prova estava lá. E isso nos trás ao segundo ponto.

2. A FÉ APROVADA.

Pedro escreve sobre isso no versículo 8: “a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria”. Pedro fica maravilhado com a fé deles, especialmente quando ele compara à sua falta de fé como discípulo de Cristo.

Pedro viu Cristo. Ele foi um dos primeiros discípulos a quem Cristo chamou. Ele seguia Cristo para todos lugares. Ele foi um dos três privilegiados, que foi até permitido testemunhar a Sua tranfiguração no monte, e de ouvir a aprovação de Deus por Cristo. Ele presenciou todos os milagres que Cristo realizou. Ele ouviu as palavras maravilhosas que Cristo falou. Mas quando Pedro foi tentado no pátio do sumo sacerdote onde Jesus foi julgado, Pedro negou o Cristo.

Onde estava o seu amor por Cristo? Onde estava a sua fé? Por três vezes Cristo veio a Pedro para perguntar “Pedro, você me ama?”

Mas o amor e a fé destes cristãos estava evidente. Eles nunca viram a Cristo. Mesmo assim o amavam tanto que estavam dispostos a morrer por Cristo. Eles creram, mesmo que os custou tanto.

Pedro os assegura que sua fé é genuína. Eles o amam e crêem Nele sem ter nunca O visto. Esta é a mesma fé que Cristo elogiava. Tomé não creria sem primeiro ver. Mas Cristo disse a Tomé, “Bem-aventurados os que não viram e creram.” (João 20:29) Isso descreve estes cristãos na Asia.

Onde estava a prova deste amor? No fato de que eles estavam dispostos a sofrer por causa de Cristo! Cristo provou o Seu amor para com o Seu povo em ter dado a Sua vida por eles. E agora estes cristãos estavam dispostos a fazer algo semelhante. Eles estavam dispostos a sofrer, até morrer, por Cristo. Com certeza, o propósito de suas mortes era completamente diferente. Mesmo assim, estes cristãos estavam dispostos a sofrer em vez de negar a obra que Cristo havia feito por eles. Isso foi uma prova do seu amor genuíno por Cristo seu Salvador.
Outra prova de sua fé genuína foi sua alegria. Pedro fala desta alegria no início do versículo 6, “Nisso exultais, embora, no presente….sejais contristados por várias provações”. E aí no versículo 8 Pedro volta a alegria deles. Para Pedro, a alegria dos cristãos é uma das grandes provas de sua fé.

Olhem como Pedro descreve a fé deles no versículo 8. Ele diz “mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória”. A alegria deles era indizível. Não podia se descrever. Eles tinham um senso daquela herança gloriosa, que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano. E assim a sua alegria é inexprimível.

Não entenda Pedro mal. Ele não está dizendo que eles não expressavam a sua alegria.

Ele não está dizendo estava guardado bem no seu íntimo, e nunca vinha a superfície. Não, era evidente para todos verem. A alegria radiava em suas faces. Os cânticos que enchiam seus corações e suas bocas transmitiam alegria. Mas eles não conseguiam descrever esta alegria em palavras. Era uma alegria que desafiava ser descrita. Talvez a palavra “indescritível” transmite melhor o que Pedro quer dizer.

Além disso, era uma alegria “cheia de glória”. Alguns tem traduzido como “alegria gloriosa”, que transmite bem o pensamento de Pedro. O que Pedro quer dizer é que estes cristãos já experimentam em parte, a perfeita, completa, e maravilhosa alegria que será deles quando entrarem na herança gloriosa. Falamos de coisa semelhante no DS 22 do nosso catecismo. “Já agora sinto em meu coração o princípio do gozo eterno”.

Agora, como a alegria gloriosa deles prova que a fé deles era genuína? Desta forma: prova que estes cristãos estavam vivendo da esperança gloriosa que eles tinham. Prova que a sua alegria vinha das coisas que eles iriam experimentar no mundo a vir.

Lembrem-se do contexto em que foram escritas estas palavras. Os cristãos estavam sendo severamente perseguidos. Estavam sofrendo muito. E ainda experimentaram todo tipo de coisas dolorosas que iríamos esperar que os fizessem muito tristes e amargos. Mas não estavam. Estavam cheios de alegria. Isso é porque eles viviam da esperança que Deus tinha os dado.

É isso que Pedro diz quando ele escreve no versículo 6, “Nisso, exultais!” Ele está se referindo aqui ao que ele havia dito nos versos anteriores. “Nisso” se refere ao fato de que eles eram eleitos por Deus, santificados pelo Espírito, aspergidos pelo sangue de Cristo e assim incluídos na aliança da graça. Haviam nascidos novamente para uma esperança viva, uma esperança que nunca morrerá. E esta esperança é uma esperança de uma herança gloriosa que é seguramente guardada no céu para os herdeiros, que são eles mesmos preservados por Deus, o qual certifica de que receberão esta herança sem falha.

“Nisso,” diz Pedro, “exultais”!

A alegria deles não é determinada pelas coisas dolorosas que eles experimentam nesta vida, mas pelas coisas gloriosas que vão experimentar na vida que há de vir.

Claro, os cristãos a quem Pedro escreveu não tinham uma fé perfeita. A princípio eles estavam angustiados pelas suas tribulações. Mas agora estão alegres.

Por que esta mudança? O seu sofrimento havia acabado? Não – ainda era uma realidade presente. Isso fica claro no fato de que Pedro fala 8 vezes sobre o sofrimento deles no tempo presente. O que mudou então?

A atitude deles! A disposição deles!!

As vezes as tribulações e problemas desta vida batem em nós e no desequilibram, e por um tempo ficamos tristes e aflitos. Mas a nossa fé tira do nosso íntimo a disposição novamente, para que a nossa alegria retorne. Mesmo que o sofrimento permaneça, somos capazes de regozijar em meio destes sofrimentos por causa da gloriosa esperança que habita em nós.

Então estes cristão a quem Pedro escreve estavam profundamente entristecidos e amargos sobre o que havia acontecido. E com razão! Porque o seu sofrimento era MUITO grande! A fé deles levou uma grande pancada. Mas a fé deles não morreu. Como Davi, eles certamente se perguntaram,

“Por que estás abatido, ó minha alma?
Por que te pertubas dentro de mim?
Espera em Deus, pois ainda o louvarei,
a Ele, meu auxílio e Deus meu.” (Salmo 42:11)

Estes cristãos na Asia buscaram a sua fé. A sua fé foi restaurada novamente. Eles lembraram que são apenas estrangeiros neste mundo, e de que eram herdeiros do Reino de Deus. Quando eles focaram sua atenção na herança que era deles, ficaram cheios de alegria novamente. Podiam regozijar apesar do sofrimento. Pois a alegria deles não era determinada pelo que eles experimentvam nesta vida; a alegria deles era determinada por o que eles iriam experimentar na vida do porvir.

Além disso, ele lembraram que o seu sofrimento na terra era apenas “por breve tempo”. Quando Pedro menciona isso, ele não pensa tanto em termos de meses ou anos ou décadas. Ele não está medindo tempo com um relógio ou clendário em sua mão. Ele está medindo tempo na terra em comparação com a eternidade. As tribulações desta vida podem parecer longas quando estamos no em meio a elas. Mas o tempo de tribulações é apenas uma gota de água no oceano da eternidade.

E é por isso que os cristãos na Asia regozijavam. Como Paulo disse, “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Cor. 4:17). E em outro texto ele escreveu, “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm. 8:18).

Estes cristãos, então, fitaram seus olhos no futuro glorioso que estava diante deles, e se apegaram a este futuro. Eles deixaram que o futuro determinasse a sua disposição. E em fazer isso, estes cristãos provaram que sua fé era genuína. Eles podiam estar certos de receber a recompensa da fé, que é o nosso terceiro ponto.

3. A RECOMPENSA DÁ FÉ

Deus queria que estes cristãos passassem pela fornalha da aflição, para que havendo testado a sua fé, Ele pudesse lhes dar o Seu selo de aprovação. Pois todos aqueles que levam este selo receberão louvor, glória e honra.

Vocês se lembram da parábola dos talentos? Quando o senhor voltou ele louvou seus servos que foram fiéis no seu dever. Ele disse a eles, “Muito bem, servo bom e fiel” (Mt. 25:21). É isso, diz Pedro, que Deus vai fazer com aqueles que se apegaram a sua fé em meio a tribulações. Deus vai os elogiar por sua firmeza. Ele vai os exaltar por sua persistência.

Deus vai também os glorificar. Paulo disse, se sofremos em Cristo, então seremos também glorificados com Ele (cf. Rm. 8:17). Vamos partilhar de Sua glória. Nós vamos partilhar do esplendor e da majestade de Cristo. Nós vamos receber a coroa da glória, e sentar com Cristo em volta do trono de Deus.

Cristo disse, “Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará.” (João 12:26) É isso que estes cristãos tem feito. Eles tem seguido a Cristo. Eles estavam dispostos a andar pelo caminho do sofrimento e angústia pela causa de Cristo. Estavam dispostos a seguir a Ele até a morte. E assim como o Pai honrou ao Seu Filho depois do Seu sofrimento, assim também o Pai honrará aqueles que sofrem por causa de Cristo.
Isso dever ter servido como um rico encorajamento para estes cristãos. Pois eles sofreram exatamente o contrário desta honra, nesta vida. Eles sofreram ser ridicularizados, ser envergonhados e deshonrados nas mãos dos ímpios. Mas do Pai eles receberão louvor, glória e honra.

E por fim, diz Pedro, receberão no final de sua fé a salvação de suas almas. Poderíamos traduzir isso, “Vocês serão recompensados com o propósito de sua fé, que é a sua salvação”. Eles tem segurado firmes em sua fé em meio destas tribulações, na esperança de receber a herança gloriosa que Deus os tinha prometido. E Pedro os assegura que eles vão receber sim.

Pedro fala sobre “salvação”. Quando ouvimos esta palavra, nós automaticamente pensamos sobre salvação pelos nossos pecados. Mas os Judeus usavam esta palavra de forma diferente. Para os Judeus, esta palavra tinha a conotação de escapar de aflição, libertação de ou vitória sobre os inimigos. E eu acho que esta é a forma em que Pedro usa esta palavra aqui. Pedro os promete que serão libertados das tribulações. Desfrutarão a vitória final sobre seus inimigos. Mesmo podendo parecer que estão derrotados pelos poderes da escuridão, serão mais que vencedores no último dia.

Então, que palavra encorajadora dada a nós, amados irmãos. Os nossos três inimigos declarados o diabo, o mundo e o nosso próprio pecado cessam de nos atacar. Nossos inimigos vão tentar nos levar para longe da fé, e nos unir a eles em sua vida de incredulidade e desobediência. Não é o plano de Deus colocar uma escudo nos protegendo de todos estes ataques. As vezes Deus vai testar a nossa fé, para provar se ela é genuína. Ele vai nos testar por meio de várias tribulações para provar se estamos prontos para fazer sacrifícios por Ele.

Você imagina como é que você vai reagir, amados? Será que você imagina se você irá se manter fiel se deparando com tribulações severas? Amados, deixe-me lhes lembrar o que Pedro escreveu no versículo 5. Ele escreveu, “sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo”.

Estes cristãos a quem Pedro escreveu, não reagiram desta forma através do seu próprio poder. Se não fosse por Deus, sustentando eles nas tribulações, eles teriam falhado miseravelemente naquele teste. Mas o poder de Deus estava trabalhando neles. Ele estavam fortalecendo a fé deles para enfrentar aquelas tribulações de frente. Ele fortaleceu a fé deles para que fizessem os sacrifícios que fizeram. Deus fez a alegria de sua fé conquistar a angústia das perseguições. O Espírito de Deus encheu seus corações com alegria inexprimível. O Espírito de Deus tirou o foco da fé deles das perdas na terra, e os fez enxergar o que estão para receber no Reino de Deus. Nestes versos nós vemos como Deus trabalhou o que Ele havia prometido no versículo 5. Eles foram mantidos pelo poder de Deus, pela fé, para a salvação.

O que Deus tem feito para estes santos naqueles dias é o que Deus fará para os santos em todos os tempos. Nós não precisamos nos preocupar em ser testados. Porque Deus vai certificar de que todos os seus verdadeiramente eleitos passem o teste.

Sabe por que? Por causa do nosso Senhor Jesus Cristo! Ele suportou o teste por nós, em nosso lugar. E Ele passou com uma nota perfeita. Nós que fomos dados a Cristo já passamos o teste com Cristo. Ele fez a nossa salvação certa. Quando passamos por qualquer teste, é só para nos provar do poder preservador de Deus trabalhando em nós.

Que encorajamento para nós! Temos passado o teste em Cristo, e por isso passaremos qualquer teste que enfrentamos nesta vida. Por meio destes testes, nossa fé será provada genuína. E receberemos louvor, glória e honra pela revelação de Jesus Cristo. Receberemos a salvação de nossas almas. 

Amém.

 

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

*** Este sermão foi retirado do site: theseed.info e foi traduzdo pelo pb. Chris Boersema.

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