Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: Hebreus 04.01-16
Texto: Hebreus 04.12-13

Amada Congregação do Nosso Senhor Jesus Cristo:

Nos primeiros capítulos de Hebreus, aprendemos como os leitores originais da carta aos hebreus tinham muito em comum com a geração de israelitas que havia sido libertada da escravidão no Egito. Essa geração do deserto serve como um exemplo perfeito, embora um exemplo negativo, de como o povo de Deus deveria, e não deveria responder, quando confrontado por provações e dificuldades. E também podemos entender como nós temos muito em comum com os leitores originais desta carta; as provações e tribulações que enfrentamos podem ser diferentes exteriormente, mas as tentações e lutas subjacentes que o povo de Deus tem que enfrentar, de geração em geração, permanecem as mesmas.

Mais uma coisa que nós, os recipientes originais desta carta, e a geração do deserto temos em comum é que todos nós recebemos a maior benção – a benção de ouvir as boas novas, a mensagem do evangelho. O grande Deus do universo não nos deixou para adivinhar quem Ele é, o que Ele fez e o que Ele espera de nós; Ele falou conosco, Ele se revelou a nós, ele revelou a Sua vontade, e Ele nos deu as boas novas.

Talvez não pensamos na mensagem que os israelitas receberam no Egito e no deserto como o evangelho, as boas novas. Geralmente pensamos na comunicação de Deus com Seu povo naquela época em termos de “lei” – Deus lhes deu mandamentos, e eles foram obrigados a guardar esses mandamentos. Mas o autor de Hebreus sabe de maneira diferente, e é aí que ele começa sua exortação no quarto capítulo deste livro. Mais uma vez, recebemos uma promessa, mas é uma promessa que tem uma forte advertência:

“Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado.”

E voltamos ao exemplo negativo dos antigos Israelitas:

“Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram.”

Quais foram as boas novas que eles receberam? O Senhor disse a Moisés que desse esta mensagem aos anciãos do povo antes que Ele os libertasse do Egito:

“Vai, ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me apareceu, dizendo: Em verdade vos tenho visitado e visto o que vos tem sido feito no Egito. Portanto, disse eu: Far-vos-ei subir da aflição do Egito para a terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu, para uma terra que mana leite e mel” (Êxodo 3.16-17).

As boas novas foram a promessa de libertação da escravidão e a promessa de uma terra em que eles morariam.

Então, quando as pessoas começaram a duvidar e a reclamar, depois de terem acabado de cruzar a fronteira do Egito:

“Moisés, porém, respondeu ao povo: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver. O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis” (Êxodo 14.13-14).

As boas novas foram que Deus estava com eles; eles não tinham que temer, porque Ele estaria com eles.

Então veio aquele padrão repetido – as pessoas ficaram com sede. Eles reclamaram. Deus providenciou. O povo ficou com fome. Eles reclamaram. Deus providenciou. E finalmente eles chegaram ao Monte Sinai:

“Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual se acamparam; ali, pois, se acampou Israel em frente do monte. Subiu Moisés a Deus, e do monte o SENHOR o chamou e lhe disse: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel: Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Êxodo 19.2-6).

As boas novas foram que Israel era um povo especial, com privilégios especiais, e responsabilidades especiais, e lugar especial no plano de Deus.

Mais uma vez, o Senhor reafirma as suas promessas, enfatizando de novo o que Ele já havia feito – eles tinham experimentado o julgamento que o SENHOR havia dispensado aos egípcios. Eles tinham experimentado a libertação milagrosa por meio do Mar Vermelho. E agora eles foram chamados para manter a aliança, permanecer fiéis, em resposta a essa libertação. E então vem a promessa: Será a minha possessão preciosa, e será para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.

O que acontece: Moisés sobe na montanha, as pessoas se perguntam para onde ele desapareceu e se alguma vez voltará, e acabaram ignorando a misericórdia de Deus e Suas promessas e Suas exigências, e fizeram um bezerro de ouro para adorar em Seu lugar.

E a história vai de ruim a pior daí em diante, até que finalmente aquela geração morre no deserto sem nunca receber sua herança, se jamais entrar no descanso que o Deus de repouso lhes havia prometido.

E o autor de Hebreus explica que o descanso de Deus é muito mais do que descanso temporal e terreno. A promessa de entrar no descanso do Senhor permaneceu, a promessa de compartilhar no descanso que o próprio Deus desfrutou desde que completou Sua obra de criação. A promessa de descanso e a advertência contra a recusa em entrar naquele descanso, na incredulidade, não se esgotaram com a entrada de Israel na terra de Canaã. Foi igualmente verdade no tempo de Davi, quando as promessas e advertências foram repetidas em Salmo 95, permaneceu verdadeiro no tempo em que a carta aos Hebreus foi escrita, e permanece verdadeira hoje. O encorajamento é o mesmo:

“Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segunda o mesmo exemplo de desobediência.”

E mais uma vez somos lembrados dos meios que Deus usa para levá-los ao Seu descanso. Em Hebreus 3, o autor destaca a importância do corpo, da Igreja e da comunhão da Igreja para o povo de Deus. Agora vemos os meios que Deus usa para trazer as pessoas para o Seu descanso: Sua Palavra. A Palavra de Deus é muito mais do que apenas palavras que podemos aprender, palavras que ouvimos, palavras que podem nos afetar ou não nos afetam, dependendo de nossa própria iniciativa ou resposta pessoal. É mais do que apenas palavras mortas, palavras que podem não ter impacto. A Palavra de Deus é viva e ativa. Tem poder em si mesmo, o poder do Espírito Santo.

A Palavra de Deus, como o apóstolo Paulo escreve em 1 Tessalonicenses 1.5, chega a nós não apenas em palavras, mas também em poder e no Espírito Santo, e com plena convicção. O povo de Deus, Pedro escreve em 1 Pedro 1.23, nasceu de novo, não de semente perecível, mas de imperecível, através da Palavra viva e permanente de Deus. Os evangelhos nos dizem que a palavra do nosso Senhor Jesus Cristo possui autoridade; muitos creram por causa da Sua Palavra; crer em Jesus significa ter a Palavra permanecendo em nós. Essa palavra não é uma mensagem comum e mundana. A Palavra que lemos, a Palavra que ouvimos proclamada, vive. Essa palavra está ativa. Tem poder. A Palavra lida, a Palavra pregada, tem impacto. João Calvino disse o seguinte: “Se alguém pensa que o ar é batido por um som vazio quando a Palavra de Deus é pregada, ele está grandemente enganado; porque é uma coisa viva e cheia de poder oculto, que não deixa nada no homem intacto.”

Então, a Palavra não é uma letra morta – ela vive. Em nossa cultura, com toda a sua superestimulação visual e auditiva, as pessoas muitas vezes acreditam que a palavra escrita não tem o poder ou a capacidade de mover pessoas que ela já teve. Pregar é uma coisa antiquada, uma coisa do passado. Precisamos de poderosas apresentações multimídia. Precisamos de visuais impressionantes. Precisamos de filmes, drama e dança interpretativa para atrair a atenção das pessoas, para tocar o coração delas. Mas enquanto todas essas coisas podem tocar as emoções das pessoas, enquanto todas elas podem causar uma impressão imediata e impressionante, nenhuma delas foi capacitada pelo próprio Deus para ter o poder de mudar corações e vidas. Esse poder pertence à Palavra e somente à Palavra – a Palavra lida, a Palavra falada, a Palavra pregada, a Palavra proclamada.

Essa palavra é mais afiada que qualquer espada de dois gumes. Corta para o coração. Toca a alma. Penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas. E isso não diz que temos duas partes não físicas diferentes dentro de nós, como se fôssemos seres de três partes, compostos de corpo, alma, e espírito. A alma e o espírito são essencialmente a mesma coisa, mas o que o autor está dizendo aqui é que a Palavra pode entrar em nós de tal maneira que pode dividir coisas que são aparentemente indivisíveis. Ela entra, e quando entra, faz o seu trabalho através do Espírito.

Mas essa espada corta com os dois lados. O SENHOR disse isso através do Seu servo Isaías (em Isaías 55.10-12):

“Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguen a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pano ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei.”

Aquela Palavra, a Palavra poderosa, viva e ativa de Deus, nunca voltará para Ele vazia, tendo falhada em realizar o que Deus queria que ela realizasse. Ela realizará o que Deus quer que ela realize e terá sucesso na coisa para a qual Ele a envia.

Mas, para que seja de algum benefício para aqueles que a ouvem, ela precisa encontrar fé e confiança no ouvinte. A Bíblia não é algum tipo de livro mágico, como se pudéssemos ler e ler e não pensar sobre o que estamos lendo, nem meditar ou pensar sobre o que estamos lendo, fazendo isso mecanicamente, ou pela força do hábito.

A leitura da Bíblia com a família é uma importante disciplina espiritual, e é algo que todos nós precisamos fazer diariamente. Muitas famílias nas igrejas reformadas têm a prática de ler a Bíblia depois do jantar, e é uma excelente prática para manter e encorajar. É uma disciplina, é uma boa tradição. É uma parte importante da formação espiritual das crianças, de compartilhar a Palavra, de se familiarizar com a Palavra. Mas nunca deve ser feito como hábito, ou sem pensar, ou como algo que irá operar a fé em si – vamos fazer isso, vamos ler esse capítulo sem pensarmos, porque é o que precisamos fazer antes de ligarmos a televisão ou voltarmos aos nossos videogames.

Para que essa Palavra realize bons resultados em nossa vida, ela deve ser recebida com fé, confiança, reverência, alegria, e expectativa. Não temos que ouvir a voz de Deus fora da Sua Palavra, como se Ele fosse dizer algo especial para nós que Ele nunca disse a ninguém antes. A menos que seu nome seja Isaías ou Jeremias ou Oséias ou Daniel, isso simplesmente não vai acontecer. Mas devemos ouvir a Palavra de Deus para nós todos os dias com a expectativa, com a oração, para que Sua Palavra penetre, que Sua Palavra seja ativa, que Sua Palavra seja como a chuva caindo sobre a terra seca, regando a terra de nossos corações, fazendo-os germinar e brotar, dando sementes ao semeador e pão ao comedor. As boas novas chegaram àquela geração no deserto – não apenas em revelações pessoais dadas por intermedio de Moisés, mas nas ações milagrosas de Deus – mas isso não os beneficiou, porque eles não estavam unidos pela fé com aqueles que ouviam.

Mas isso significa que a Palavra de Deus foi ineficaz? Significa que a mensagem de Deus não realizou o que Deus queria que ela realizasse? Não. Não voltou a Ele vazia. Realizou os propósitos de Deus. Mas o propósito que realizou não foi o propósito de trazê-los para o Seu descanso. O apóstolo Paulo fala disso em detalhes em Romanos 9, e ele diz isso muito claramente (Romanos 9.6): “E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas.”

Ele teve miserícordia de quem Ele teria misericórdia. Ele teve compaixão daqueles a quem tinha compaixão. Ele endureceu Faraó para os Seus próprios propósitos, para que Ele pudesse mostrar o Seu poder nele, para que Seu nome pudesse ser proclamado em toda a terra. Ele tem misericórdia de quem ele quer, e endurece quem ele deseja. E temos tanto direito de responder a Deus e aos Seus propósitos quanto o barro tem que reclamar ao oleiro sobre que tipo de produto ele é.

E esse é o outro lado – a outra ponta dessa espada de dois gumes. Quando a Palavra é recebida com humildade, obediência, confiança, essa espada cortará o coração, e esse corte levará à obra de cura do Espírito Santo. Mas quando a Palavra é recebida com suspeita, com orgulho humano, com a recusa de submeter-se e humilhar-se perante o seu Autor, esse corte será um corte que leva à morte. Ela cumprirá o propósito de Deus – fará o que Deus quis que ela fizesse – mas em vez de trazer vida e alegria e paz, trará dureza de coração, morte, destruição e punição eterna. E isso vai te deixar sem desculpa.

E podemos dizer, quando ouvimos um sermão, ou lemos a Palavra, ou ouvimos a Palavra lida, “Não sou orgulhoso. Não recuso a submeter à mensagem da Palavra, ou me humilhar diante da mensagem da Palavra.” Mas há mais uma reação que não mencionei – e essa reação talvez seja a pior de todas: a indiferença. Está ouvindo a Palavra, a pregação, lendo a Bíblia, e simplesmente ficando indiferente a ela. Claro, você pode não estar respondendo com ódio à Palavra de Deus. Você pode não sentir que não quer nada a ver com a Palavra. Mas é que você é indiferente? A Palavra não toca nada no seu coração? Não tem impacto? Você pensa, “Bem, já ouvi tudo isso antes, e não há nada de novo aqui”?

Se esse é o caso de qualquer um de nós, irmãos, precisamos nos despertar. Precisamos ser despertados de nossa indiferença. Precisamos buscar o Senhor com um desejo mais intenso. Porque a indiferença como resposta à Palavra de Deus é apenas outra forma de orgulho. Estamos dizendo a Deus, “Sua Palavra não é para mim. Eu não preciso disso. Eu estou bem do jeito que sou. Na verdade, estou um pouco entediado com tudo isso.” É incredulidade em ação, e o chamado é para todos e cada um de nós: enquanto a promessa de entrar em Seu descanso ainda permanece, vamos temer, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de nós tenha falhado. A mensagem das boas novas não nos beneficiará a menos que sejamos unidos pela fé com aqueles que ouvem.

E não apenas não nos beneficiará, mas também fará nosso julgamento mais pesado. Nossa indiferença à Palavra de Deus irá transformá-la numa espada de julgamento em vez de uma espada que traga bênçãos. Em vez de ter nossa fé edificada, em vez de sermos fortalecidos, encorajados e cortados pelo coração pela Palavra de Deus, a pregação que ouvimos servirá apenas para endurecer nossos corações. Será para nós como foi para as pessoas nos dias de Isaías. Isaías recebera uma tarefa terrível do Senhor – a pregação de Isaías não os beneficiaria; o Senhor lhe dissera: “Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo” (Isaías 6.10).

O apóstolo Paulo disse isso sobre o seu ministério:

“Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem. Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é suficiente para estas coisas?” (2 Coríntios 2.15-16).

É a mesma palavra, independente de como a ouvimos. É viva e poderosa, se escolhemos aceitá-la e acreditá-la, ou se escolhemos deixá-la deslizar sobre nós. Precisamos tomar cuidado, para que essa Palavra não se torne uma fragrância da morte para nós, e não aquela bela fragrância da vida.

Aqui e agora, temos uma oportunidade que muitas pessoas neste mundo nunca receberam: nós temos a Palavra – abundantemente disponível. Temos Bíblias em papel, Bíblias em nossos computadores, e nossos celulares, na Internet. Nós ouvimos sermões toda semana, e não precisamos nos preocupar com a invasão da polícia secreta em nosso prédio no meio de nosso culto para nos calar e nos jogar na prisão por ouvir essa Palavra. Temos sermões disponíveis on-line, em livros, em todos os lugares. Temos a menor desculpa do que qualquer geração na história do mundo.

Irmãos, quando a Palavra realiza seus propósitos positivos, o resultado pode ser doloroso. A imagem da espada de dois gumes não é um acidente. Quando a Palavra de Deus está em ação, ela causa dor. Culpa. Angústia. Tristeza. Todas essas coisas. E é isso que deve fazer. Mas o problema geralmente é este: não gostamos de dor. Queremos evitá-lo tanto quanto possível. E assim colocamos um escudo protetor em volta de nós mesmos para que a espada não possa entrar. Nós lemos a Palavra, ouvimos o sermão, e não penetra, porque queremos nos proteger e permanecer em nossa pequena zona de conforto. Mas para recebermos cura, precisamos dessa dor.

Então, a mensagem chega a nós: Hoje, ouvindo a voz de Deus, não endureça seu coração. Esforcemo-nos para entrar no descanso de Deus, para que ninguém caia pelo mesmo tipo de desobediência que levou nossos antepassados à destruição no deserto. E vamos com confiança nos aproximar do trono da graça, para que possamos receber misericórdia e encontrar graça para ajudar na hora de necessidade.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.