Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: Mateus 19.1-12
Texto: Gênesis 02.18-25

Amada Congregação do Nosso Senhor Jesus Cristo:

Quando o movimento feminista moderno começou a pegar fogo nos anos 60, um dos alvos maiores foi a fé cristã, e a igreja cristã. Ficou mais e mais da moda atacar o Cristianismo como uma religião dominada por homens, patriarcal, o poder no fundo da subjugação das mulheres, e uma das barreiras, senão a barreira, à realização dos direitos humanos das mulheres. Desde então, uma teologia “feminista” surgiu – a teologia que quer ler a Bíblia através de lentes feministas. E há muitos cristãos que querem ter paz com este movimento, trabalhando para mudar a igreja – permitindo as mulheres a tomar posições de liderança na igreja, encontrando novas interpretações das passagens na Bíblia que aparentemente fala contra essas idéias. Passagens na Escritura que parecem falar francamente sobre a verdade que não muda são interpretadas como sendo produtos da sua própria época na história – reflexos da cultura em que foram escritas.

Por exemplo: o apóstolo Paulo disse a Timóteo, em 1 Timóteo 2.11-12: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio.” Como pode conciliar essa afirmação com o fato de que muitas igrejas evangélicas hoje em dia aceitam mulheres para serem pastoras e presbíteras? Dizendo que Paulo era um homem do seu tempo; ele vivia numa sociedade patriarcal, ele estava simplesmente operando dentro dos limites da sua cultura, e seu ensino não é atemporal, é produto do mundo em que ele viveu. No mundo de hoje, ouvimos, esse ensino de Paulo não é mais aplicável.

Assim, nos últimos quarenta anos, qual foi o resultado dessa mudança radical no pensamento de nossa cultura? O feminismo, na cultura em que a igreja se encontra, e mesmo dentro de muitas igrejas, teve o tipo de resultado que os líderes do movimento estavam procurando?

Conforme as estatísticas que eu encontrei na Internet, em 2017, o Brasil registrou uma média 164 casos de estupro por dia. 193 mil mulheres registraram queixa por violência doméstica no mesmo ano. A taxa de divórcio em nosso país não é alta em comparação com muitos outros países – mas desde os anos 60, a taxa cresceu por 500 por cento.

Assim, com todos os efeitos supostamente negativos que a fé cristã e a cultura cristã tinham sobre o status das mulheres ao redor do mundo, o fato é que, quando as sociedades jogam fora as supostas algemas do cristianismo que vinculavam as pessoas, especialmente as mulheres, dizendo que a moralidade do cristianismo é uma forma ultrapassada de moralidade, em geral o movimento que deveria trazer satisfação e liberdade para as mulheres tornou as coisas muito piores para as mulheres e meninas no mundo ocidental. Enquanto os papéis de gênero são obscurecidos, enquanto as diferenças entre homens e mulheres são minimizadas, o impacto sobre mulheres e homens, meninas e meninos, tem sido desastroso.

E você só precisa olhar para a história da igreja cristã para ver que as alegações feitas pelas feministas foram em grande parte completamente falsas. Os fatos são claros. Quando a igreja começou a crescer e se espalhar após o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, as mulheres superavam os homens em número – as mulheres eram atraídas para a igreja cristã numa taxa muito mais alta do que os homens, no início. Sabemos que quando alguém chega à fé em Cristo essa é a obra do Espírito – Deus atrai as pessoas para si mesmo, ele chama, e ele opera a disposição e capacidade de responder a esse chamado. Mas ele usa meios. E esses meios foram o que ele usou para atrair um grande número de mulheres para a igreja e para o relacionamento pactual com Deus e com seu povo, por meio de Jesus Cristo.

O ambiente em que a igreja do Novo Testamento começou a florescer foi difícil para as mulheres. Os romanos praticavam infanticídio regularmente – e eram especialmente as meninas que foram mortas ou abandonadas em lugares como lixões fora das cidades – e muitos desses bebês que foram deixados para morrer foram resgatados pelos cristãos. A proporção de homens para mulheres no império romano deixa isso bem claro – havia 140 homens para cada 100 mulheres no império romano – então para onde todas aquelas meninas desapareceram?

O casamento foi outro fato importante para atrair mulheres para a igreja cristã. Não havia restrições de idade para o casamento de meninas. E muitas meninas, até mesmo meninas menores de doze anos, foram forçadas a se casar com homens muito mais velhos. Cinquenta por cento das meninas cristãs não se casaram até a idade de dezoito, enquanto apenas um terço das meninas pagãs tiveram permissão para esperar tanto tempo por casamento – vinte por cento delas eram casadas antes da idade de treze anos.

E depois que eles se casaram, as meninas não cristãs tinham uma expectativa de vida muito menor do que as mulheres cristãs – por causa da alta taxa de aborto, que foi extremamente perigosa – e como hoje, a maioria das vezes o aborto não foi feito por causa da escolha da mulher – mas porque o pai, ou o avô, tomou a decisão de que a criança seria abortada. As mulheres cristãs simplesmente não abortavam seus bebês, e esse fato por si só lhes dava a oportunidade de uma vida muito mais longa e mais saudável do que a das mulheres não cristãs.

E dentro do casamento, as mulheres cristãs eram muito mais seguras. A castidade, a pureza sexual antes do casamento e dentro do casamento, era valorizada; na sociedade pagã, os homens tinham licença para fazer o que quisessem, enquanto se esperava que as mulheres fossem puras; este não foi o caso entre os cristãos. Os maridos, assim como suas esposas, deveriam ser castos.

Eu poderia continuar com mais exemplos, mas acho que esses fatos deixam clar que, longe de denegrir as mulheres, escravizá-las numa cultura patriarcal dominada pelos homens, o cristianismo tirou as mulheres da cova da cultura dominante no Império Romano. E tudo isso porque a igreja baseou sua prática num firme alicerce, na Palavra de Deus.

E a história da primeira mulher Eva e seu relacionamento com o marido Adão, desde o início, forma o alicerce do que a Escritura tem a nos ensinar sobre homens e mulheres e nosso relacionamento uns com os outros. A origem do primeiro homem e da primeira mulher estabelece as bases para o relacionamento que o nosso Criador espera que tenhamos uns com os outros. Nós viemos da mesma fonte, primeiro de tudo. Em segundo lugar, fomos criados para complementar um ao outro. E finalmente, fomos criados para viver num relacionamento de amor e comunhão, diante de nosso Deus.

O primeiro homem, já vimos, foi criado do pó da terra. O homem foi criado à imagem de Deus e também vimos como nossa masculinidade e feminilidade e a união entre o masculino e o feminino são centrais para a idéia de sermos criados à imagem de Deus – Gênesis 1.27 torna isso muito claro. Adão foi criado usando material já existente e foi criado à imagem de Deus para governar e desenvolver a Terra. Mas Eva não foi menos que Adão. Deus usou uma das costelas de Adão para criar Eva, mas isso não a fez menos que o homem. As como o homem, ela foi criada à imagem de Deus. Assim como o homem, Deus usou algo que ele já havia criado para moldá-la, para formar ela. E assim como o homem, ela foi chamada para ser a imagem de Deus, Sua ordenada governante sobre a criação que Ele havia confiado aos seres humanos.

Então, a partir daí, vemos que homens e mulheres são iguais, intrinsicamente. Um ser não é menos valioso do que o outro. Um sexo não é menos importante do que o outro. Lembre-se, aqui em Gênesis 2, estamos lidando com a atividade criadora de Deus no sexto dia – a semana da criação ainda não havia sido completada, e Deus ainda não havia declarado a Sua obra completa, fazendo sua avaliação final do seu trabalho. O homem havia sido criado. Os animais haviam sido criados. Os céus, a terra e os mares tinham sido enchidos de criaturas vivas, mas tudo isso, sem aquela peça final, ainda não era “muito bom.”

Até agora, quando Deus terminou o trabalho de cada dia, ele fez aquela declaração: É bom. Mas agora, aqui em 2.18, vemos exatamente o oposto – Deus viu, e não era bom. Não era bom para o homem ficar sozinho. Deus já havia trazido os animais para Adão, e num dos primeiros atos de domínio de Adão, ele mostrou sua autoridade sobre os animais, lhes dando nomes. Mas entre todos esses animais, não foi encontrado nenhum que pudesse ser o companheiro perfeito, um ajudante que se adequava a ele. Não era bom – a situação não era boa, porque não estava completa.

O homem não estava completo sem a mulher; o trabalho de Deus estava incompleto, e a mulher era necessária para tornar tudo “muito bom.” Ela não era um apêndice desnecessário. Ela não era menos importante que o macho da espécie. Sua origem da costela de Adão não poderia torná-la inferior em sua própria natureza; a ordem da criação não a fez menos que o homem aos olhos de Deus. Adão não poderia tratá-la ma porque, afinal, ela foi formada de sua costela, e ele foi formado… bem, ele foi feito do solo, então não havia nada que ele pudesse dizer sobre nada aqui.

Assim, a origem do homem e da mulher, e seu lugar original na criação, fala da nossa igualdade inerente, e isso sempre foi central para o ensino da Igreja cristã, quando ela foi fiel à Palavra de Deus. É quando as idéias pagãs e os remanescentes do pensamento filosófico grego são erroneamente adotados pelos cristãos que uma noção equivocada do valor de homens e mulheres surge. E isso se torna ainda mais claro no Novo Testamento. Em Cristo, não há judeu nem grego, não há escrevo nem livre, não há homem nem mulher – pois todos nós somos um em Cristo Jesus.

Assim, vemos que nossa origem nos coloca no mesmo lugar, como homens e mulheres. Somos igualmente exaltados, co-regentes da criação de Deus, colocados no lugar de proeminência como vice-regentes do Criador. E diante de Deus estamos igualmente humilhadas por nosso lugar como seres criados, quer tenhamos sido feitos do pó da terra ou formados por um osso da outra criatura. Mas a história da criação de Eva também nos mostra que fomos criados para complementar um ao outro.

Eva foi criada para ser ajudante, perfeitamente adequada para o homem. Ela não foi criada para ser escrava ou até serva – ela era ajudante. Ela deveria ser um apoio ao homem – para ajudá-lo no cumprimento da sua vocação. Eles eram complementares um ao outro – não apenas fisicamente. Essa é a mensagem da ciência social hoje – que a única diferença entre homem e mulher é física – e com a ideologia de gênero, até essa realidade é negada. De acordo com a psicologia e a sociologia, “gênero” é algo que varia – com certeza não existem papéis específicos para homens ou mulheres, mas esses papéis são impostos a nós por nossa cultura. E isso pode variar – porque não há nada inerente em homem ou mulher para fazê-los assumir esses papéis diferentes.

Mas desde o início, fica claro que essa distinção moderna entre “sexo” e “gênero” não tem base na realidade. Homens e mulheres não são apenas complementares em termos físicos – não apenas nos encaixamos fisicamente – também somos espiritualmente, emocionalmente, de todas as formas, complementares. Não temos a mesma força, independente de sermos homens ou mulheres. Não temos as mesmas qualidades. Não temos os mesmos dons.

Não era bom para o homem ficar sozinho – ele tinha que ter um ajudante adequado para ele, porque ele não era completo em si mesmo. E outro homem, alguém exatamente como ele, também não poderia cumprir esse papel – e não apenas porque outro homem não se encaixaria fisicamente com ele, mas porque outro homem não tem essas qualidades complementares que são tão necessárias. Deus nos criou homem e mulher porque o macho precisa da fêmea para ser completo, a fim de cumprir sua vocação – em todo sentido.

E sabemos que existem variações nos dons entre mulheres e homens. As ciências sociais apontam para essas diferencas como se elas fizessem essas distinções sem sentido. Sabemos que existem algumas mulheres que são mais fortes fisicamente do que alguns homens. Sabemos que há alguns homens que são mais cuidadosos do que algumas mulheres. Sabemos que há alguns homens que são mais emocionais do que algumas mulheres, e algumas mulheres que parecem simplesmente mais masculinas que alguns homens.

Mas, como um todo, sabemos que existem diferencas – em nossos papéis de educadores e cuidadores; em nossa vida emocional; em nossa força física; de todas as maneiras. Em vez de olhar para as exceções, precisamos ver o quadro geral e celebrar as diferenças – regozijem-se nelas, porque são o que nos torna, masculinos e femininas, únicos. Elas são o que nos fazem uma equipe, chamados a ser unidos no serviço ao Senhor, chamados a ser a imagem de nosso Criador em unidade.

Então, para simplificar, não somos diferentes no centro de nosso ser. Mas quando se trata de nossos papéis, nossas vocações, nossos ofícios, há diferencas entre nós. O homem foi criado primeiro, a mulher foi criada depois, para ser ajudante do homem. Seja qual for a relação em que estamos, há sempre um líder, e há sempre alguém que segue a liderança do outro – por mais que as pessoas queiram destruir esse tipo de papel, querendo que todos sejam absolutamente iguais num relacionamento, sempre existe alguém que assume a liderança – isso é claro mesmo nas relações homossexuais, a rejeição completa dos papéis dos sexos ordenados por Deus.

Uma pessoa sempre assumirá a liderança, e é assim que as coisas são. E no contexto de um com relacionamento entre um homem e uma mulher, um relacionamento baseado na Palavra de Deus, isso significa que o marido é o cabeça de sua esposa, que ele tem que prover a liderança, o tipo de liderança que nosso Senhor Jesus Cristo mostrou, e que a esposa é chamada a se submeter à liderança amorosa do seu marido – não como escrava pessoal do marido, mas como auxiliadora. Se for feito de acordo com a Palavra de Deus, mantendo todas essas coisas em mente, no poder do Espírito Santo, essa ordem ordenada por Deus funciona, e funciona bem, para o benefício de todos envolvidos.

E tudo isso é verdade, não apenas por causa da queda no pecado, embora isso desempenhe um papel importante no relacionamento entre homem e mulher como o experimentamos hoje. Paulo falou sobre como as coisas eram, mesmo antes da queda no pecado, quando ele delineou os papéis que homens e mulheres deveriam ter na igreja, sobre os quais falei no início dessa mensagem – ele havia dito que o papel de ensino e liderança na igreja é reservado para os homens, e seu raciocínio é o seguinte: Adão foi formado primeiro, e depois Eva.

Então, mesmo à parte da queda no pecado, esse era o papel ordenado por Deus para homens e mulheres. O homem foi formado primeiro, então ele ensina, e isso era verdade desde o início. Adão ouviu a Palavra de Deus, e ele deveria ensinar Eva. Mas como a história mostra, ele não cumpriu esse chamado como deveria. Mas então, em 1 Timóteo 2.14, Paulo introduz a queda no pecado, e usa esse fato para fortalecer o argumento. Não foi Adão que foi enganada, mas foi Eva.

Assim, vemos que a origem do homem e da mulher nos torna iguais aos olhos de Deus, e vemos que a criação da mulher para ser auxiliadora do homem constitui a base de nossos papéis complementares. Agora, em fim, vemos a relação em que fomos criados para viver – uma relação de amor e companheirismo, vivendo juntos diante de Deus.

Podemos ver isso na última parte de nosso texto, nos versículos 23 a 25. Quando Adão viu a mulher, que Deus havia lhe trazido, ele fez uma linda declaração, e você pode ver a emoção que estava por trás do que ele disse. Adão acorda do sono profundo em que o Senhor o colocou para criar a mulher, a quando Deus a traz para ele, ele a vê e diz: “Esta, afinal é osso dos meus ossos e carne da minha carne.”

“Afinal,” ele diz – como se já estivesse por aí há muito tempo e estivesse esperando para sempre por este momento! Lembre-se, tudo isso aconteceu num único dia – Adão ainda não tinha nem 24 horas de idade. Mas mesmo assim, ele estivera esperando por esse momento toda a sua vida, o momento em que finalmente estaria completo.

E ele fala da unidade que existia entre a mulher e ele – ela era osso de seus ossos, a carne da sua carne. Eles eram um. Eles eram diferentes, únicos, indivíduos, mas estavam unidos, em perfeita e santa unidade. Este foi o primeiro casamento, e o escritor coloca sua própria explicação do casamento logo após a declaração de Adão:

“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Há algo na unidade entre um homem e uma mulher, a unidade física, emocional e espiritual que somente um homem e uma mulher podem experimentar, e somente dentro dos laços do casamento como Deus o ordenou. Isto é verdadeiramente bonito, uma das mais altas vocações que Deus nos deu.

Nós nos tornamos uma só carne, unidos por Deus, num relacionamento que nunca foi feito para ser quebrado, porque reflete a natureza de Deus, a natureza do relacionamento entre Pai, Filho e Espírito Santo, e a natureza do relacionamento entre Deus e seu povo, entre o Senhor Jesus Cristo e sua Igreja. Este é o alicerce do casamento; esta é a beleza do casamento, o casamento real. Por isso o casamento não é algo que pode ser definido ou redefinido por qualquer cultura. Porque é assim que fomos criados. É algo verdadeiramente lindo, algo para celebrar, dom de Deus para se alegrar e encorajar.

Quando o Senhor Jesus citou esta passagem para Seus detratores, em Mateus 19, ele estava falando para pessoas que eram, como nós, parte do mundo caído, o mundo gravamente danificado e distorcido pelo pecado. Mas mesmo em nosso mundo pecaminoso, a história da criação da mulher e a relação entre o homem e a mulher, tal como existia antes da Queda, ainda tem grande significado, um chamado e padrão muito elevado para nós.

Ainda não é bom para um homem ficar sozinho, ou para uma mulher. O casamento não é um dom que Deus dá a todo mundo, e especialmente dentro da igreja precisamos encorajar e apoiar aqueles que não receberam esse dom, assim como aqueles que o receberam. Mas o casamento, e o fato de que nós seres humanos foram criados macho e fêmea, é central à ordem da criação. Nós temos que lutar, porque nossos corações não são puros. Temos que lutar, porque o pecado afeta a todos nós – egoísmo, egocentrismo, ganância, ódio, inveja, luxúria – todos esse pecados nos levam a lutar como homens e mulheres vivendo em relação uns com os outros – e vemos isso ao nosso redor, e dentro de nós mesmos.

Somente em Cristo podemos cumprir nossos papéis, nossa vocação dada por Deus, como homens e mulheres, como meninos e meninas, como maridos e esposas e como pessoas solteiras. Somente em Cristo, como pessoas capacitadas pelo Espírito Santo, os maridos podem amar suas esposas como Cristo amou a igreja, podem dar suas vidas por causa de suas esposas. Somente em Cristo as esposas podem se submeter amorosamente a seus maridos, como a igreja é chamada a se submeter a Cristo. Somente em Cristo podemos viver e continuar em relacionamentos verdadeiramente amorosos. E somente em Cristo tudo isso tem algum significado.

Ele torna nossos casamentos significativos. Ele faz com que tenhamos filhos e os criemos com significado. Ele torna a nossa solteirice significativa. Ele faz com que nosso trabalho, como homens e como mulheres, seja significativo. Tudo o que fazemos como homens e mulheres, maridos e esposas, deve ser feito para Sua glória, para Ele, e de acordo com o que Ele nos ensinou. O homem e sua mulher, lemos em versículo 25, estavam nus e não se envergonhavam. Eles viviam em perfeita comunhão uns com os outros, e sua nudez simbolizava a transparência que eles poderiam ter um com o outro. Eles não tinham que esconder nada de ninguém. Eles não tinham nada a esconder de Deus. Não havia barreiras entre eles, nenhum obstáculo para a comunicação perfeita e o relacionamento perfeito. Jesus Cristo, por seu sacrifício, tornou possível para nós, como Seu povo, esperar o dia em que isso ocorrerá novamente.

Assim, enquanto aguardamos ansiosamente por esse dia, nosso chamado é, antes de tudo, uma fé viva, ativa e obediente no Senhor Jesus Cristo. O propósito desta mensagem não é que os maridos precisam se esforçar mais para serem bons maridos, que as mulheres precisam trabalhar mais para serem boas esposa. A mensagem central é que todos nos, homens e mulheres, casados e solteiros, precisamos nos submeter e confiar no Senhor Jesus Cristo. Dessa confiança, daquela obediência que flui da nossa fé, operada pelo Espírito Santo dentro de nós, podemos cumprir os papéis que o Criado nos deu quando nos criou, homem e mulher. Nós falharemos; nós tropeçaremos. Mas quando vivemos para o Senhor e para Sua glória, quando o fazemos o contro de nossa vida, podemos ter certeza de que Ele nos dará o que precisamos para viver nossa fé, em nossos casamentos, como pessoas solteiras, jovens, meninos e meninas – tudo para ele, e para sua glória.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.