Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: 1 Timóteo 04.01-05
Texto: Gênesis 01.06-25

Amada congregação do Nosso Senhor Jesus Cristo:

Um dos perigos de se concentrar em todas as controvérsias que cercam a questão da semana da criação é o seguinte: podemos ficar tão envolvidos em lutar por uma compreensão literal dos seis dias da criação como seis dias normais, argumentando contra a doutrina da evolução e a idéia que o universo existiu há bilhões de anos, que nos esquecemos da mensagem positiva da criação que o primeiro capítulo de Gênesis nos oferece. Devemos continuar a manter a verdade e a exatidão do relato bíblico e defendê-lo num mundo pronto para ignorar a Bíblia e negar a verdade – a Palavra de Deus e a natureza da Palavra de Deus exigem isso. Mas, ao mesmo tempo, precisamos nos concentrar no que Deus está nos ensinando nesta passagem, o que ele nos revelou sobre Si mesmo.

E agora, olhando para a história da criação, esse será nosso foco. Começamos com os seguintes pressupostos: a Palavra de Deus é verdadeira e nos dá tudo que precisamos saber, de uma forma que possamos entender. O firme alicerce sobre o qual repousa a nossa fé é a firme e perfeita Palavra de Deus. Essa Palavra nos diz que Ele criou todas as coisas num período de seis dias. Nossa fé está enraizada na história real, no tempo e no espaço; nós confessamos fé no Deus que começou com nada, e falou todas as coisas em existência meramente pelo poder da Sua Palavra. Em Sua bondade, em Seu cuidado por nós como Seu povo, Ele revelou como este mundo veio a existir. E em Sua obra criativa, ele nos ensinou quem ele é e como ele opera, e nos seis dias da criação ele nos deu o padrão perfeito que somos chamados a seguir, como as únicas criaturas criadas à sua imagem.

Ele começou, no princípio, formando as coisas básicas do universo, do nada. Tudo estava lá, mas era sem forma e vazio – não estava pronto para a vida. É como se os blocos de construção estivessem todos no seu lugar, e eles precisavam ser organizados e colocados em seu devido lugar para que a criação pudesse servir ao seu propósito, o propósito que o Criador teve em Seu trabalho criativo. Todas as coisas – coisas inanimadas, coisas sem vida, e seres animados, animais e seres humanos, foram criadas com um objetivo em mente: louvar e glorificar seu Criador. Essa é a mensagem de Salmo 69.34: “Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo quanto neles se move.”

Nos primeiros versículos de Gênesis 1, vemos como Deus fez a criação nascer em seu primeiro ato criativo, no princípio, no primeiro dia. Então ele criou a luz; ele separou a luz da escuridão, chamando a luz “dia” e a escuridão “noite.” Houve tarde e manhã, o primeiro dia. E no segundo dia da criação, quando Deus criou o firmamento no meio das águas, quando ele criou a separação entre águas e águas, estendendo o firmamento, a extensão do céu, esta obra de separação trouxe a criação um passo mais perto de cumprir seu objetivo final. Não sabemos o que aquelas águas “sobre o firmamento” eram, ou o que aconteceu com elas. Mas sabemos que Deus as separou das águas debaixo, separando um espaço, uma expansão, os céus.

O terceiro dia nos leva a outro ato de separação, de distinção, de diferenciação, desta vez nas águas debaixo do firmamento. As águas são separadas da terra seca. E aqui temos a segunda declaração, a segunda avaliação que Deus fez: “E viu Deus que isso era bom.” É bom – isso significa que é adequado ao propósito para o qual Ele criou. Os mares estão prontos para serem preenchidos e a terra está pronta para ser povoada. A vida é agora possível.

Então Deus disse: Produza a terra relva, ervas que dêem semente e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. Deus cria as primeiras criaturas que podem se reproduzir, e aprendemos que elas foram geradas pela terra. Mas essa brotação não foi o resultado de algo inerente à própria terra; isso só poderia acontecer por causa da Palavra criadora de Deus. E mais uma vez encontramos outra distinção, outra separação – dois tipos de plantas são criadas, cada uma para servir ao seu próprio propósito.

E então recebemos a terceira palavra de avaliação de Deus. Deus viu que era bom, e houve tarde e houve manhã, o terceiro dia.

O quarto dia nos leva à criação do que a Bíblia chama de “os grandes luzeiros” – o sol para governar o dia, a lua para governar a noite e, finalmente, as estrelas. A luz já existia, mas agora a fonte da luz é alterada. O sol e as estrelas se tornam os portadores da luz de Deus, e a lua se torna o refletor da luz. Mas o texto não os chama de “sol” e “lua” – eles são chamados de “grandes luzeiros.” E também é instrutivo que as estrelas sejam mencionadas no último lugar, quase como uma reflexão tardia. A mensagem aqui é que o sol não deveria ser objeto de adoração; a lua não era uma divindade; as estrelas não tinham a capacidade de direcionar os rumos da vida das pessoas. Eles foram criados por Deus. Eles se tornaram as fontes de luz porque Deus quis que assim fosse, e ele falou, e foram criados. Ele é o único digno de adoração, e não esses objetos que Ele criou. Ele é a fonte, ele é o Diretor, ele é o Criador.

E mais uma vez, vemos a separação, vemos a criação de distinções, vemos as coisas sendo colocadas em ordem. Os grandes luzeiros nos céus foram criados para sinais e para estações, para dias e anos, para iluminar a terra, num ciclo regulamentado e organizado de dias, meses, estações e anos. E encontramos aquele outro refrão repetido que encontramos tantas vezes no relato da criação – Deus disse, e viu Deus que isso era bom.

E houve tarde e a manhã, o quarto dia.

E isso nos leva ao trabalho criativo de Deus no quinto dia – a criação das primeiras criaturas vivas. Novamente lemos sobre uma distinção – as criaturas vivas que enchem o céu são criadas, e as águas enchidas com os grandes animais marinhos – peixes e baleias e golfinhos, todos criados “segundo as suas espécies.” Cada tipo é distinto, criado com um propósito, aquele propósito de louvar seu Criador a seu próprio modo e de desempenhar seu papel no que hoje chamamos de ecossistema.

Pessoas que estudam biologia marinha sabem o quão incrivelmente especializadas são algumas dessas criaturas, quão intricadas são as relações entre elas. Uma criatura marinha depende de outra para sua comida, outra depende de uma criatura diferente para proteção. Quando pensamos nos relacionamentos que existem entre todas essas criaturas, não podemos fazer nada além de ficar maravilhados com a sabedoria do Criador.

Deus criou todas essas criaturas únicas e incríveis naquele quinto dia e, mais uma vez, Ele avaliou seu trabalho. E mais uma vez, o trabalho do bom Deus é considerado bom. Essas criaturas cumprem a função para a qual foram criadas. E então nos deparamos com algo novo – uma bênção falada por Deus. Ele abençoou essas criaturas e deu-lhes uma ordem – uma ordem para frutificar, multiplicar, e preencher o lugar que lhes fora reservado. E o trabalho do quinto dia foi concluído – houve tarde e houve manhã, o quinto dia da semana da criação.

E assim chegamos ao último dia do trabalho criativo de Deus. Hoje estamos considerando a primeira parte do trabalho de Deus naquele dia. Mas mais uma vez, assim como no quinto dia, lemos sobre a criação de Deus de criaturas vivas – as criaturas que habitariam a terra seca. E, novamente, Deus os cria de acordo com suas espécies – três categorias abrangentes de animais – gado, animais que poderiam ser domesticados; animais que vivem e se aproximam do solo; e as feras da terra, os animais selvagens.

Esses grupos distinguem-se uns dos outros, e eles também se distinguem dentro do grupo. Deus criou as classes de animais, e os criou de acordo com os tipos, mais uma vez com cada um desses tipos tendo sua própria forma, sua própria função, e seu próprio propósito – tudo dentro daquele grande propósito central que Deus tinha para criar tudo. Tendo criado estes animais, os três níveis da criação estavam agora quase cheias – os céus, a terra e as águas debaixo da terra; tudo o que restava para ser criado era o homem, no que seria o ato culminante do trabalho criativo de Deus. E nós temos essa sexta palavra de avaliação. Deus disse isto, foi assim, e quando foi completado, Deus viu que isso era bom.

Vemos esse padrão repetido, o processo que Deus usou em sua obra de criação. Deus fala. Sua Palavra é cumprida. E o que Ele cria é bom. Ele separa. Ele divide. Ele organiza. E todo esse trabalho de separação e divisão e classificação é muito importante. Ele nos mostrou que Ele é todo-poderoso, ao fazer essa criação incrível do nada. Ele demonstra que sua Palavra é autoritária – ele fala, e sua criação obedece.

Ele nos mostra que Ele é o Deus de ordem, não de caos. E ele nos mostra que tudo é criado para um propósito, com uma função específica, com papel específico a desempenhar no quadro geral. Ele é o bom Deus e define o que é bom. Na semana da criação, ele nos deu o padrão para nossa própria semana e, em sua obra de criação, ele nos mostrou o que é bom. E quando o Deus Criador nos mostra o que é bom, como suas criaturas, nosso chamado é ouvir, procurar compreender e obedecer.

Hoje, esse relato da obra de Deus na semana da criação é tão importante quanto desde a criação em si. Porque nossa sociedade parece estar sendo superada por uma mentalidade pagã abrangente, que nega a verdade da criação. E isso tem resultados. Tem consequências. Muitas vezes pensamos em termos de sintomas, corrigindo os sintomas dos problemas. Fazemos isso em termos de nossa saúde física, fazemos isso em termos da saúde de nossa sociedade, fazemos isso em termos dos problemas que vemos ao nosso redor. Mas os problemas nunca são verdadeiramente resolvidos, as soluções nunca são realmente encontradas, a menos e até que a raiz do problema seja resolvida.

Pense, por exemplo, na aceitação da homossexualidade e na promoção do casamento homossexual em nossos dias. Podemos falar sobre o que queremos sobre “valores tradicionais,” e “casamento tradicional.” Podemos tentar lutar contra mudanças em nossa compreensão dessa instituição, mas nunca chegaremos ao cerne do problema sem voltarmos ao entendimento da criação.

E isso significa entender a importância das distinções que Deus fez em sua obra criativa. Ele estava constantemente trabalhando – separando, distinguindo, diferenciando, como vimos em nossa pesquise sobre os dias da criação. E naquelas separações, naqueles arranjos distintos e nas diferenças criadas, vemos o que Deus considera bom. A idéia principal de santidade, no mandamento de Deus de ser santo, em nosso chamado para ser santo, em nos tornar santos, a idéia principal da santidade é separação. Quando Deus nos santifica, quando ele nos torna santos, ele nos separa do que é profano. Quando Deus se chama santo, ele está dizendo que ele é separado de tudo que é pecaminoso, tudo que é impuro.

Então, quando Deus separou – luz das trevas, águas acima das águas abaixo, os oceanos e a terra seca, ele estava mostrando sua santidade em suas ações. Antes da queda no pecado, toda a criação era santa, separada para o serviço ao Criador. E as distinções que Deus criou mostram essa santidade. Há aquelas distinções na criação que precisamos reconhecer, e a distinção última de todas – a distinção entre o Criado e Sua criação. O mundo não é deus. As coisas criadas não são deus. O ambiente não é deus. Nós não somos deuses. Somos criaturas distintas do Criado, o único que deve ser adorado e glorificado.

A sabedoria é viver a vida de acordo e submissão à ordem criada por Deus. É reconhecer que existe uma ordem criada e que, apesar de sua queda, ainda é boa. Quando começamos a pensar que podemos ignorar a ordem criada, quando a distinção entre Criador e criatura é removida, quando as distinções criadas pelo Criador são ignoradas, o único resultado pode ser catástrofe.

Pense em qualquer edifício. Edifícios têm paredes, verticais, e telhados, horizontais. Se você quer que o prédio permaneça, a distinção entre parede e teto deve permanecer. No momento em que suas paredes ficarem horizontais e seu telhado ficar na vertical, você estará em apuros. O mesmo vale para as distinções criadas. A sabedoria reconhece as distinções, honra-as como sendo boas, porque foram postas em prática pelo bom Deus. A sabedoria  procura ordenar a vida de acordo com essas distinções.

A sabedoria é entender o modo como as coisas funcionam e viver esse entendimento nas escolhas que fazemos. Todos nós sabemos sobre a lei da gravidade – parte da ordem criada por Deus. Sabemos o que acontece com as pessoas que totalmente ignoram essa lei, ou de alguma forma passam a acreditar que essa lei não se aplica a elas. No momento em que uma pessoa começa a acreditar que pode voar, no momento em que pular de um edifício alto com a noção errônea de que a lei da gravidade não afetará o homem, ele enfrentará as terríveis consequências do erro. Ele está agindo contra a ordem criada de Deus, e esse desafio a Deus resultará em desastre. Como poderíamos pensar que somos capazes de ignorar Deus em outras áreas da vida e evitar o desastre?

As religiões pagãs dos tempos antigos negavam e desafiavam as distinções criadas por Deus. E o novo paganismo, chamado por muitos outros nomes, procura fazer a mesma coisa. A destruição da distinção entre macho e fêmea é um sintoma do problema, não o problema em si. E a aceitação dessa destruição da diferença dada por Deus é um sinal seguro do julgamento de Deus caindo sobre uma cultura. É isso que está acontecendo agora, enquanto as pessoas dizem ser sábias, afirmando que elas conhecem melhor do que Deus como a vida deve ser vivida, como as escolhas devem ser feitas – e se tornam tolos.

O paganismo, como idealogia, acredita que a distinção não é boa. A distinção entre Criador e criatura é destruída. A distinção entre os seres humanos e o resto da criação é negada. As distinções construídas na criação são ignoradas… e tudo em prol de algum tipo de unidade mítico. Nos tempos antigos, a homossexualidade e a androginia eram as expressões da quebra de distinções. O curandeiro em muitas culturas antigas era uma figura andrógina, uma mistura de homem e mulher. E vemos a mesma coisa acontecendo hoje em grande escala – nossos papéis criados sendo ridicularizados e menosprezados, as distinções sendo consideradas inúteis e de fato negativas e até perigosas.

Lembre-se: o problema não está enraizado nos sintomas – os sintomas estão enraizados no problema, e o problema fundamental é que o trabalho criativo de Deus foi ignorado, distorcido e negado. Negue a realidade da semana da criação e a raiz do problema permanece. Deus é o Criador; nós somos suas criaturas. Ele nos mostrou o que é bom, e nossa vocação é ordenar nossas vidas à luz de Sua bondade e da maneira como ele implementou essa bondade em tudo que ele criou.

E isso nos leva ao segundo tema da criação que precisamos lembrar também – a bondade da criação. A criação é o bom trabalho de Deus. Matéria física, seres físicos, plantas, animais, rochas, árvores, água, ar, tudo isso, Deus declarou ser bom quando o criou. Os antigos filósofos gregos acreditavam que o “espiritual” era bom, e o “físico” era inerentemente mau, mal em si mesmo. Infelizmente, muitos cristãos ao longo da história beberam bem dos filósofos e adotaram idéias semelhantes, idéias que diziam que coisas “espirituais” são boas, coisas “físicas” são um mal necessário, e nosso objetivo é, em última análise, escapar das limitações deste mundo físico e se tornar puro espírito.

Religiões falsas dizem a mesma coisa. Mas isso nega a bondade da criação, bondade que é declarada repetidas vezes pelo próprio Criador. Nós lemos as palavras de Paulo a Timóteo, de 1 Timóteo 4 – ele advertiu Timóteo contra os falsos mestres que pregavam um tipo de ascetismo – a negação dos prazeres físicos porque esses prazeres eram considerados maus em si mesmos. Mas em resposta a esses falsos mestres, Paulo nos lembra que “tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado” (1 Timóteo 4.4-5).

A queda no pecado levou a uma maldição sobre a criação. O pecado entrou no mundo. A morte entrou no mundo. Destruição, doença, tristeza, dor… a criação foi profundamente afetada pela queda. Mas precisamos lembrar que Deus criou tudo de bom, e não devemos imaginar que não é mais bom. A criação, obra de Deus, é incrível, e deve continuar a nos impressionar. Precisamos levantar os olhos da terra, e olhar ao nosso redor, olhar para cima, muito mais do que nós fazemos. Porque quando fazemos isso, vemos a bondade da criação, mesmo apesar de toda a miséria que vemos e experimentamos. Deus é bom – verdadeiramente bom. Sua criação é realmente boa também, porque reflete quem Ele é. E quando olhamos ao nosso redor, quando olhamos para o céu, para as estrelas à noite, para as árvores, rios e montanhas ao nosso redor, para os animais selvagens, até para gatos e cachorros, peixinhos e ratos, precisamos nos lembrar que todas essas coisas criadas exibem a bondade e o poder de nosso Deus Criador.

E finalmente, a semana da Criação nos lembra que a história teve um começo que também terá um fim. A bondade perfeita que existia antes da Queda no pecado será restaurada. Conhecemos a situação em que vivemos agora, por causa do impacto que o pecado tem em toda a criação. Mas também sabemos, porque Deus nos disse, que a obra salvadora de Cristo tem a ver não apenas com a salvação de seres humanos individuais – trata-se da restauração de todas as coisas; a vitória conquistada por Cristo é universal em seu escopo; podemos ver isso em Colossenses 1.18-20:

“Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.

O apóstolo Paulo nos diz, em Romanos 8.19-23:

“A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.”

O propósito que Deus teve ao criar todas as coisas foi frustrado pela queda no pecado. Mas graças ao Deus Criado, que também é o Deus Redentor, essa frustração terminará. A visão de João em Apocalipse 5.11-13 nos mostra o glorioso futuro que toda a criação espera:

“Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.”

Toda criatura no céu e na terra e debaixo da terra e no mar, fazendo exatamente o que eles foram criados para fazer, em perfeita harmonia, cada um a seu modo, seres vivos e objetos inanimados, louvando a Deus, louvando o Senhor Jesus Cristo, porque ele é digno; é assim que as coisas deveriam ser, e é assim que as coisas serão novamente. A ordem original de criação, a ordem que nos chama hoje, será perfeitamente restaurada naquele grande dia:

“O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar. Naquele dia, recorrerão as nações à raiz de Jessé que está posta por estandarte dos povos; a glória lhe será a morada” (Isaías 11.6-10).

Nosso Deus Criador é também o Deus re-criador. Em Jesus Cristo, Ele faz todas as coisas novas. Precisamos nos alinhar com Ele, nossos propósitos com Seus propósitos, nossos objetivos com Seus objetivos, nossos pensamentos com Seus pensamentos. Não podemos seguir nosso próprio caminho. Essa é a mensagem da Escritura, da Criação, para a re-criação, para a realização. Este é o nosso Deus, e essas são as suas boas novas.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.