Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: Apocalipse 4.1-11; Salmo 136.1-26
Texto: Gênesis 01.01

Amada Congregação do Nosso Senhor Jesus Cristo:

“No princípio, criou Deus os céus e a terra.”

É uma declaração simples. Sete palavras no texto hebraico original de Gênesis. Mas essas sete palavras são algumas das palavras mais importantes já escritas. Essas sete palavras nos mostram Deus. Elas nos mostram quem Ele é, e o que Ele fez, e dessas sete palavras recebemos o programa para nossas vidas, como as criaturas de Deus. Quem é Deus? O que é este mundo em que vivemos? E quem somos nós? Essas são as perguntas mais importantes que poderíamos fazer, e aqui no primeiro versículo da Bíblia, recebemos a resposta.

Vivemos numa sociedade com uma cosmovisão predominante que não oferece respostas para essas questões. A cosmovisão dominante nos diz isso: ha 13 bilhões de anos, o universo surgiu num evento conhecido como o “big bang,” a grande explosão. Durante um período de bilhões de anos, planetas e estrelas foram formados, e nosso pequeno planeta foi formado há cerca de 4,5 bilhões de anos e atingiu seu estado atual por um período de milhões de anos. Não existe Criador. Não havia plano. Não há ninguém no controle desse processo; tudo isso simplesmente aconteceu e está acontecendo até hoje. Não há propósito para tudo isso. Não há meta ou fim para o qual todas as coisas estão progredindo. Nós, seres humanos, somos simplesmente formas de vida altamente evoluídas, produtos das combinações fortuitas de átomos e moléculas ao longo de um período de tempo inimaginavelmente longo.

Quem é Deus, de acordo com esse entendimento do mundo? Bem, na verdade, é claro, Deus, ou deuses, deusas, seres supremos, ou o que for, simplesmente não existem. Deus é nossa criação. Ele é uma idéia que os seres humanos desenvolveram para dar sentido ao mundo, a fim de dar sentido à nossa existência. E quem somos nós? O que são seres humanos? Somos o produto de processos químicos e biológicos. Temos cérebros grandes e complexos, polegares opostos e a capacidade de pensar e sentir, mas no final, não somos diferentes de qualquer outro animal. Qual o significado da vida? Simplesmente não tem. Não há propósito maior, não temos vocação maior, não há significado transcendente para nossa existência. Podemos inventar um significado ou um propósito para nós mesmos. Podemos criar ou desenvolver nossa própria razão de existência. Mas não há uma razão definidora para o ser que não seja mutável e única para cada pessoa.

Esse é o mundo de idéias em que vivemos hoje, a cosmovisão que domina em todas as esferas da vida. Quer se trate de ciência, ou sociologia, ou criminologia, ou paternidade, ou política, olhe atrás de cada cortina filosófica, e é isso que vai encontrar. Somos animais altamente evoluídos, criamos o nosso próprio significado e isso afeta tudo – desde o ventre até o túmulo. Quando as pessoas levam essa visão da realidade à sua conclusão lógica, a desesperança e o desespero podem ser a única conclusão – e nenhuma tentativa de procurar significado fora de nós significa nada.

Mas a primeira frase da Palavra de Deus revela que essa filosofia, altamente desenvolvida, é vazia e tolice. Começamos com Deus. Primeiro de tudo, existe Deus. Ele existia antes de criar o mundo. Ele existe fora da sua criação. Ele é o Criador de todas as coisas. As escrituras não tentam provar a existência dele – simplesmente começa com: “No princípio, Deus.” Ele é. Ele se revelou a Moisés como “EU SOU O QUE SOU.”  Ele existe, Ele existiu eternamente e existirá por toda a eternidade. Este é o nosso ponto de partida, o ponto de partida que o próprio Deus nos deu em Sua Palavra.

Todo este universo, os céus e a terra, foram criados por ele. Criação não era algo que Ele tinha que fazer; a criação não emana dele; a criação não é divina. Ele é. Então, como o Criador, como Aquele que fez todas as coisas, simplesmente em virtude de quem ele é, ele tem uma reivindicação sobre nós. O Criador tem autoridade perfeita. Seu propósito é o propósito mais alto. É ele que manda. Ele criou o universo. Ele colocou as estrelas e os planetas em movimento. Tudo o que vemos, com nossos olhos, através dos microscópios mais poderosos e dos maiores telescópios já construídos e enviados para o espação sideral, e além, é dele. Tudo pertence a ele.

“Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu” (Salmo 24.1-2).

Este é o mundo do nosso Criador, do nosso Pai.

Salmo 115.3 diz isso com poder: “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.”

Salmo 135.5-6 diz a mesma coisa: “Com efeito, eu sei que o Senhor é grande e que o nosso Deus está acima de todos os deuses. Tudo quanto aprouve ao Senhor, ele o fez, nos céus e na terra, no mar e em todos os abismos.”

E em Salmo 90.1-2, somos levados a dirigir-nos a este Deus:

“Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.”

Não existe ninguém e nada maior. Quando Deus faz o que lhe agrada, faz bem, porque o que lhe agrada é o bem final. Assim, quando Ele exige nossa lealdade, quando Ele exige que lhe obedeçamos, quando Ele exisge que encontramos nosso prazer nas coisas que O agradam, Suas exigências não são arbitrárias. Ele não está agindo como tirano, como alguém que realmente não tem o direito de reivindicar essas coisas para si mesmo. Nosso Deus está nos céus, e faz tudo o que lhe agrada, e isso é muito bom. E, por causa disso, não podemos viver de outra forma senão fazer o que Ele quer também, porque esse é o maior bem.

Ele é, e no princípio Ele criou. Assim, vemos Deus em Gênesis 1.1, e também vemos Sua obra de criação. O verbo para “criar” é uma palavra que só é usada na Bíblia com Deus como sujeito. Se a gramática não é o seu ponto forte, deixe-me explicar da seguinte maneira – o único que “cria” na Bíblia é Deus. Ninguém mais é dito para “criar” nada. Nós podemos “fazer.” Podemos “formar.” Podemos “construir.” Podemos imitar a Deus fazendo coisas, mas não podemos “criar.” Porque Deus é Deus, e nós não somos. Sabemos disso de Hebreus 11.3:

“Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.”

A palavra hebraica para “criar” não significa necessariamente que algo foi criado a partir de nada, mas se Deus quisesse que entendêssemos que Ele criou o universo a partir de alguma substância que já existiu, havia muitas outras palavras que ele poderia ter escolhido para dizer que ele formou o mundo, moldou o mundo. Mas ele não fez. No princípio, ele criou.

Nós não estávamos presentes. Não houve testemunhas humanas desse poderoso ato de criação. Pela fé entendemos que o universo foi criado, do nada, pela Palavra de Deus. Deus nos revelou em sua Palavra, e somos chamados, ordenados, a acreditar o que ele diz.

Então aprendemos sobre o mundo. Aprendemos que o universo teve um começo. Não é eterno – só Deus é. Não é divino – só Deus é. É o produto do ato criativo de Deus, e somos chamados a adorar e servir aquele que criou, não o produto de Sua obra criativa. Outra cosmovisão predominante hoje diz que essa coisa chamada “natureza” merece nossa reverência. Há uma organização ambientalista que diz: “Guiado por uma filosofia de ecologia profunda, não aceitamos uma cosmovisão centrada no ser humano. Em vez disso, acreditamos que a vida existe por si mesma, que a civilização industrial e sua filosofia são anti-terra, anti-mulher, e anti-liberal. Para simplificar, a terra deve vir em primeiro lugar.”

Claro, é uma posição extrema, tomada por uma organização extremista. Mas a cosmovisão desta organização, “Earth First,” não é única. É esse tipo de pensamento que sustenta grande parte das preocupações ambientais de hoje, embora seja geralmente o tipo de pressuposto que não é examinado por aqueles que vivem de acordo com ele. Claró – concordamos que não devemos aceitar uma cosmovisão antropocêntrica – centrada no ser humano. Nossa cosmovisão deve ser centrada em Deus, não na criação. Mas Gênesis 1.1 nos diz que a criação não existe por si mesma. A vida não existe por si mesma. Só Deus existe por si mesmo e criou todas as coisas para a Sua própria glória.

E se o mundo teve um começo, se a matéria não é eterna, isso significa que a história também é significativa. O universo foi criado com um propósito – para a glória do Deus que o criou – e a história está se movendo em direção a um objetivo. O futuro tem significado porque a história é real. Gênesis 1.1 descreve a criação da história, a criação do espaço e do tempo; a história tem começo, meio, e fim. A história não é uma série de ciclos, criações e destruições e recriações – houve um ato de criação, a há um ponto para o qual a criação está se movendo.

Então, aprendemos que a criação não é um fim em si mesmo. As coisas criadas não devem ser adoradas – Deus deve. Portanto, não nos curvamos aos altares que nossa sociedade construi para as coisas boas que Deus criou. Não adoramos o sexo. Não adoramos a beleza. Não adoramos o poder. Não adoramos o prazer. Não adoramos as posses. Não adoramos nenhuma dessas coisas, porque sabemos que alguém maior está por trás de todas elas. Sexo e dinheiro e poder e beleza e prazer são coisas boas que Deus criou e nos deu – mas não são Deus. Essas coisas não são fins em si – são meios para um fim.

O sexo é uma coisa boa, criado por Deus. Mas quando se torna um fim em si mesmo, quando se torna o propósito da vida, torna-se maldição, algo perverso e algo que traz sofrimento – fracasso e dor. A beleza é um grande dom, criado por Deus para Sua glória. Mas quando adoramos a beleza, seja o que vemos como nossa própria beleza, ou a beleza de qualquer coisa ou qualquer outra pessoa, estamos virando a ordem das coisas de cabeça para baixo – adorando e servindo a criatura ao invés do Criador, o qual é bendito eternamente, como o apóstolo Paulo diz em Romanos 1.

Então, nestas primeiras palavras da Bíblia, aprendemos sobre Deus e sobre a criação. E tudo isso está intimamente ligado ao que aprendemos sobre nós mesmos e como devemos viver, como já vimos em conexão com o que eu já disse. Somos criaturas – não somos Deus. Não somos livres para viver separados dele, para desconsiderá-ló, para nos colocar no trono. Não somos o árbitro final do certo e do errado. Não inventamos nosso próprio significado, nosso próprio propósito, nossos próprios objetivos. Não somos os criadores de nossa própria cosmovisão. Não somos agentes livres, livres para decidir como queremos viver, o que queremos fazer, onde queremos encontrar nossa alegria. Não somos seres independentes e autónomos.

Somos seres dependentes e criados, e devemos tudo ao nosso Criador. A maneira como ordenamos a nossa sociedade deve ser a maneira de Deus. O modo como governamos nossa nação deve ser o modo de Deus. A maneira como administramos nossas famílias deve ser a maneira de Deus. Nossa moralidade deve ser a moralidade que Ele define. Nossos objetivos devem ser os objetivos que Ele nos dá. Nossa vida tem um propósito; nos vida tem significado; é importante. Mas não porque nós fazemos isso – mas porque “no princípio, Deus criou.”

“Quem mais tenho eu no céu?” Cantamos de Salmo 73.25-26. “Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.”

Sem Deus, o que temos? Nada. O que poderia ser mais desejável que Deus? Nada. O que poderia fortalecer nosso coração, o que poderia ser nossa herança para sempre, além de Deus? Absolutamente nada e ninguém.

A filosofia do utilitarismo declarou que a “moralidade” poderia ser medida, e que o bem final era qualquer coisa que trouxesse o maior bem para o maior número. Mas nós sabemos que a realidade é diferente – o bem final é o que traz prazer a Alguém – e aquele é o Deus Todo-Poderoso, o Criador dos céus e da terra. Nossa mais elevada oração não deve ser que Deus nos faça felizes ou nos dê o que achamos que precisamos.

Não, nossa oração deve ser a mensagem de Salmo 115.1: “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade.” Em nosso estado caído, aparte da obra de Cristo e a obra renovadora do Espírito Santo, esta oração não vem naturalmente para nós. Nossa inclinação natural é dizer, “Não a ti, Senhor, não a ti, mas ao meu nome dá glória, por amor de mim mesmo.” Mas Gênesis 1.1 nos chama de volta à verdade. No princípio, Deus criou os céus e a terra, e isso significa que Ele merece a glória, não nós.

Quando ele pregou o evangelho aos filósofos no Areópago, o apóstolo Paulo estava falando para pessoas numa cultura semelhante à nossa. No Pentecostes, o apóstolo Pedro falou aos judeus, que já conheciam a história de Gênesis. Ele estava falando com pessoas que compartilhavam suas pressuposições, que sabiam sobre Deus, sobre a criação, a queda no pecado e a história que se seguiu, as promessas de Deus, que Ele havia prometido libertar Seu povo. Então Pedro começou no meio da história, com Cristo. Mas Paulo estava falando com pessoas sem idéia de “criação,” sem nenhuma idéia do Deus Criador, pessoas que acreditavam que o mundo como conhecemos evoluíra, que a matéria era eterna, que não havia um único Criado nem um único ato da criação.

Então, como foi que o apóstolo Paulo comunicou a mensagem do evangelho? Lemos em Atos 17:

“Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.”

Paulo começa invertendo as falsas suposições que esses homens tinham. Ele atacão sua cosmovisão em suas próprias fundações. Sua compreensão do mundo estava absolutamente errada, e essa compreensão definia tudo sobre eles – como eles viviam, as escolhas que eles faziam, como eles ordenavam suas vidas e sua sociedade, o que eles acreditavam sobre o passado, o presente e o futuro. A estratégia de Paulo em trazer o evangelho a esses filósofos gregos foi abater sua cosmovisão em suas origens, e de lá ele passou a falar sobre Jesus Cristo e a ressurreição.

Irmãos, precisamos fazer o mesmo hoje. Muitas pessoas acreditam que a história da origem do universo em Gênesis não importa mais; à luz das descobertas científicas, à luz de todos os supostos avanços feitos na academia nos últimos dois séculos, precisamos adaptar nossa mensagem à cosmovisão predominante. Mas a estratégia de Paulo no Areópago nos mostra que nada pode ser mais longe da verdade. Nunca na história da igreja cristã desde o tempo do Novo Testaemnto a estratégia de Paulo tem sido mais aplicável do que é hoje. Vivemos num mundo que rejeitou amplamente a verdade bíblica da criação e o Deus Criador. Diga às pessoas que acreditam que somos produtos de um processo aleatório, que não somos nada mais do que animais que desenvolveram a capacidade de fazer e usar ferramentas, que precisam aceitar Jesus e Seus ensinamentos, e a pergunta delas provavelmente será, “Por quê?”

E Gênesis 1.1 nos dá a resposta. Por que Deus é digno de louvor? Por que é ele que devemos adorar? Lemos em Apocalipse 4.11: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.” Não devemos louvar a Deus em primeiro lugar porque Ele nos salvou dos nossos pecados. Não porque Ele nos dará o que precisamos. Não porque Ele satisfará os desejos do nosso coração. Ele deve ser louvado porque ele criou todas as coisas, e por causa da sua vontade vieram a existir e foram criadas. Esse é o nosso alicerce. Esse é o nosso ponto de partida. É aí que devemos começar.

Portanto, o trabalho criativo de Deus ainda é central para a mensagem do evangelho. Em Salmo 136, somos chamados a dar graças ao Senhor dos senhores porque Ele com entendimento fez os céus. Ele estendeu a terra sobre as águas. Ele fez os grandes luminares, o sol para presidir o dia, a lua e as estrelas para presidirem a noite.

É aí que começamos, nos primeiros atos de Deus na história. De lá, passamos a louvá-ló pelo que Ele fez por nós, como Seu povo. Ele é o Deus no céu, e a sua misericórdia dura para sempre. E tudo começa com a obra criativa de Deus. No princípio, Deus criou. Todas as suas obras na história fluem a partir disso, em união com esse trabalho criativo.

E finalmente, sabemos de outras partes das Escrituras que Gênesis 1.1 também fala sobre Jesus Cristo. “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” (Colossenses 1.15-18).

Então, nossa compreensão de Gênesis 1 é muito maior do que o entendimento que o povo de Deus tinha na antiga aliança – porque conhecemos a Jesus Cristo. Nele foram criadas todas as coisas – por meio dele e para ele. O povo do Antigo Testamento sabia que o Criador era seu redentor. Mas nós sabemos essa verdade em toda sua plenitude. Quando cantamos Salmo 136, sabemos a largura, a profundidade, a amplitude da libertação que nosso Criador realizou, porque conhecemos a Jesus Cristo. Sabemos que Aquele que nos criou também é Aquele que nos salva. Aquele que possibilitou a vida também possibilita a vida eterna. Sabemos que somos chamados a glorificar a Deus em todas as coisas, e isso significa que devemos glorificar a Jesus Cristo em todas as coisas, porque nele tudo foi criado, e para ele todas as coisas foram criadas. E sabemos a conexão entre o trabalho criativo de Deus e Seu cuidado pessoal por nós como Seu povo, Sua igreja – porque no meio deste louvor pelos atos criativos do Filho de Deus, Paulo acrescenta algo pessoal: Ele é a cabeça do corpo, da Igreja.

No princípio, Deus criou os céus e a terra. Essa é a verdade que torna a vida significativa. Essa verdade deve nos formar – nosso modo de pensar, nosso modo de viver, nosso modo de falar. Esta verdade é a única fonte de verdadeira alegria, verdadeira paz, verdadeiro contentamento, verdadeira vida.

“Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento. Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.”

Louvai ao Senhor, o Todo-Poderoso, o Rei da Criação.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.