Pregação preparada pelo Pr. Abram de Graaf

Leitura: Êxodo 02:01-10

Texto: Êxodo 02:01-10

Queridos irmãos em Jesus Cristo,
O plano de Deus em relação à sua vida, como está? Deus está governando a sua vida? Vocês sentem a mão poderosa de Deus na sua vida? Muitas pessoas não sabem responder estas perguntas. Pode ser porque elas têm uma idéia errada sobre Deus; elas não estão vendo COMO Deus está trabalhando na vida delas; elas não reconhecem o poder de Deus no trabalho dos seus pais, que são crentes; ou não reconhecem o poder de Deus no trabalho dos professores cristãos, no trabalho dos presbíteros da igreja; ou no ensino dos pastores, que são guiados pelo Espírito de Deus; pode ser que não reconheçam as ferramentas de Deus: o livro que é chamado a Bíblia, e a água do Batismo, e o pão e vinho da Santa Ceia. Coisas de cada dia. Coisas normais.

Muitas pessoas pensam que o poder de Deus SÓ se mostra com muito fogo: em coisas especiais, em coisas sobrenaturais. Quando Deus começa a trabalhar, vamos ver o poder explosivo dele; quando Deus começa a trabalhar, veremos milagres acontecer; quando Deus começa a trabalhar, veremos revelações, como no caso do profeta Samuel e no caso do apóstolo Paulo. Eles foram chamados com poder. Não podemos negar isso.

Mas presta atenção, irmãos, porque Deus TAMBÉM trabalha dum jeito normal. Deus pode governar e manipular a vida das pessoas simples e normais. Pessoas como vocês e eu.

Vamos ver isso, quando observamos o nascimento de Moisés. O capítulo 2 de Êxodo fala sobre isso. Mas neste capítulo não encontramos o nome de Deus. Lendo este capítulo podemos nos perguntar: Onde está Deus? Porém Deus está presente. Ele está trabalhando atrás das nuvens. Hoje vamos falar sobre isso, irmãos. Vamos dar atenção à providência de Deus na vida de Moisés. O tema do sermão é o seguinte:

Tema: A mão poderosa de Deus governa a vida de Moisés para torná-lo salvador

  • 1. Neste sermão iremos dar atenção ao primeiro ponto: A providêcia de Deus no nascimento de Moisés;
  • 2. e hoje à noite vamos dar atenção ao segundo ponto: A providência de Deus na educação de Moisés.

1. A providêcia de Deus no nascimento de Moisés

“Foi-se um homem da casa de Levi e casou-se com uma descendente de Levi”. Assim começa Êxodo 2. Com uma notícia normal. Um ato civil. O comunicado dum casamento. Parece uma coisa normal, MAS… não é! Não é normal, se sabemos o contexto deste comunicado. Pois o contexto deste comunicado é a historia de Êxodo 1.

Neste primeiro capitulo de Êxodo se fala sobre Jacó e a sua família; sobre a mudança de Jacó de Canaã para o Egito; lá ele ficou com a sua família. E Deus os abençoou. Deus os abençoou extremamente: pois a descendência de Israel cresceu enormemente. Israel ficou mais e mais poderoso. E os Egípcios e o Faraó não gostaram disso. O Faraó queria limitar o crescimento de Israel. Ele tomou medidas para diminuir o número dos Israelitas. Mas estas medidas não funcionaram. Israel continuava a crescer, apesar da repressão. E Faraó endureceu o seu coração e tomou outras medidas. Medidas mais rigorosas e duras. Mas isso também não ajudou. O crescimento de Israel continuou. E finalmente o Faraó decretou que todos os meninos recém nascidos dos Judeus deviam ser jogados no rio Nilo. Todas as meninas estavam excluídas, mas todos os meninos deviam ser afogados no rio, como se fossem gatinhos ou cachorrinhos, que as pessoas afogam na água.

Uma medida horrível! Não é? Imaginem: Numa certa casa nasceu uma criança; um menino. Que alegria! Mas depois de alguns dias um soldado entra na casa. E pouco tempo depois ele sai, enquanto leva o nenê consigo e vai para o rio em frente da casa; ele pára na beira do rio e (opa!!!): ele joga o menino na água. Ainda fica olhando para o movimento do menino, mas o rio o pega e leva e o menino se afoga no meio do rio; vendo isso, o soldado se vira e vai embora. Você pode imaginar isso? Pode imaginar a tristeza dos pais que perdem os seus filhos? Pode imaginar o trauma da mãe? Pode imaginar a tensão durante a gravidez? O que será: uma menina OU… UM MENINO!? Pode imaginar que houve pais que tinham problemas com isso; pais que recusavam a ter mais filhos? Podem imaginar que houve noivos que tinham problemas com isso; o que eles esperavam com o seu casamento; ou até não queriam se casar, considerando aquela situação horrível. Eu acho que podemos imaginar estas preocupações. Até Paulo nos disse (1Co. 7,26) que numa angustiosa situação é bom não se casar.

Então, irmãos, considerando a SITUAÇÃO de Israel naquele momento, devemos dizer que este casamento é um ato de grande fé. Considerando o decreto horrível de Faraó, estes noivos mostraram fé e confiança em Deus. Casar e ter filhos numa tal angustiosa situação, só pode acontecer se os noivos tiverem uma grande confiança em Deus. Quer dizer: este comunicado simples no início deste capitulo mostra uma grande fé, quando consideramos o contexto daquele momento. E há mais para dizer. Pois esta notícia recebe ainda mais importância se consideramos Êxodo 6. Pois aqui em Êxodo 2 o comunicado é anônimo: UM HOMEM… da casa de Levi… casou-se com UMA DESCENDENTE DE LEVI. Quem é este homem? E quem é esta mulher? Os nomes deles não são revelados aqui, mas em Êxodo 6 ouvimos mais sobre isso. Em Êxodo 6,19 lemos que o homem se chamou ANRÃO: Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia; e ela lhe deu a Arão e Moisés”. Então, irmãos, prestem atenção. ANRÃO era um neto de Levi e a sua esposa era sua tia, a irmã do seu pai Coate. Quer dizer que Joquebede não era muita nova quando deu a luz a Moisés.

anos mais tarde, A FILHA DE LEVI, JOQUE-BEDE, dá a luz um filho. DUZENTOS E CINQUENTOS ANOS depois da entrada no Egito. Isso parece absurdo. Mas sabemos que as idades de Jacó, José, Levi e Anrão ficavam mais ou menos em 140 anos. E provavelmente Joquebede tinha também uma idade alta. Pode ser que ela tivesse mais do que 100 anos!!!

Então irmãos! Sabendo tudo isso, vamos ler o nosso texto duma maneira diferente: Um homem… da casa de Levi, que se chamou Anrão, se casou com uma FILHA de LEVI, Joquebede; E ela ficou grávida!!! Normalmente isso é uma noticia normal, mas aqui não é. Ela ficou GRÁVIDA e deu a luz um FILHO. Na idade dela isso não é mais uma coisa normal. Com certeza eles descobriram o poder de Deus na sua vida.

E esta idéia é confirmada pelo seguinte, pois está escrito: “e vendo que era formoso, escondeu-o por três meses”. Também esta noticia parece normal, mas não é. Literalmente está escrito: “e vendo que ele era bom”. O texto original usa as mesmas palavras que encontramos no primeiro capitulo de Gênesis. Cada vez que Deus cria algo, lemos: “E viu Deus que isso era bom”. Deus criou a luz (Gn. 1,4) “e viu Deus que a luz era boa”. Deus criou os animais domésticos “e viu Deus que isso era bom”. “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom”. Assim termina a história da criação. E agora encontramos esta expressão de novo. Joquebede viu a obra de Deus: O FILHO DELA. E ela viu QUE ERA BOM. Prestem atenção, irmãos, esta expressão encontramos somente quando se trata da OBRA DE DEUS. Ela está sentindo o poder de Deus neste nascimento… na sua idade. Deus tem um plano para este filho e por causa disso ela escondeu o seu filho três meses. Ela fez isso, crendo que Deus tinha um plano para o seu filho.

O Autor da epístola aos Hebreus confirma esta idéia, pois ele escreveu (11,23): “Pela fé, Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais, durante três meses, porque viram que a criança era formosa”. E Estevão disse em Atos 7,20: “nasceu Moisés, que era formoso aos olhos de Deus”. Então, irmãos, de uma ou outra maneira Moisés foi uma criança especial. Pois sempre foi dito que Moisés era bom, formoso. Com certeza isso significa MAIS do que qualquer mãe observa quando olha para o seu filho. Nunca encontrei uma mãe que achou o seu filho feio. O olho da mãe observa o seu filho com amor. E o amor observa o melhor numa criança. Um olho mal observa o pior numa pessoa, mas um olho amoroso observa o melhor. Mas não foi só isso. Com certeza Joquebede observou o seu filho com amor. Mas ela viu MAIS. Ela observou o seu filho COM FÉ. E observando o seu filho com FÈ, viu que ele era BOM. Ela está observando a mão poderosa de Deus. E entende que Deus tem um plano com o seu filho. Por causa desta fé ela age e protege a sua vida; pela fé ela o escondeu durante três meses.

Por que três meses? Muitas bíblias para crianças explicam isso da maneira seguinte: depois de três meses a criança chorou tanto, que ela não podia mais esconder o seu filho; os soldados iam ouvir o choro e pegá-lo. Mas me perguntei: uma criança só começa a chorar depois de três meses? A minha experiência me ensinou que as crianças já podem chorar desde o primeiro momento depois do nascimento. E eu ia dizer: os primeiros três meses são os mais perigosos!!! Depois disso uma criança não chora mais tanto. Então o motivo dela para esconder o seu filho nos primeiros três meses não foi por causa do choro. Me parece que ela escondeu o seu filho pois ainda não podia se separar dele. Os primeiros três meses são importantes para uma criança por causa da amamentação. Ela queria primeiramente dá de mamar ao seu filho para depois se despedir dele. Ela fez isso de propósito. Ela tinha um plano. Pois a maneira de agir é um pouco estranha: primeiramente ela escondeu Moisés. Durante três meses. E depois disso o coloca no rio. Primeiramente tem medo que o seu filho seja descoberto, mas depois disso ELA QUER que o seu filho seja descoberto.

Meditando sobre isso, só podemos tirar uma conclusão: Joquebede tinha um certo plano. Ela entendeu que o filho dela era especial e desde aquele momento ela faz tudo para proteger a vida do seu filho. Por causa disso ela escondeu Moisés três meses, pois durante estes três meses ele precisava ser amamentado; quando não é mais necessário, quando a criança está numa idade que já pode comer outras coisas, ela vai fazer uma outra coisa para salvar a vida do seu filho. Ela tem um plano. Um plano corajoso.

Ela começa a fazer um cesto de junco. (Junco era uma planta que crescia na beira do rio Nilo). Esta planta servia para fazer papel. Sabemos que esta planta foi usada para fazer barquinhos. Barquinhos para levar os mortos. Joquebede fez isso também. Literalmente está escrito que ela fez uma ARCA. De novo uma palavra especial. Pois esta palavra encontramos também no Livro de Gênesis, quando se trata da arca de Noé. Então, irmãos, o israelita lendo esta história, pensava automaticamente na arca de Noé. Aquela arca que foi construída para salvar a vida de Noé e da sua família. Esta arca tem o mesmo objetivo aqui: salvar a vida de Moisés. A arca de Moisés devia salvar Moisés da água do rio. Joquebede construiu esta arca, pois queria colocar Moisés dentro e deixá-lo num lugar onde a princesa do Faraó costumava tomar banho.

Este é o plano dela. Ela poderia ter colocado Moisés num outro lugar, perto duma casa dos Egípcios ou num outro lugar onde ele seria descoberto. Mas ela não fez isso, o plano dela é corajoso mesmo. Ela não quer que Moisés seja encontrado por um soldado, nem por uma egípcia qualquer. Ela quer que a princesa do faraó encontre Moisés. Ela sabia que a princesa tinha o costume de tomar banho no rio Nilo. Isso não era tão estranho, pois com certeza era um ato público. Até Faraó tinha este costume, pois lemos em Êxodo 7,15 que Moisés buscou a Faraó no rio Nilo enquanto ele estava tomando um banho. Era um costume antigo.

Então Joquebede fez um plano: ela fez uma arca e colocou a arca no meio do carriçal à beira do rio. Isso foi também um ato de fé. Pois ela não deixou a arca sozinha. A irmã de Moisés, Miriam, ficou à distância observando tudo. Joquebede não deixou o seu filho, mas o colocou ali nas mãos de Deus, esperando que Deus iria salvar Moisés, como salvou Noé.

2. A providência de Deus Na educação de Moisés

A cesta de junco estava no meio do junco na beira do rio. Estava flutuando na água marulhosa do Nilo. O junco do rio escondeu a pequena cesta e a protegeu contra o sol. Miriam estava à distancia, quase não podia ver a arca. Quase! Mas ela sabia onde a cesta estava e ficou olhando. Ela não perdeu a cesta de vista, pois naquela cesta estava o seu irmãozinho. Lá no meio do junco; na beira do rio. A mão dela, Joquebede, tinha colocado o seu irmãozinho na cesta e tinha fechado a cesta. Depois disso ela a levou com seu irmãozinho para a beira do rio e a colocou no meio do junco. E ela tinha dito a Miriam: fique aqui e preste atenção. Espere para a princesa chegar. Com certeza ela encontrará a cesta. E se for a vontade de Deus ela vai salvar o seu irmãozinho, e se não for a vontade de Deus ela vai matá-lo. Mas isso não vai acontecer, tenho certeza de que Deus tem um plano para seu irmãozinho. Você vai ver! De propósito, a mãe colocou a cesta no lugar onde a filha do Faraó costumava tomar banho.

Miriam estava pensando nisso, e de repente ouviu vozes. Vozes de mulheres. Um grupo de mulheres estava vindo. Um grupo grande. Ela já sabe quem são estas mulheres. Já viu estas mulheres antes. São as escravas do palácio junto com a princesa e as suas amigas. E como sempre, primeiramente as escravas entram na água para averiguar se tudo está seguro. Se não há um crocodilo na água. Nem uma pessoa curiosa. E também para ajudar a princesa. Elas se espalham e checam a beiro do rio e o junco. Ao mesmo tempo a filha do Faraó entra na água fria e enquanto está tomando um banho, uma voz chama a atenção.

“Majestade! Majestade! Há uma cesta de junco por ali! Uma cesta fechada! A princesa viu a cesta também. E sendo curiosa, ela queria ver o que estava na cesta. Poderia ser uma caixa do templo. Muitas vezes os sacerdotes transportaram estátuas pequenas dos deuses pela rio numa tal cesta. As estátuas foram colocadas numa cesta de junco para protegê-las. Pois se uma cesta caísse do barco, iria flutuar. Assim eles podiam buscá-la de novo. Mas não deu para ver o que estava dentro. A cesta estava fechada. As escravas não podiam ver o que estava dentro. Então, com muita curiosidade a princesa manda buscar a cesta. Ela quer saber o que está dentro. Então umas escravas entram na água e andam à cesta e trazem-na de volta à princesa.

Todos os olhos seguem as escravas que estão se aproximando com a arca. Elas sobem na beira do rio e colocam a arca em frente à princesa. Todas as amigas estão curiosas. Vai, abre! E a princesa se ajoelhou e abriu a arca. A luz forte do sol entra na arca e mostra … o rosto duma criança. E a criança perturbada pela luz acorda e logo começa a chorar. A princesa olha para ele com surpresa. “O que é isso? Uma criança! E que tristeza! Que choro! O que está acontecendo? Tem fome, é? Coitado!” Podemos imaginar como foi a reação dela. Como todas as mulheres que estão ao lado do berço duma criança que está chorando. Todas mulheres ficam comovidas num tal momento. E aqui também: a criança começou a chorar e ela tinha pena desta criança.

Ela pegou a criança e tirou este nenê do berço. E quando fez isso, disse: Olha! È um menino! Um menino dos hebreus! Ela podia ver isso, pois o pintinho do menino for circuncidado. Um menino dos Hebreus!!! Ouvindo isso, todas se calaram! Pois este menino dos Hebreus está nas mãos duma princesa do Egito. A filha do Faraó que fez um decreto para afogar todos os meninos dos Hebreus no rio. E agora? O que ela vai fazer?

O que esta filha do Faraó vai fazer? Ela é como o seu pai, que não tem misericórdia? Ela jogará o menino no rio? Ou levará o menino para casa?

Ela não faz o que o pai queria. Ela não joga o menino no rio. Ela tem misericórdia deste menino dos Hebreus. Como Deus está trabalhando aqui, irmãos! Não é maravilhoso? Do ponto de vista humano, íamos dizer: coincidência, mas não é coincidência! Isso é PROVIDÊNCIA! Deus cuidou deste menino. Deus estava governando a vida deste menino. Deus abriu os olhos da princesa para descobrir a arca; E Deus abriu a boca da criança para chorar; E Deus abriu o coração da princesa. Ele venceu esta princesa do Egito pela visão deste menino vulnerável. O poder de Deus se realiza pela fraqueza humana.

Isso é uma coisa maravilhosa nesta historia, irmãos! O faraó quer destruir o povo de Israel com toda força, mas ao mesmo tempo Deus usa a própria carne e sangue dele para salvar o povo de Israel. Nisso podemos ver a mão poderosa de Deus. Deus está zombando de todos os planos que homens e reis fazem. Pensem no Salmo 2: “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra seu Ungido […] Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles”.

Deus está sorrindo aqui também! Pois há humor nesta historia. Especialmente no seguinte: a princesa não sabe bem o que fazer com este menino, e de repente aparece Miriam, e esta menina esperta disse: “Queres que eu vá chamar uma das Hebréias que sirva de ama e te crie a criança?” . E a princesa respondeu: SIM, faça isso! E Miriam saiu logo correndo para sua casa. Claro! Buscando a sua mãe. Imagine, irmãos, como Joquebede reagiu? De fato, ela recebeu o seu filho de volta da morte. Pois a princesa poderia ter seguido a ordem do seu pai. Mas ela não fez isso. Joquebede recebeu o seu menino de volta e, de quebra, será premiada por isso. Pois a princesa disse: Leva este menino e cria-mo; pagar-te-ei o teu salário. Então, irmãos! Isso não é humor? O Senhor está zombando com o poder do faraó. Faraó quer destruir o povo de Israel, mas Deus usa a filha dele para salvar Israel.

Deus está zombando de todos que estão zombando dele. Isso se mostra também no fato de que Faraó é vencido por mulheres. Isso chama a atenção nestes dois capítulos. Existe uma conexão forte com a promessa de Deus feita no Paraíso. Naquele momento Deus disse à serpente, ao diabo: “Porei inimizade entre ti e a mulher”. No paraíso o diabo encontrou um aliado na mulher, mas Deus mudou isso e tornou a mulher o seu inimigo. E isso se mostra claramente neste historia. Faraó é o inimigo de Deus; Um aliado do diabo. E o ódio de faraó se concentra contra as mulheres de Israel e os seus descendentes. Mas são as mulheres que são mais espertas do que Faraó. As parteiras corajosas; uma mãe com muita fé, uma irmã esperta e uma filha rebelde. Todas desobedeceram às ordens de Faraó. Todas lutaram contra o diabo. A promessa de Deus feita em Gênesis se realizou provisoriamente. Digo “provisoriamente”, pois a realização final ainda não aconteceu. Esta promessa se realiza definitivamente quando o Cristo nasce e quando vence o diabo. Mas aqui já vimos o poder enorme de Deus, que profetizou que o diabo será vencido. Deus se defende contra o ataque do faraó com um sorriso. Deus está zombando dele.

Isso se mostra também no nome que o menino recebeu: Moisés. Este nome tem um sentido duplo. Este nome tem um sentido na língua dos Egípcios e tem também um outro sentido na língua dos Hebreus. Na língua da princesa, Moisés quer dizer: FILHO DO NILO. Um nome que podemos entender, se conhecermos a historia. A princesa encontrou este menino no rio Nilo. Para ela este menino é UM FILHO DO NILO.

Mas na língua dos Hebreus a palavra Moisés tem um outro sentido, que também combina com a vida deste menino. No hebraico o nome ‘Moisés’ quer dizer: TIRADO. No sentido de ‘salvar, libertar’. Ele foi tirado da água. Ele foi salvo. Mas podemos também pensar no futuro deste menino. Ele tirará o seu povo do Egito; Ele salvará o povo de Israel. Deus é maravilhoso. Ele governou a história deste menino de tal maneira que este menino recebeu este nome. Moisés. Ele tirará o seu povo da escravidão. No momento em que Moisés é tirado da água, a salvação de Israel está se realizando; A luz da salvação brilhou! Há luz na escuridão. Há luz no túnel. A salvação está perto. Deus está providenciando.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Abram de Graaf

O pastor Abram de Graaf é “Doctorandus” (Drs) em Teologia e um dos professores do Instituto João Calvino (Aldeia, Camaragibe-PE). Ele é pastor da Igreja Reformada de Hamilton, Canadá, enviado como missionário às Igrejas Reformadas do Brasil, desde o ano 2000. É Diretor do Projeto Dordt-Brasil. Ele mora em Maceió e também desenvolve projetos nessa cidade.

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