Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: Eclesiastes 05.01-20
Texto: Eclesiastes 05.01-07

Amada Congregação de Nosso Senhor Jesus Cristo,

Talvez nosso texto parece um pouco estranho quando você faz uma comparação com os versículos anteriores. É como se alguém colocasse um pedaço do livro do Provérbios no meio do livro de Eclesiastes! Os primeiros quatro capítulos de Eclesiastes não incluem muita instrução direta. O que Salomão está fazendo neste livro é fazer observações. Ele está respondendo à pergunta: “Como é este mundo?” e nos convidando a tirar conclusões baseadas nas suas observações. Geralmente este livro é escrito no indicativo – dizendo, “É assim que as coisas são” – e não no imperativo – dizendo, “É assim que vocês devem viver.” Quanto a questão de ética, a questão sobre como devemos viver em resposta ao ensino sábio de Salomão acerca deste mundo, até este ponto nós recebemos somente uma exortação. É claro que esta exortação foi importante, visto que Salomão repetiu-la três vezes, em 2.24; 3.12,13; e 3.22:

“Nada há melhor para o homem do que comer, beber, e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho.”

“Sei que nada há melhor para o homem do que regozijar-se e levar vida regalado; e também que é dom de Deus que posso o homem comer, beber, e desfrutar o bem de todo o seu trabalho.”

“Pelo que vi não haver coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua recompensa.”

Também vemos que há pouco falado sobre Deus nos primeiros capítulo deste livro – e a atenção que Deus recebe é, de fato, negativo – “Vi o trabalho que Deus impôs aos filhos dos homens, para com ele os afligir.”

Mas aqui, no quinto capítulo de Eclesiastes, o tôm do escrito de Salomão muda. Nós primeiros sete versículos deste capitulo, recebemos quatro exortações. E nestes sete versículos, Deus é mencionado seis vezes. Então, fica claro que temos entrado uma nova seção do livro – alguns comentadores até argumentam que aqui nós encontramos a mensagem central de Eclesiastes. E se queremos entender por que esta mudança rápida, o que levou Salomão a mudar de assunto, precisamos primeiramente entender como esta passagem relaciona com os versículos anteriores.

Em Eclesiastes 4, Salomão falou sobre alienação e comunhão. Debaixo do sol, vivendo num mundo caído e pecaminoso, relacionamentos humanos sofreram. Alienação é endêmico, enquanto nós nos tornamos separados uns dos outros por causa dos resultados do pecado. Solidão, separação, isolação, individualismo, egoísmo – essas coisas são as realidades tristes desta vida debaixo do sol.

Mas Salomão nos lembra que somos criados para viver em comunidade uns com os outros. Dois são melhores do que um, por várias razões, e o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade. Então, agora a pergunta é, “Onde é que podemos encontrar verdadeira comunhão?” E a resposta àquela pergunta é, “na igreja.” Podemos encontrar verdadeira comunhão, a verdadeira comunidade, e relacionamentos verdadeiros, importantes, significativos, dentro do corpo de Cristo, dentro da reunião do povo da aliança de Deus. Podemos desfrutar verdadeira comunhão uns com os outros por causa da verdadeira comunhão que temos com Deus, através de Cristo. E nós encontramos aquela comunhão numa organização, numa reunião formal – na igreja.

Nós ja aprendemos a conclusão de Salomão – que este mundo é lugar confuso, complicado, e difícil, que é quase impossível de entender, e que exige sabedoria para navegar a vida debaixo do sol. E se isso é a verdade sobre a vida em geral, deve ser a verdade sobre a vida na igreja também. Então, isso é o que leva Salomão às quatro exortações de nosso texto:

  1. Guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus. Podemos entender isso como a instrução central de Salomão, com os próximos três imperativos explicando o que significa “guardar o pé.”
  2. Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus.
  3. Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo.
  4. Não consintas que a tua boca te faça culpado.

E todas estas exortações permanecem necessárias, porque até onde existe uma comunidade genuína na terra, estamos ainda vivendo “debaixo do sol.” Ainda estamos no mesmo mundo, afeitados pelos mesmos problemas, as mesmas lutas, e o mesmo problema geral que afeita tudo na vida – o pecado. Então, embora a nossa participação na casa de Deus é uma bênção muito grande de Deus, um aspeto da vida que é realmente bom, precisamos de um mapa, para nos ajudar a encontrar o nosso caminho dentro da comunhão dos santos. É isso que Salomão nos dá aqui. O problema maior com que enfrentamos dentro da casa de Deus é o problema de nossas palavras, e tudo que as nossas palavras representam. Em primeiro lugar, vamos pensar em como nós devemos usar nossas línguas nos nossos relacionamentos com nossos irmãos, e em segundo lugar como devemos falar no nosso relacionamento com Deus mesmo.

  1. As nossas palavras nos nossos relacionamentos com os nossos irmãos

O primeiro aviso de Salomão é que precisamos guardar o nosso pé quando entramos na Casa de Deus. Precisamos ficar em guarda. Precisamos entender a seriedade da nossa atividade aqui. A nossa adoração é assunto sério; Hebreus 12.28,29 nos lembra daquele fato, dizendo que devemos servir a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor.

E guardar o nosso pé significa guardar a nossa boca. Qualquer reunião de crentes é ao mesmo tempo uma reunião de pecadores – pecadores perdoados, pecadores que são trabalhos em curso, mas ainda assim, pecadores. E isso significa que uma reunião de crentes é uma reunião de pessoas envolvidas numa batalha – contra a inclinação pecaminosa de nossa própria língua. É uma mensagem repetida muitas vezes na Escritura – que a língua é fogo; é mundo de iniquidade; está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.

Toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus (Tiago 3.6-9). A nossa língua é a fonte de todo tipo de divisão, destruição, de briga e discórdia. As nossas palavras têm grande potencial para o bem, mas isso significa que elas também têm grande potencial para o mal. E se não guardamos o nosso pé, vamos causar grandes problemas com as nossas bocas.

A exortação de Salomão é “Não te precipites com a tua boca,” e isso é também o foco central de muitos dos seus provérbios. Em Provérbios 17.28, ele escreveu, “Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por sábio.”

Os problemas surgem quando somos imprudentes com nossas palavras – quando falamos sem pensarmos. Vivemos numa sociedade que odeia silêncio. O silêncio é desconfortável. Um momento de silêncio é um momento vazio, que precisa ser enchido. Há barulho a toda a nossa volta, e muito deste barulho vem da boca humana. E muito do que procede da boca humana não é edificante, ou importante, ou significativo, ou útil. Mas Salomão nos ensina a valorizar o silêncio. Temos duas orelhas e somente uma boca – então precisamos escutar duas vezes mais do que nós falamos. Sejam poucas as tuas palavras. Da multidão de palavras vem a voz do tolo.

Então, Salomão nos diz, “chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos.” O que significa isso para nós como o povo de Deus, quando reunimos para cultuar e experimentar a comunhão, quanto o nossas relações um com os outros? Um comentador escreve, “Tolice gosta de fala religiosa. Os tolos têm a religião da boca imparável. Pessoas que vão à igreja têm pouco tolerância de silêncio. Elas sempre falam, multiplicando fala sobre Deus, como se Deus for impressionado pelas suas palavras, e como se a sua salvação depende na sua habilidade de falar em termos religiosos.”

A verdade é, se faltamos de sabedoria, podemos causar muito prejuízo até quando estamos imaginando que estamos fazendo algo positivo. Isso é o problema, como Salomão escreve em versículo dois – o problema de tolos é que eles não entendem quando eles estão fazendo mal. Entao, até quando estamos na casa do Senhor, dentro do povo de Deus, a tolice pode infeccionar as palavras que usamos, e podemos causar prejuízo imenso às pessoas com quem deveríamos compartilhar a forma de comunicação mais íntima, e ainda pior, imaginando que estamos fazendo o trabalho de Deus enquanto estamos fazendo isso. Pessoas fazem coisas horríveis quando elas estão usando a “roupa de Deus.” Muitas fazem isso em cegueira. Elas cometem violência contra os seus próximos, pensando que Deus ama o que elas fazem.

Por isso, precisamos guardar o pé. Precisamos ter cuidado com a nossa fala. Precisamos não buscar a encher o espaço vazio com as nossas palavras, como se este espaço precisa ser enchido, não importa a qualidade do que encha este espaço. E devemos não imaginar que, visto que estamos falando sobre questões de religião, ou da igreja, que qualquer coisa que dizemos é piedosa e conveniente. Porque é tão fácil cair em pecado falando sobre Deus e fé e a igreja como é quando falamos sobre qualquer outro assunto – e talvez mais fácil.

Então, precisamos guardar o nosso pé quando estamos dando em nossos relacionamentos dentro da casa do Senhor, mas também precisamos guardar o nosso pé quando estamos no lado que recebe. Precisamos lembrar que, na casa de Deus, estamos lidando com pessoas que são exatamente como nós – pessoas que lutam, pessoas que falham, pessoas que não chegaram ao alvo de perfeição. Lidamos com pessoas que faltam a sabedoria, pessoas que não têm todas as coisas nas suas vidas arrumadas, pessoas que podem dizer palavras que magoam e machucam até sem realizarem que elas estão fazendo isso. A igreja atual existe debaixo do sol, não no céu – então não deveríamos ficar surpresos quando encontramos problemas e dificuldades dentro da igreja.

Às vezes, problemas nos relacionamentos levam pessoas a abandonar a igreja, ou a evitá-la completamente. É difícil lidar com outras pessoas. Como o autor Americano Mark Twain disse: “Quanto mais eu sei sobre as pessoas, mais eu gosto do meu cachorro.” Mas Salomão diz algo muito important em versículo 1 que talvez não vemos na primeira leitura – ele diz: “Guarda o pé quando entrares na Casa de Deus.” Veja que ele não diz, “se você entrares,” ele diz “quando.” Quando estamos na igreja, ou quando estamos nalgum encontro de crentes, estamos na presença de Deus numa maneira muito especial.

Mas ainda assim, a satisfação maior não será encontrada aqui na terra. Não vamos encontrar os melhores relacionamentos, a melhor comunhão, neste lado do céu. Se imaginarmos que sim, se imaginarmos que vamos encontrar a igreja perfeita, ou que não vamos participar até encontramos a igreja perfeita, estamos no caminho para o fracasso. Nós temos aqui um antegozo do céu, mas é um antegozo que vai nos deixar com saudades de algo mais. É uma antecipação que é destinada a nos levar a considerar a grandeza das bênçãos que iremos experimentar no céu, para que nós não busquemos a nossa satisfação nesta vida – porque é vapor, é fumaça, é névoa, e não é destinada a permanecer conosco.

Mas apesar do fato que temos que lidar com a insensatez, mesmo no contexto da nossa comunidade da aliança, Salomão nos lembra que a participação no culto e na comunhão não é opcional. Não é algo que podemos simplesmente fazer ou rejeitar, ou algo que podemos minimizar em importância. A Igreja não é uma questão pequena da vida – é um modo de vida. A igreja, com todas as suas fraquezas, é o corpo de Cristo. Precisamos fazer a nossa parte na construção, guardando nosso pé em nosso falar, guardando nosso pé em nosso ouvir também.

  1. As nossas palavras no nosso relacionamento com Deus

Assim, precisamos guardar nosso pé quanto o nosso falar com os nossos irmãos – mas também precisamos guardar nosso pé quanto o nosso falar com Deus. É facil nos apressar a pronunciar palavras diante de Deus. Podemos esquecer que precisamos escutar a Ele. Estamos aqui na igreja não para nos divertir. Não estamos aqui para ser ouvido, ou para nos expressar, mas para escutar. Salomão faz uma contraste entre chegar-se para ouvir, e oferecer sacrifícios de tolos, que nos lembra das palavras de Hebreus 13.15 – “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.”

Portanto, precisamos considerar nossos votos. Talvez não pensamos muito em votos, mas há vários votos importantes que todo cristão faz com que tenha uma influência muito séria na nossa vida dentro da comunhao da aliança. Quando os pais apresentam seus filhos para o batismo, eles fazem votos a Deus na presença de muitas testemunhas – para criar seus filhos no temor do SENHOR, para que os seus filhos sejam instruídos nos ensinamentos da Palavra de Deus.

Quando os novos crentes são batizados, eles também fazem votos. E quando nós fazemos a nossa profissão da fé, fazemos votos muito sérios, votos que precisamos levar em sério. Porque “melhor é que não votes do que votes e não cumpras.” Salomão diz que não devemos dizer diante do mensageiro de Deus que foi inadvertência – e isso pode se referir a um voto feito por um adorador que vem ao tempo, e é abordado pelo sacerdote, para perguntar se ele cumpriu este voto. Em resposta, a pessoa diz: “Não acho que não fui realmente sério quando fiz aquele voto.” Mas um voto é algo sério. Portanto, nós precisamos considerar os votos que todos nós como membros comungantes da igreja fizemos:

  • Você confessa que a doutrina da Palavra de Deus, resumida no Credo Apostólico e ensinada nesta Igreja Cristã, é a verdadeira e completa doutrina da salvação? Você promete permanecer nesta doutrina, pela graça de Deus, na vida e na morte, rejeitando todas as doutrinas e práticas que contrariam a Palavra de Deus?
  • Você crê que seu batismo simboliza e garante as promessas de Deus na Aliança da graça? Você confessa detestar-se como pecador, humilhar-se perante Deus e procurar sua vida fora de si em Jesus Cristo somente, como a Santa Ceia testifica?
  • Você declara que ama o Senhor Deus e que é seu desejo sincero servi-Lo conforme a Palavra dEle, separar-se do mal do mundo, lutar contra sua natureza pecaminosa e viver uma vida verdadeiramente cristã?
  • Você assume o compromisso de dedicar sua vida inteira ao serviço do Senhor como membro vivo da Igreja dEle?
  • Você promete usar fielmente os meios da graça, a Palavra de Deus e os dois sacramentos que Cristo deu à sua Igreja, o Batismo e a Santa Ceia, a fim de crescer espiritualmente? Você promete sujeitar-se à exortação e disciplina da Igreja, caso você se desvie da Verdade em sua doutrina ou conduta?

Estes são os nossos votos, e devemos nos lembrar sobre aqueles votos regularmente, e nos examinar para discernir se estamos guardando estes votos. Talvez você pode dizer, sim, eu acredito a doutrina, eu reconheço as promessas, e amo o Senhor e quero servir a Ele. Mas como é com as as últimas perguntas? O seu compromisso ao serviço do Senhor como membro vivo da igreja concorda com as suas primeiras respostas? Ou talvez é que você está tarde no cumprimento deste voto, como Salomão diz em versículo quatro? Não podemos dizer, “Eu ama o Senhor e o meu desejo sincero é servi-Lo conforme a Sua Palavra,” honestamente enquanto não estamos dedicando a nossa vida inteira ao serviço do Senhor como membro vivo da Sua Igreja. Se não estamos cumprindo todos os votos, a nossa compromisso aos primeiros votos é falso. Tudos as votos vão juntos.

Deus está nos céus, e nós na terra. Tudo que dizemos, ou ao nosso próximo, nosso irmão ou irmã, nossos parentes, nós dizemos diante do Deus transcendente, o Deus onipresente. Isso significa que nós sempre precisamos guardar a nossa fala, especialmente quando nós estamos na presença de Deus numa maneira especial, na reunião do corpo dos crentes. E também precisamos lembrar o nosso lugar quando falamos a Deus – quando fazemos votos, quando fazemos planos, quando estamos sonhando sobre o futuro.

O nosso zelo, o nosso entusiasmo, ou talvez uma falta de experiência, pode nos levar a fazer declarações sobre o futuro. Talvez vemos alguém cometendo um erro, e dizemos, “Eu nunca faria isso!” Talvez fazemos planos sobre o futuro, e dizemos, “Eu nunca vai fazer tal e tal.” Pessoas que não têm filhos têm esta tendência quando eles pensam sobre o que eles iriam fazer quando eles têm seus próprios filhos. Casais com filhos novos têm esta tendência quando eles vêem famílias com filhos mais antigos – “Eu não vou cometer aqueles erros na minha família…” Humildade aqui é, como sempre, uma necessidade. Não faça votos que você não têm planos a guardar. Guarde os votos que você já fez. Não faça promessas que você não sabe que você vai ter a habilidade a guardar.

E o fim da história é isso: “Como na multidão dos sonhos há vaidade, assim também, nas muitas palavras; tu, porém, teme a Deus.” Isso é o ponto que Salomão vai enfatizar na conclusão do livro também; no fim das contas, quando tudo é dito e feito, “Teme a Deus e guarde os Seus mandamentos, porque isso é o dever inteiro do homem.” Um respeito saudável para Deus, a reverência de Deus, é a única coisa que vai nos manter na trilha correta, e a única coisa que vai nos leva a guardar o nosso pé na verdade. Podemos sonhar grandes sonhos. Podemos fazer grandes planos. Podemos resolver a realizar grandes coisas. Mas tudo fica nas mãos de Deus. Ele é o que devemos temer.

E Ele é o que vai providenciar o que Ele exige de nós. Como guardamos o nosso pé quando vamos a casa de Deus? Fazemos isso por olharmos a Ele. Como evitamos oferecer o sacrifício de tolos? Por buscarmos a Sua sabedoria – e o temor de Deus, como Salomão diz em Provérbios, é o início de sabedoria. Como podemos evitar o abuso de nossas palavras, diante de Deus, e a Deus? Por sabermos o nosso lugar, e por sabermos o lugar de Deus. Como nós podemos guardar os nossos votos? Somente pela graça de Deus, que nos habilita para fazer isso.

Como o povo de Deus, em Cristo Jesus, nós somos o templo do Senhor. Quando o Verbo se tornou carne, Ele se tornou o novo tabernáculo, o novo templo. Agora, onde o Seu povo reúne, aqui é o templo do Espírito Santo. Precisamos guardar o nosso pé quando entramos a casa de Deus. Cristo nos recebe naquela casa, ele construi aquela casa, aquela casa é a Sua casa. Se as palavras que usamos, até quando nós pensamos que aquelas palavras são palavras piedosas, prejudicam o nosso irmão, precisamos pensar em como nós falamos, na maneira em que nós usamos o dom de comunicação. Estamos construindo a casa de Deus com nossas palavras? Ou estamos na verdade destruindo o edifício?

Entenda a importância do significado disso. Entenda que isso não significa que tudo vai ser feliz e tranquilo na casa de Deus, por causa da realidade do pecado. Entenda isso quanto os seus relacionamentos com outros. Não abandone a comunhão por causa da sua falta de paciência. E entenda isso quanto o seu próprio comportamento dentro desta casa. Através de Cristo, o SENHOR Deus nos convidou na casa dEle, em comunhão com Ele e um com os outros. Ele é o que devemos temer; portanto, guarde o pé.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.