Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: Eclesiastes 04.01-16
Texto: Eclesiastes 04.04-08

Amada Congregação de Nosso Senhor Jesus Cristo,

A vida pode ser reduzida a uma série de fatos matemáticos? Quando pensa nisso, parece um absurdo. Por um lado, você tem matemática – que parece ser completamente ocupada com absolutos. Um mais um é dois, sempre – não importa a opinião ou o sentimento de ninguém, o resultado será o mesmo. A matemática é uma área de estudos que pensadores concretos gostam – pessoas que vêem o mundo em termos de branco e preto. Você faz um problema matemático, e ou você vai estar correto, ou você vai estar errado – não existe uma zona cinzenta no meio. Talvez é uma caricatura, mas quando você pensa nos matemáticos, provavelmente não é que você imagina um grupo de gente discutindo os seus sentimentos pessoais sobre o significado da vida.

Por outro lado, você vai encontrar os filósofos e os teoristas sociais. O que é a vida? O que é a verdade? O que é a beleza? O que é o significado desta vida? Neste tipo de discussão, são muitas zonas cinzentas. Existem muitas opiniões. Os absolutos são difíceis de distinguir, e difíceis de encontrar. Quanto a relação entre a matemática e a filosofia, parece que estas disciplinas se movem em círculos diferentes.

Mas em Eclesiastes 4, Salomão explica os princípios matemáticos da vida debaixo do sol. Ele usa relações, comparações, equações matemáticas. No versículo 1, temos uma discussao de zero – de nada. Há muitos atos opressivos que ocorrem debaixo do sol, e os oprimidos não têm ninguém para confortá-los.

Em versículo dois, vemos que um menos um é melhor do que um – melhor ser morto do que sofrer nesta vida. Mas então, vemos que zero é maior do que um, e maior do que um menos um; é melhor nunca ter nascido do que viver neste mundo caraterizado por opressão. Em versículo seis, temos uma equação que diz que um punhado de descanso é maior do que duas mãos cheias de trabalho e o tentativo de pastorear o vento.

Em versículos 9 a 12, aprendemos que dois são melhor do que um. Eles têm recompensa por seu trabalho. Eles se oferecem assistência. Eles se mantêm morno. Eles podem lutar juntos contra seus inimigos. E três são ainda melhor do que dois – porque um cabo de três dobras não está quebrado facilmente.

E finalmente, a tabela matemática da vida de Salomão conclui com mais um “maior que” declaração: Melhor é o jovem pobre e sábio do que o rei velho e insensato, que já não se deixa admoestar. Mas no fim, não importa quem rege, porque nenhum deles receberá o respeito e a admiração da próxima geração.

Salomão aborda quatro assuntos neste capítulo – quatro aspetos da vida que fornecem ainda mais evidência de que a vida debaixo do sol é névoa, e que a olha da experiência não pode ajudar no tentativo a descobrir tudo. Mais uma vez, ele fala sobre o que ele viu:

  • Eu vi ainda todas as opressões que se fazem debaixo do sol.
  • Eu vi as lágrimas dos que foram oprimidos
  • Eu vi a violência na mão dos opressores
  • Eu vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo.
  • Eu considerei, ou, eu vi, outra vaidade debaixo do sol.
  • Eu vi todos os viventes que andam debaixo do sol…

É tudo sobre o que podemos ver, o que podemos aprender através dos nossos sentidos, através da experiência pessoal.

O que vemos e experimentamos nesta vida? Vemos a opressão e que as vítimas da opressão não têm ninguém para confortá-las. Vemos a inveja como o principal motivador por trás da luta humana pelo sucesso. Vemos a solidão e o isolamento, pessoas separadas umas das outras, indo sozinhos. E vemos que mesmo aqueles que têm poder neste mundo não são imunes a esses problemas. E o que todas essas questões têm em comum é que elas são o resultado do pecado. O catálogo de problemas que enfrentamos “debaixo do sol” é lembrete gráfico para nós de que a queda no pecado teve resultados desastrosos quando se trata da nossa vida como a imagem de Deus. O princípio matemático central da vida que Salomão nos dá é o seguinte: dois são melhores do que um, e o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.

O primeiro aspeto da vida debaixo do sol que Salomão destaque é a realidade da opressão. Salomão faz uma observação aqui; ele não está nos chamando a ir embora e iniciar a batalha contra a opressão, embora precisamos fazer isso; ele está simplesmente nos informando sobre o que é. É um fato da vida, e as coisas não mudaram nos milênios desde que Salomão escreveu estas palavras: o mundo está cheio de opressão e, em muitos aspetos, a nossa sociedade é construída sobre a opressão. Os poderosos exploram e oprimem os fracos. Os rico exploram e oprimem os pobres. A elite da sociedade oprime aqueles que estão à margem.

E o problema não é apenas a opressão. O problema é o seguinte: “Vi a violência na mão dos opressores – sem que ninguém consolasse os oprimidos.” Não é apenas que as pessoas são oprimidas, mas também elas são abandonadas por seus companheiros. Duas vezes Salomão repete esta frase, destacando esta realidade. Os oprimidos estão isolados. Eles estão sozinhos. O conforto que eles precisam é o conforto das relações, não um tipo de conforto imaterial, etéreo e teórico. A esperança sobre o futuro é importante – Salmo 94 nos mostra o tipo de esperança que os oprimidos possam ter, mesmo que eles sofram no presente.

Mas a restauração do futuro é obra de Deus. Entretanto, nós temos a responsabilidade para com os oprimidos. Eles precisam de companhia humana, e não só palavras. Alguém que pode limpar as lágrimas, não alguém que vai simplesmente oferecer banalidades e talvez uma esperança para o futuro. O fato triste é, Salomão diz, que a opressão é um fato da vida, e o sofrimento das vítimas de opressão é somente intensificado pela falta de conforto oferecido a eles.

Vivemos numa sociedade construída na opressão. Precisamos pensar seriamente sobre o que nós estamos fazendo sobre a opressão que acontece debaixo do sol. A opressão é um fato da vida debaixo do sol; é inevitável num mundo caído. Mas isso não significa que devemos ser fatalistas, pensando que o mundo não vai melhorar, e por isso ignorando a opressão, ou pior, a perpetuando.

O segundo assunto que Salomão aborda é a questão do trabalho. Geralmente nossa vida é dedicada ao trabalho – preparação, educação, treinamento, desenvolvimento de nossas habilidades – muito esforço. Mas por que? Qual é o grande motivador? Salomão faz uma declaração geral: é hipérbole, um exagero, mas é preciso. Ele vê “que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo. Também isto é vaidade e correr atrás do vento.” Rivalidade – a cobiça, a competição, querer o que não temos – muitas vezes essas são as forças motrizes no fundo da ambição humana. O trabalho foi maldito quando Adão caiu no pecado – e não é apenas a atividade do trabalho em si que foi afetada. É também a motivação por trás desse trabalho.

E novamente, as observações de Salomão sobre o trabalho poderiam ter sido escritas em nosso país no século XXI. Nossa economia é baseada na inveja. É construído em cobiça. A sociedade capitalista muitas vezes trabalha com a premissa de que “a ganância é boa” – porque a ganância mantém a economia crescente, porque cria emprego. A economia deve continuar a crescer. As empresas devem continuar a expandir. O número de clientes precisa ser ampliada. Os lucros precisam subir. A concorrência é difícil, os negócios têm pouco a ver com relacionamentos pessoais. Muitas empresas dizem que elas trabalham para ajudar as pessoas; mas quanto dessa retórica é realmente verdade? Claro, são generalizações. Mas Salomão está falando aqui em termos gerais. Há exceções. Mas elas permanecem a ser exceções, e não a regra.

Mas esse pensamento sobre a inveja que motiva o trabalho leva Salomão a pensar nalguém que não trabalha. Se é a inveja que motiva as pessoas a trabalhar e a buscar sucesso no trabalho e nos negócios, talvez seja melhor não trabalhar? Fique fora da corrida da vida, evite esse mundo competitivo completamente? Mas isso não é uma opção. O homem que não trabalha fica sozinho, sem fazer nada, e acaba consumir sua própria carne. Se um homem não trabalha, ele não deve comer, conforme o apóstolo Paulo. Este homem tolo não cuida de si mesmo, e o sofrimento solitário dele é completamente auto-infligido.

Mas, como sempre, existem dois extremos. Há o homem preguiçoso, por um lado. Mas, por outro lado, há o homem viciado ao trabalho. Ele não tem outro, nem filho nem irmão, mas não há fim para seu trabalho. Ele trabalha, ele sucede, ele prospera. Ele trabalha mais, ele continua a desfrutar sucesso, e a sua renda cresce. O trabalho consome a sua vida. E ele nunca chega no ponto onde ele diz, “Eu já tenho o suficiente,” e isso nunca vai acontecer, porque nunca será suficiente. Mas ele nunca pára para se perguntar: “Por que estou fazendo isso? Quem se beneficia disso? Qual é o ponto, de verdade?” Como o pobre tolo, que consume sua própria carne, ele está completamente sozinho. Parece que ele tem tudo, mas ele não tem ninguem com quem ele pode compartilhar. E isso também, Salomão diz, é vaidade – um negócio maligno e infeliz.

E isso leva Salomão a considerar a verdadeira natureza de companheirismo. Poderia ser o casamento, poderia ser a amizade. Inclui membros numa comunidade de cuidados. E é aqui que podemos ver todos os quatro pontos neste capítulo juntos. Os oprimidos estão sozinhos – eles não têm outra pessoa para confortâ-los. O trabalho invejável do trabalhador não tem nada a ver com a construção de relacionamentos ou o desenvolvimento de comunidade – e totalmente focado nele mesmos. O tolo preguiçoso não é diferente – uma única diferença entre ele e o homem viciado em trabalho é que ele está ocioso, e o homem viciado em trabalho está ocupado. Os dois são igualmente solitários.

Então, Salomão faz uma pausa para considerar os benefícios da comunidade, a benção dos relacionamentos. Falando praticamente, dois são melhores do que um. Eles podem ajudar um ao outro em momentos de necessidade; eles podem aquecer um ao outro numa noite fria; e juntos eles podem ficar firmes contra qualquer inimigo com o qual eles são enfrentados. Quanto ao indivíduo solitário, “Aí, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante.” E numa noite fria, como ele vai se aquecer? E finalmente, se ele é assaltado por ladrões na estrada, ele tem grandes problemas, porque não tem ninguém que poderia ajudar.

Somos criados para viver em comunidade, em comunhão, comunhão com outros. Essa é uma grande parte do que significa ser criado na imagem de Deus. O Deus Triuno é, desde eternidade, uma comunidade perfeita e amorosa – Pai, Filho, e Espírito Santo. Os comentaristas antigos explicaram que este “cordão de três dobras” representa a Trindade. Esta explicação pode ser um pouco imaginativa, mas é uma ideia que tem a ideia certa. Quando Deus criou o homem na Sua imagem, ele nos criou para viver naquele tipo de relacionamento. “Não é bom que o homem esteja só,” disse Deus, antes de criar Eva para ser o ajudante de Adão. Dois eram melhores do que um, e quando este dois produziram um terço, uma família, era ainda melhor.

Mas quando Adão e Eva caíram, a verdadeira comunidade desmoronou. Adão e Eva se esconderam, mesmo quando se esconderam de Deus. Pouco tempo depois, a inveja levou Caim a assassinar seu irmão Abel. A arrogância e o egoísmo levaram Lameque a se vangloriar do seu próprio poder, e ele se mostrou ser guerreiro arrogante. A sociedade humana foi fraturada. Os seres humanos que foram criados para viver em comunidade uns com os outros foram separados e isolados.

O problema abrangente da vida que Salomão observe aqui é a alienação. Nosso pecado nos aliena das pessoas com as quais devemos compartilhar a vida, porque somos criados para viver em comunidade. A ganância aliena o oprimido do opressor. A apatia e a falta de cuidado leva a homem ao lado a permanecer alienado dos oprimidos. A inveja no mundo do trabalho leva à alienação entre empregadores e funcionários, entre interesses comerciais concorrentes, entre comprador e vendedor. O ídolo de trabalho leva à alienação – da família, dos amigos, dos irmãos na igreja. Quando o trabalho se torna o todo e o fim da vida, os relacionamentos se encontram praticamente no segundo lugar na vida. Recusar trabalhar leva à alienação, quando o homem preguiçoso se retira da sociedade e nem cuida de si mesmo ou dos outros como deveria.

Na sociedade ocidental, à alienação é comum e a solidão é epidêmico, e quando a riqueza de uma sociedade cresce, este problema cresce também. E o fato é que muitas vezes a solidão é auto-infligida, e não a culpa dos outros. No mundo marcado pelo pecado, os relacionamentos exigem esforça. Eles exigem sacrifício. Dois são melhores do que um, e o número de casamentos que acontecem cada ano mostra que as pessoas ainda têm alguma compreensão desse fato.

Mas o número de divórcios que acontecem mostra que a natureza dos relacionamentos, o auto-sacrifício que é necessário, não é aceita ou compreendida. Três são melhor do que dois – mas as taxas da natalidade estão caindo, mesmo entre os cristãos, uma vez que as pessoas não vêem of filhos como uma bênção, mas como um fardo. Manter um casamento forte exige trabalho. Construir uma amizade forte exige esforço. Viver a vida como membro ativo da comunidade da aliança, a Igreja, exige trabalho. Criar filhos – trabalho. Mas o egoísmo pecaminoso diz que é difícil demais, que exige esforço demais. Então toda a sociedade paga o preço.

Para superar à alienação que é endêmica no mundo pecaminoso, precisamos sair da nossa zona de conforto – quando providenciamos consolo e amizade a alguém que precisa mas não pode oferecer nada em troca, ou quando precisamos deixar outras coisas – sucesso finceiro, tempo para mim, o meu espaço pessoal, ou qualquer outra coisas. “Melhor é um punhado de descanso do que ambas as mãos cheias de trabalho e correr atrás do vento.” Mas essa não é o descanso da inatividade, mas trabalho razoável e razoavelmente motivado.

Martin Lutero disse: “É melhor estar em associação com os outros e apreciar coisas comuns do que ser avarento solitário que só se preocupa com si mesmo e agarra coisas só para si mesmo. Na comunidade há ajuda mútua, trabalho comum, e consolo comum.”

Em todo o mundo, muitas pessoas estão buscando estabelecer conexões com outras. Fomos feitos por isso. O mundo incrédulo entende, inerentemente, que fomos criados para viver em comunidade – mas muitas vezes o mundo procura esta comunidade em maneiras que não são nem saudáveis nem reais. Muita gente procuram criar conexões através de uma falsa intimidade – por meio do sexo sem compromisso, confundindo a luxúria com o amor, e o prazer físico com o verdadeiro prazer da intimidade real, a intimidade que podemos encontrar dentro dos relacionamentos ordenados por Deus. A solidão leva a uma busca desesperada e auto-centrada destas conexões. Vemos a criação de novas tribos, baseadas em interesses comuns e paixões compartilhadas. Especialmente entre a geração mais jovem, as tentativas são feitas para se conformar com um determinado grupo para serem aceitas – porque além desta conformidade, existe somente alienação. E, ironicamente, as pessoas alienadas encontram outras pessoas alienadas, e eles formam uma ligação comum na sua alienação.

Debaixo do sol, vemos uma prevalência de relacionamentos quebrados e distorcidos; vemos a solidão. Vemos o individualismo. Vemos homens poderosos que oprimem os fracos e os vulneráveis. Vemos pessoas tentando desesperadamente a encontrar significado no seu trabalho. Vemos pessoas que abandonam os relacionamentos deliberadamente, porque quando nós podemos internalizar a filosofia de individualism, nós podemos reduzir o dor relacional, e maximizar o poder pessoal.

Mas somente em Cristo esta alienação pode ser superada. Quando olhamos à vida de Jesus, nós vemos o máximo em alienação em ação. Ele veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Os irmãos dEle pensaram que Ele estava louco. Os discípulos não poderiam lhe proporcionar consolo na hora de necessidade mais profunda. E então, quando Ele era o mais sozinho, os discípulos o abandonaram. E finalmente, na cruz, a alienação se tornou completa – presa entre o céu e a terra, Ele foi alienado do Seu Pai, e do povo que Ele veio para salvar.

Mas Ele fez tudo isso para que ele pudesse trazer a reconciliação no lugar da alienação. Por meio dEle, o Pai reconciliou consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus. Ele veio para consertar o que tem sido quebrado, para nos restaurar ao nosso lugar certo como a imagem de Deus na criação. E por causa do que Ele realizou, podemos ter comunhão – verdadeira comunhão – nossa alienação removida. E podemos experimentar a verdadeira comunhão, um com os outros, por causa da comunhão que temos com o Pai, através de Jesus Cristo.

As palavras de Salomão são muito sábias. Ele nos lembra das verdades difíceis da vida – que a vida é, em muitas maneiras, caraterizada por sofrimento, e que o sofrimento é muitas vezes causado pelo fato que a verdadeira comunhão não existe. E a verdadeira comunhão é rara porque o egoismo e auto-interesse são as atitudes que motivam a humanidade, aparte da renovação do Espírito Santo. Vivendo no outro lado da cruz, podemos ver com muito mais clareza que Salomão que esta existência sombria, esta visão do mundo tão triste, não é tudo. A restauração foi feito, e os seres humanos podem ser participantes naquela restauração, por fé em Cristo.

Em vez de oprimirmos os outros, ou participarmos de sua opressão, cúmplices nesta opressão, podemos dar consolo e o verdadeiro alívio. Em vez de trabalharmos com espírito de inveja e ganância, podemos trabalhar para a glória de Deus, em benefício de nossos próximos. Em vez de pensarmos em sucesso em termos competitivos ou financeiros, precisamos pensar em sucesso em termos de relacionamentos – e isso é a verdade, não importa o trabalho que fazemos ou do tipo de negócio nós temos. Ao invés de ser isolados, indivíduos cercados por muitos outros indivíduos desconectados, podemos ser parte de uma comunidade verdadeira, uma comunidade de amor, apoio, e comunhão.

E se tudo isso parece uma ilusão, ou sonho, subestimamos o poder do Espírito Santo. É fácil fazer desculpas para nós mesmos, se não fazemos estas coisas, se não vivemos nesta maneira. Não podemos negar o fato que é uma luta para nós superar alienação e desenvolver uma comunidade verdadeira. Mas este é o nosso chamado, é para isso que fomos feitos, e se confiarmos no Senhor Jesus Cristo, Ele providenciará o que precisamos para cumprir o chamado que nos recebemos.

Nós fomos alienados de Deus Pai por causa de nosso egoísmo, nosso pecado, nossa rebelião. Mas fomos reconciliados com Ele, através da cruz de Cristo. E porque não somos mais alienados dele, não devemos nos alienar uns dos outros. As boas novas são boas novas no tempo, e na eternidade. Hoje podemos desfrutar, e nalguns casos, talvez devêssemos aprender a apreciar, porque não vem naturalmente – a verdadeira comunhão com os outros. É um antegozo do céu. É uma prévia do que está por vir. Enquanto esperamos este dia, quando viveremos em perfeita comunhão com Deus e com nossos irmãos na glória, precisamos nos esforçar, na fé, para ser quem somos: pessoas que estão sendo restauradas à imagem de Deus, vivendo na verdadeira comunhão, uma vida que vale a pena viver.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.