Sermão preparado pelo pastor Marcel Tavares
Leitura: Mateus 16.13-20; 18.15-20; 1Coríntios 5.1-6Leitura: Mateus 16.13-20; 18.15-20; 1Coríntios 5.1-6
Texto: Dia do Senhor 31

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus,

Certo homem tinha uma bela mansão(um palácio). Ele havia construído essa mansão com muito trabalho. As pessoas da cidade sabiam como este homem havia crescido numa família bem simples (humilde). Ninguém poderia acreditar como ele havia conseguido construir aquele lindo prédio. Foi tanto trabalho que poderiamos dizer que aquele homem havia “dado o seu sangue” pela sua mansão.

Nesta mansão também havia muitos funcionários. Eram pessoas de várias línguas, raças, povos diferentes. Todos esses funcionários tinham o mesmo padrão de roupa. Ninguém poderia estar ali com uma roupa diferente. O padrão das roupas foi determinado pelo dono daquela mansão. Eram roupas muito brancas e lindas.

Todos estes funcionários tinham responsabilidades dentro desta mansão. Mas havia funcionários com mais responsabilidades do que os outros, estes eram os mordomos da casa.

Certo tempo depois de haver construido aquela mansão, aquele homem disse aos seus funcionários que precisava viajar por algum tempo. Ele deixou as chaves da casa com seus mordomos e deu alguns mandamentos a todos os funcionários. Ele disse: Cuidem da minha casa! Trabalhem com a roupa limpa! Lavem-se antes de se assentarem na mesa das refeições. Cortem os galhos bravos no jardim! Não deixem a erva daninha crescer no jardim. Não deixem o estranho se assentar na minha Mesa! Finalmente disse aos mordomos que eles poderiam abrir a porta da casa e colocar para fora dela aqueles funcionário rebelde as suas ordens. Também poderiam aceitar novos funcionários, desde que estes obedecessem as regras. Todas as ordens ele deixou registrado num livro.

Então, os mordomos e também os demais funcionários fizeram um juramento(voto) diante do dono, dizendo que executariam tudo conforme havia sido prescrito.  Mas passados alguns anos os funcionários começaram a relaxar daquelas ordens. Alguns sujaram a sua roupa  e não queriam mais lavá-las. O jardim ficou mal cuidado e os galhos mais bravos começaram a se desenvolver. Havia pessoas sem banho, com as mãos sujas, assentadas na mesa da refeição. Os bons funcionários e os mordomos ficavam só olhando aquelas coisas acontecerem, mas não faziam nada. Não tinham coragem. Outros tinham mais coragem e amorosamente diziam aos sujos: __Ei! Você precisa se limpar! E também você precisa fazer os seus trabalhos nesta casa!  Então, o outro dizia:_Não fale da minha vida! Tome conta da sua!

Mas, vamos nos lembrar. Quais foram as ordens do dono da casa? E as chaves que ele entregou? O dono não havia dito aos mordomos para abrirem a porta e colocarem para fora os funcionários desobedientes (os incorrigiveis)?
Perceba, se isto não for feito, o que o dono da casa fará quando voltar? Ele colocará os rebeldes para fora. Ele também vai pedir contas aos mordomos daquela mansão: Por que vocês foram negligentes no seu serviço?

Queridos irmãos e irmãs, como vocês já devem ter percebido, a mansão pode ser comparada com uma Igreja. As pessoas na igreja são os funcionários. Alguns funcionários receberam mais responsabilidades (os Presbíteros na Igreja, incluindo o Ministro, o diácono). Outros receberam responsabilidades menores.

Aqueles que receberam mais, serão mais cobrados. Aqueles que receberam menos, serão menos cobrados. Mas uma coisa é certa, todos serão cobrados. Quando o dono da igreja, Jesus Cristo, voltar, todos sem exceção terão de prestrar contas sobre o seu serviço cristão.

O dono da Igreja requer boa ordem na sua casa. Ele requer que as roupas continuem limpas. Que os galhos sejam cortados. Que a erva daninha no campo seja tirada. Que a beleza e a pureza sejam preservadas.

Para isso, o dono da Igreja deu a  sua igreja um instrumento: as chaves. Os mordomos (presbíteros) tem uma responsabilidade maior no uso delas. Os outros funcionários (a igreja toda) coopera no uso delas.

Deus nos convida nesta manhã, a ouvirmos o que a igreja confessa sobre as chaves do reino do céus. Eu vos prego nesta manhã a palavra de Deus, que podemos resumir neste tema: Cristo concedeu as chaves do Reino do Céu a sua Igreja.

a) A finalidade destas chaves
b) A pregação como chave
c) A disciplina como chave

a) A finalidade destas chaves 

Na semana passada ouvimos quem pode e não pode vir a mesa da Santa Ceia.  Vimos que para alguém tomar o seu assento na Mesa do Senhor é necessário auto exame. Além disso os presbíteros na igreja e também os demais irmãos tem responsabilidades de não permitir com que um certo irmão(a), que está vivendo uma vida ímpia e hipócrita, participe da mesa.

As perguntas finais do Domingo 30 abrem o assunto do |Domingo 31. Neste Domingo 31 vamos que Cristo deu permissão a igreja para expulsar pessoas ímpias, pecadores impenitentes, do meio dela. Ele deu permissão para sua igreja abra e feche o reino dos céus.

As chaves que Cristo entregou para a sua igreja são: 1) a pregação do santo evangelho e a 2) disciplina cristã.

A primeira pergunta que vem até nós nesta manhã é a seguinte: Onde podemos ver estas chaves na Bíblia? Em Mateus 16. No versículo 19 Jesus fala ao Apóstolo Pedro.  O Apóstolo Pedro era como um representante entre os apóstolos. Jesus falou para Pedro estas palavras: Eu lhe darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus.

Antes de falarmos sobre o que isto significa, vamos falar do que isto não significa. Este é o texto usado pela igreja católica romana para firmar a posição do Papa como chefe da igreja. Dizem que Pedro foi o primeiro Papa, e depois deixou sucessores.

Mas este uso é um equívoco. Pedro não deixou nenhum sucessor. Os apóstolos funcionavam como um colégio. Não havia hierarquia. O Apóstolo Pedro não era um Super Apóstolo. Ele só se manteve apóstolo pela graça de Cristo. Você lembra o que aconteceu com Pedro depois destas palavras: Ele negou a Cristo três vezes, mas foi absolvido. Depois disso, lá no livro de Gálatas, Pedro foi exortado pelo Apóstolo Paulo. Pedro não estava mostrando o erro daqueles que diziam que os gentios deveriam guardar as leis de Moisés.

Cristo fala estas palavras para Pedro em Mateus 16 dando autoridade não para um Apóstolo, mas para o colégio apostólico. Podemos dizer que os Apóstolos estavam sendo ativados como os mordomos da igreja naquele momento. Então, os Apóstolos deveriam usar as chaves conforme a ordenança de Cristo.

As chaves servem para isto: ligar (abrir) e desligar (fechar) pessoas do reino do céu. A palavra ligar aqui, que aparece junto com as chaves, é novamente usada em Mateus 18.18. Esse é sem dúvida o texto mais conhecido sobre a disciplina cristã. Ali o Senhor Jesus está colocando as chaves na mão da igreja (veja versículo 17) e versículo 18: Digo-lhes a verdade: Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado no céu.

Novamente, a igreja aqui tem como mordomos os Apóstolos.

Então, as chaves não estão nas mãos do Papa lá em Roma, mas sim, nas igrejas fundamentadas no ensino dos apóstolos.

Por que é necessário o uso destas chaves? Hoje em dia este assunto parece ser algo muito negativo. Exortar alguém? Isto é tão dificil! Expulsar alguém? É mais difícil ainda. Nós pensamos assim, porque temos a tendencia de irmos com o mundo. No mundo cada um vive a sua vida. Mas na igreja, somos um corpo. Temos responsabilidades uns para com os outros. Às vezes terei que falar alguma coisa que uma outra pessoa não vai gostar. Em meus sentimentos eu não quero e nem gosto de contrariar alguém. Porém, como um cristão, eu devo aprender a colocar os meus sentimentos não acima, nem ao lado da Palavra de Deus, mas em baixo dela.

O uso das chaves tem a finalidade de glorificar a Deus. O uso dela é feito para a glória de Cristo!

E como eu o glorifico por meio das chaves? O uso das chaves mantem a pureza da igreja. Previne escândalos dentro e fora da igreja. Preserva o nome de Deus de ser blasfemado dentro e fora. Previne que os sacramentos sejam profanados. Alerta o pecador impeninente de que deve se arrepender dos seus pecados. As chaves abrem o reino do céu para as ovelhas de Cristo e fecham para os bodes e cabritos não entrarem no reino.
A primeira chave é a pregação da Palavra e isto nos leva ao segundo ponto.

b) A pregação como chave

Podemos ler como o reino do céu se abriu pela pregação da palavra lá em Atos 2. Pedro pregou seu sermão para milhares de judeus. Depois de ouvirem o sermão, alguns judeus perguntaram: o que faremos? Pedro então disse: arrependam-se. No versículo 41 podemos ler que eles aceitaram a mensagem e foram batizados havendo um acrescimo de 3000 pessoas. Você consegue perceber? O reino dos céus se abriu para mais 3000 pessoas.

Mas um pouco a frente no mesmo livro podemos ver o centurião Cornélio (Atos 10) e como ele e a casa dele ouviram a pregação e a receberam em seus corações. O carcereiro de Filipos e sua família também ouviram a pregação e também entraram no reino dos céu. E assim muitos mais entraram no reino dos céus, pela pregação, desde a Judeia até o coração do Império Romano, a cidade de Roma.

Quando o Ministro da Palavra prega fielmente o seu sermão, é o próprio Deus falando ao seu povo. Naquele momento o reino do céu está se abrindo para os que creem e se fechando para os incrédulos. Sempre há dois resultados quando um Ministro, legitimamente chamado, que faz o seu trabalho fielmente, prega o seu sermão: ou corações se abrem, ou corações se endurecem. A Palavra de Deus nunca volta vazia. Veja o que está escrito em Isaías 55.10-11(ler).

Eu conheci um certo homem, na igreja reformada, que fazia o seguinte após sair do culto e ir para casa: Ele reunia a esposa e filhos para falar sobre o sermão. Ele falava mal das pregações e ficava batendo contra certos pontinhos que não faziam parte do assunto principal do sermão. Ele torcia o sermão. Era evidente que ele não dava crédito a pregação. Ele não era honesto com o pastor. Ele tinha que levar suas dúvidas ao pastor. Tinha que levar as respostas a sua família. Mas ele não o fazia. Era alguém orgulhoso.

A cada domingo, após ter ouvido dois sermões, este homem ia se endurecendo mais e mais. E onde ele está hoje? Hoje em dia este homem não está mais na igreja.  Ele, sua esposa e filhos estão fora dela. Foram excomungados. Esse homem havia causado muitos estragos na igreja. Hoje ele não crê mais em nada. Céu e inferno, pouco importa para ele.  Apenas um dos filhos permaneceu na igreja. Ele se tornou futuramente um Ministro da Palavra. Ele trabalha fielmente para a glória de Cristo.

A pregação da palavra é uma das chaves do reino do céu. Todas as vezes que estamos ouvindo a pregação, Deus promete perdão em Cristo para os que creem; Mas para os que não creem, Deus está prometendo ira e juízo eterno enquanto não se converterem.
A outra chave do reino do céu é a disciplina cristã. Isto nos leva ao último ponto.

c)A disciplina como chave

Esse terceiro ponto não é um assunto muito popular. Mas é um assunto que confessamos como igreja de Cristo. Na Confissão Belga, artigo 29, a disciplina cristã é uma das marcas da verdadeira igreja.

O regimento das Igrejas Reformadas do Brasil reserva 11 artigos para falar sobre a disciplina cristã [17% do conteúdo do Regimento](Artigos 55-65, páginas 463-466 no Hinário). As formas para ordenação de Ministros e Presbíteros também falam sobre a disciplina cristã. Quando os ministros e presbíteros são ordenados eles fazem um juramento de que vão exercer a disciplina cristã.

O que eles prometem? Eles prometem (citação da forma): visitar, confortar, instruir, admoestar aqueles que não se comportam conforme o Evangelho, usando a Palavra de Deus. Exercer a disciplina cristã de acordo com a ordem de Cristo, contra aqueles que se mostram incrédulos e ímpios, recusando-se a se arrepende-se. Zelar para que os sacramentos não sejam profanados por ninguém.

Na carta de chamado que esta igreja enviou ao novo pastor, entre outras coisas, a igreja também pediu para o pastor fazer algo em relação a disciplina cristã: Referente a disciplina: exerça fielmente a disciplina cristã através de visitas domiciliares e ajudando os Presbíteros nos casos de disciplina.

Qual é a base para isto? A Bíblia! A Bíblia é cheia de exemplos sobre a disciplina cristã, tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento. No Antigo Testamento o pecador impeninente recebia como excomunhão a morte. Alguém não era excomungado e saía de Israel, não, aquela pessoa era julgada e era morta.  Números 15.30 (mas vamos ler desde o versículo 28 até 31). Também abra em Deuteronômio 17.12-13. Disciplina na igreja é um assunto muito sério. Um assunto de vida ou morte.

E o Novo Testamento? No Novo Testamento a igreja ganha o mundo. Apesar disso, a disciplina cristã não foi abolida. O pecador impeninente não é morto como  em Israel. Mas ainda assim a essencia disso é preservada na excomunhão. Alguém que era expulso da igreja era expulso do reino de Deus. Isto não é o mesmo que receber a morte?

Em 1Coríntios 5.1-2 (ler) temos o exemplo mais conhecido de excomunhão. Ao ser excomungado tal pessoa era entregue a Satanás como último rémedio (versículo 5). Por que a disciplina cristã é necessária conforme este texto? Veja versículos 6-8.

Em Mateus 18 temos a maneira cristã de se realizar a disciplina. Temos ali os passos e o objetivo da disciplina cristã. Primeiramente vemos o amor de Deus no versícilo 14 (ler). Daí, então o texto começa a falar quais são os passos da disciplina.

Quais são os passos? No versículo 15 temos o primeiro passo(ler). O nível aqui é particular. Pessoa para pessoa. Um irmão vai falar com o outro sobre aquele pecado. Ele vai mostrar o que a Palavra de Deus diz sobre aquele pecado. Ele talvez vai falar como as pregações já falaram contra aquele pecado. A disciplina não é do irmão, é do Senhor.

Quantas vezes a pessoa vai falar com aquele irmão em pecado? Ele vai falar várias vezes falar com ele. Ninguém mais saberá do pecado daquele irmão. A questão fica em segredo ainda. Ainda não é legítimo expor a situação do irmão ou irmã para outro.

Se aquela pessoa que anda no caminho errado, ouvir a exortação e se arrepender, então o processo termina ali. O irmão ou irmã foi ganho. Ninguém precisa saber o que aconteceu. Mas se a situação não se resolver depois de várias admoestações, então mais uma ou duas pessoas serão agora envolvidas. Novamente os mesmos passos serão dados. Esse segundo momento, quando uma outra pessoa é envolvida, está no versículo 16. Esse segundo passo tem por base Deuteronômio 19.15 (ler). Mais uma vez, se aquela pessoa que anda no caminho errado, ouvir a exortação destes irmãos e se arrepender, então o processo termina ali. Esses irmãos não tem que contar o que aconteceu para outros.

Mas se a situação não se resolver, então finalmente o caso será levado aos presbíteros da igreja. Agora, o conselho também é envolvido. Os presbíteros vão exortar aquela pessoa.

Se ele(a) não ouvir, então será afastado da Santa Ceia. Se depois de muitas exortações ele(ela) ainda continuar em seus pecados, mesmo depois de estar afastado da Ceia, toda a igreja agora saberá que existe alguém em pecado. O presbítero ou ministro dirá que foram feitas várias tentativas mas certa pessoa continua em seus pecados. Os mandamentos contra os quais esta pessoa está contra serão enumerados. O nome da pessoa não será revelado naquele momento. A igreja será convidada a orar por esta pessoa.

Se depois disso, esta pessoa se recusar a ouvir as admoestações, então agora seu nome será apresentado ao concílio. Uma reuniões com mais homens sábios. Lá no concílio outros irmãos verificarão se o conselho da igreja está sendo justo com o irmão. Eles vão perguntar quantas visitas foram feitas. Se for verificado que tudo está sendo feito conforme a ordem dada por Cristo, então o conselho da igreja será aconselhado a continuar com o processo de disciplina.

Neste momento o Ministro ou um Presbítero irá revelar o nome deste irmão ou irmã para toda a igreja. A igreja será encorajada a buscar este irmão ou irmã para tentar ganhá-lho novamente. Todos irão orar por esta pessoa.

Se ainda assim o irmão se mantiver endurecido. Novamente o seu nome será levado a concílio para que o conselho da igreja busque mais conselhos por parte da sabedoria de outros oficiais. Se for verificado que é necessário continuar com o processo, então o ministro ou presbítero anunciarão para a igreja a data quando este irmão ou irmã será desligado da igreja e do reino dos céu.

Note uma coisa, quando todo o processo é feito em fidelidade com a Palavra de Deus, não acontece só uma excomunhão daquela pessoa daquela igreja . A pessoa é excomungada do Reino do Céu. Ela não pode dizer que vai para outra igreja e lá vai começar tudo de novo. Essa pessoa foi considerada como um gentio e publicado. Ela foi entregue a Satanás como um último recurso. Para que por meio do sofrimento, possa acordar de sua embriaguês espiritual. Esse é um dos momentos mais tristes para uma igreja, mas ao mesmo tempo é necessário. Isto fica como um alerta para toda a igreja, especialmente para aqueles que andam com um pé na igreja e o outro no mundo. Fazer parte da igreja de Cristo é algo muito sério.

Todos temos responsabilidades.
Mas e quando a pessoa se arrepende e deseja voltar? A igreja pode receber esta pessoa novamente? Sim, quando realmente prometerem e demonstrarem verdadeiro arrependimento.

Nós falamos daquele jovem em 1Coríntios 5. Os coríntios ouviram a exortação do Apóstolo Paulo e colocaram em prática a disciplina eclesiástica. Lá em 2Coríntios 2.6-8, Paulo estava readmitindo alguém na comunhão da igreja. Levou um certo tempo desde a primeira carta, então provavelmente aquele jovem havia se arrependido do seu pecado. O que ligar na terra é ligado nos céus o que desligar na terra é desligado nos céus. Essa é a chave da disciplina que Cristo deixou com a sua igreja.

Portanto, irmãos e irmãs, as chaves do reino de Deus devem ser usadas porque é um mandamento do dono da igreja, Cristo. Ele é o dono daquela mansão. Quando ela é usada fielmente, é para a glória dele.  Quando não usadas a igreja vira uma bagunça. Igrejas que não usam estas chaves tem muitos problemas. Ao invés de se tornarem um lugar de refúgio, acabam se tornando um lugar para onde as pessoas não querem ir. Para que vou para a igreja, se vejo todos aqueles pecados aqui do lado de fora? (alguém pode pensar). A disciplina cristã é marca da verdadeira igreja. Cristo se encontrará com uma igreja santa quando ele voltar. Portanto, eis aí um dos meios que Cristo tem usado para esta santificação. Amém!

___________________________________________________________________________________________________

* Exceto onde o contrário esteja explícito, todos os conteúdos deste site estão licenciados sob uma Licença Creative Commons “Atribuição – Não Comercial – Sem Derivados 3.0 Não Adaptada“.

** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

Pr. Marcel Tavares

Pastor na Igreja Reformada do Brasil Maranata, em Unaí-MG. Bacharel em divindade pelo Instituto João Calvino.