Pr. Julius VanSpronsen

Leitura: Apocalipse 20.11-15

Texto: Dia do Senhor 04

 

Salmos 5 e 130

Amada Igreja do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo,

A mensagem da justiça e da santidade do SENHOR é difícil de ouvir, porque nos deixa envergonhados quanto aos nossos pecados. Muitos que se dizem cristãos quase não pensam no juízo de Deus e até acham que é muito chato falar sobre a ira de Deus contra pecados. Ouvimos que não é bom falar demais sobre o juízo de Deus, porque esse falar incita pavor – quem gosta de falar sobre o sofrimento eterno dos ímpios? Há pessoas que não suportam falar em inferno, e argumentam que ninguém vai sofrer eternamente. Mas somos orientados pela palavra do SENHOR – o catecismo só repete o que a Bíblia diz e, sendo cristãos, é importante examinarmos este ensino e aprendermos sobre a verdadeira natureza de Deus. O que Deus revela sobre o juízo dos ímpios e dos que não confessam Cristo? O que vai acontecer aos que negam a Deus e recusam andar na salvação que Cristo obteve? Talvez seja melhor perguntar: O que merecemos por causa dos nossos pecados? A nossa Confissão de fé nos fala da natureza Santa de Deus, da sua Justiça, da sua Majestade! Os que entendem a natureza de Deus, também têm condições de entenderem o trabalho de Cristo e a imensidade da graça de Deus. Prego o evangelho sob este tema:

Tema: Deus revela que pune os pecadores que não se arrependem.

Vemos que:

  • 1. A punição é justa.
  • 2. A punição é necessária
  • 3. A punição será realizada.

1. A punição é justa

Como podemos distinguir entre um juiz justo e um juiz injusto? O que significa ser justo? A primeira pergunta do catecismo é importante: “Deus age injustamente com o homem ao exigir em Sua Lei aquilo que o homem não consegue cumprir?” Aos olhos do mundo, o entendimento da palavra “justo” está sempre mudando – o governo tem que adaptar as leis para servirem à capacidade do povo; o governo não pode cobrar aquilo que o povo não pode fazer. Então, aos olhos do mundo, não devemos falar sobre uma verdade absoluta, mas devemos adaptar as nossas exigências conforme as nossas capacidades. Este entendimento está por trás da primeira pergunta do catecismo – por que Deus não mudou as exigências depois da queda, uma vez que o homem não era capaz de realizá-las? De vez em quando, ficamos envergonhados quando explicamos que Deus exige perfeição de todo homem, e pessoas nos perguntam: “Como é que podem adorar um Deus tão cheio de ódio?” Elas dizem que Deus não age justamente. “Em primeiro lugar, Deus diz que não há nada que podemos fazer em favor da nossa salvação [dizem elas], porque as nossas naturezas são pecaminosas, depois diz que vai nos castigar, porque não podemos fazer nada corretamente.” “Isso tem sentido?”. Questionam.

Talvez até pensem assim: “Nós não esperamos que um pastor tenha capacidade de construir uma casa; nós não esperamos que uma criança faça aquilo que só adultos sabem fazer; nós não podemos exigir das pessoas, coisas que nunca aprenderam como fazer… então, por que Deus não pode ser mais parecido conosco e exige apenas aquilo que podemos conseguir cumprir?”. Essas pessoas acusam Deus de cometer uma injustiça. E o catecismo apresenta essa acusação na forma de uma pergunta: “Deus não age injustamente em manter as exigências da criação, uma vez que somos tão diferentes depois da queda?”

A resposta à pergunta é bem simples, e para entendê-la, podemos pensar em uma ilustração. Imagine que você recebeu uma herança grande e você decidiu construir uma casa para passar os últimos anos da sua vida. Sendo uma pessoa misericordiosa, você decide ajudar um necessitado, e chama um rapaz pobre para construir a sua casa. Então escolhe um rapaz que não tem dinheiro e não tem nenhuma noção de como construir uma casa. Você paga pela educação dele; você paga pelo ensino técnico nas melhores escolas; você prepara a planta para a construção da sua casa e compra todas as ferramentas que precisará. Você também emprega vários pedreiros para acompanhar o rapaz durante o projeto. Então você compra todos os materiais necessários – a madeira, os tijolos, o ferro, as telhas, as portas, as janelas, o cimento… tudo! Finalmente, você faz um contrato com o rapaz pobre e começa a lhe pagar um salário muito generoso. Tudo está pronto, e ele não pode imaginar nenhum detalhe que foi esquecido… ele não tem nenhuma desculpa para não iniciar a obra. Agora imagine que, um dia, ao se aproximar da sua propriedade, você se encontra com o rapaz e ele está zombando de você de forma rebelde e maldizendo o seu nome. Ao falar com ele, você descobre que ele afugentou os outros trabalhadores, queimou e destruiu todos os materiais da construção, poluiu o terreno, e usou todo o dinheiro que você lhe deu; ele comprou drogas e fica tão intoxicado a ponto de esquecer tudo o que aprendeu.

O homem justo pode demitir aquela pessoa do serviço? Seria justo? Um juiz mundano declararia que você estava agindo injustamente se demitisse aquele rapaz? É lógico que não! O rapaz tinha tudo o que era necessário, você nunca cobrou mais do que aquilo que ele era capaz de fazer, então, quando ele se privou desses benefícios, você não seria injusto em demiti-lo. Esta ilustração mostra a nossa situação – isso é o que a resposta diz no catecismo. Deus não age injustamente com o homem ao exigir em sua Lei aquilo que o homem não consegue cumprir! “Pois Deus criou o homem de tal forma que ele era capaz de cumpri-la. Mas, o homem, sob a instigação do diabo, em desobediência deliberada, privou a si mesmo e a todos os seus descendentes destes dons”. Mas a nossa situação é muito mais séria do que a situação do rapaz que não construiu a casa, porque nós nos posicionamos contra o Criador Todo-Poderoso que nos criou perfeitos. Ele nos concedeu dons excelentes… tudo de que precisávamos. E não foi só que perdemos esses dons, mas, de forma deliberada, jogamo-los fora para incitar a ira de Deus e para quebrar o nosso relacionamento com Ele. Não tem como negar o fato – merecemos a ira eterna de Deus – até aos olhos dos homens, nessa situação é blasfêmia acusar Deus de ter cometido injustiça.

É lógico, é claro, e temos que concluir que Deus não age injustamente com o homem ao puni-lo por causa dos seus pecados. Talvez possamos admitir esse fato, mas surgem mais perguntas nas nossas mentes – e ainda há pessoas que persistem nas suas perguntas – “Mas esse julgamento ainda é necessário?” É bem verdade que merecemos a punição, mas Deus não pode mudar um pouco? Deus não pode deixar esses pecados sem castigo? A reação de Deus não é forte demais?”. Vejamos isso no segundo ponto:

2. A punição do pecado é necessária.

Os ataques contra a natureza de Deus continuam na segunda pergunta: “Se Deus é bom e misericordioso, não pode deixar os pecados impunes?”. Imagine se os pais e os professores punissem todos os pecados das suas crianças… é comum deixar pecados sem punição (não seria possível sobreviver sem essa tolerância).

O Deus de amor não pode fazer a mesma coisa? Deus tem de punir até os pecadilhos? Até mesmo aquele palavrão que falamos quando fomos frustrados; aquela mentira que dissemos para evitar complicações nos relacionamentos? Deus tem de punir todos os pecados? A resposta da Bíblia, que é resumida no catecismo da Igreja de Cristo, diz que “sim”. Deus não vai tolerar nenhum pecado na vida das suas criaturas. Por quê? A resposta se encontra no caráter de Deus. Em primeiro lugar: Deus é fiel; Deus faz o que Ele diz; Ele cumpre o que prometeu. Ele prometeu que esmagaria a serpente e assim o fez. Ele prometeu que todo aquele que não permanecesse em todas as coisas escritas no Livro da Lei para praticá-las, seria maldito (Gálatas 3.10) – e Ele não muda a sua ideia. É o caráter de Deus ser fiel à Sua palavra.

Mas, indaguemos novamente: Por que Deus falou essas palavras, então? Mais uma vez a resposta se encontra no caráter de Deus. Ele falou essas palavras porque Ele é Santo, e como cantamos em Salmo 5, Ele não pode tolerar o pecado. Se não punisse o pecado, Deus não seria Deus. Santidade pertence ao caráter de Deus; também as consequências desta santidade na punição dos pecadores pertencem ao caráter de Deus. Podemos fazer a seguinte comparação: uma carta que não tenha nenhuma palavra e não for enviada a ninguém, não é uma carta, mas um papel em branco; um quadro sem tinta não é um quadro, mas uma tela; Um Deus que não defende e preserva a Sua santidade com punição, não é o Deus fiel que é revelado nas Escrituras, mas apenas uma figura da nossa imaginação. Por isso, entendendo o caráter de Deus, confessamos que Deus tem de julgar e punir os pecadores com juízo justo agora e para sempre.

Podemos também comparar com uma situação nas nossas casas. Quando um pai decide não punir o seu filho que desobedeceu à regra da casa, a criança aprende que a regra não é tão importante, e o pai agiu contra a sua própria palavra. Uma vez que as nossas regras não refletem quem somos, e são um pouco arbitrárias, é possível permanecermos como o pai daquela família. Agora, se Deus decide não punir aquela criança que desobedeceu ao 5º mandamento, qual será a consequência disso? Uma vez que os mandamentos de Deus refletem a própria natureza d’Ele e são perfeitos, Deus seria incoerente − oscilando da verdade e infiel à sua aliança. Deus seria mentiroso e o seu Nome seria pervertido. E nós? Não teríamos nenhum fundamento nesta vida, e Deus cessaria de ser Santo! Cessaria o Ser.

A nossa cultura é bem tolerante, e todo mundo luta contra a ideia de juízo e punição tanto em suas casas e escolas quanto no governo. Poucos entendem que há uma só verdade, mas que há o bem e o mal. O mundo diz: “Deixe cada pessoa decidir sobre si mesma” – até as placas na BR (estrada) não dizem: “Proibido beber e dirigir”, mas: “Escolha não dirigir depois de beber”. O mundo está querendo acalmar qualquer oposição, repetindo as palavras e/ou expressões: “relaxe”, “durma um pouco mais”, “há paz” – e muitos cristãos estão com medo de denunciar certas práticas proibidas como homossexualidade, aborto, adultério, etc. Na hora em que alguém fala algo, os cegos do mundo respondem com raiva: “Você tem direito de falar? Quem é você? Caia fora com seu Deus triste e irado, e me apóie. É minha vida e não a sua”.

Irmãos e irmãs, abram seus olhos e vejam o que Deus revelou na Bíblia. Deus fez chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra (Gen.19.24), porque foi necessário por causa da Sua Santidade. Não deixem a pregação de tolerância os enganar; não sejam envergonhados por conta da zombaria dos que não entendem que são pecadores indignos e não querem ouvir sobre isso. Deus é Santo e Justo. Ele vai castigar o pecado cometido contra a Sua suprema majestade, com o eterno castigo do corpo e da alma (DS 4, Resp. 11). E podemos entender o evangelho, somente se entendermos que Deus é Santo.

E agora irmãos, o que Deus espera de nós? Basicamente, o mundo tem de saber que está debaixo da ira de Deus – e embora não falamos do juízo de Deus para forçar pessoas a se converterem em respeito ao seu pavor (veja Tetzel), devemos falar a verdade! Os falsos profetas do AT foram condenados, porque nunca advertiram o povo do juízo de Deus – eles falavam que tudo era tranquilo, “paz, paz” disseram. Mas Deus diz que não há paz para os malignos. O fiscalizador da água da cidade tem de relatar ao povo que a qualidade da água é má, mesmo assim ninguém gosta de ouvir isso. O médico deve informar ao paciente que o coração dele/dela não está funcionando bem, porque, se falar que tudo está bem, quando não é verdade, ele estará contribuindo para a morte dele/dela. Essas pessoas não podem ser impedidas de falar a verdade por conta de tristezas e agonia que alguém possa sentir. Assim também, o cristão não deve se omitir, mas deve advertir os seus vizinhos de que Deus vai punir os que se recusarem a se arrepender – a verdade deve ser divulgada com sabedoria. Embora não podemos dizer a alguém: “Você está indo para o inferno!”, devemos dizer: Fora de Cristo você já está condenado, portanto, arrependa-se e creia em Cristo Jesus.

Assim como falamos com os que não são membros da Igreja, também falam (os oficiais) com os que são membros. Oficiais têm as chaves do reino dos céus – eles têm uma grande responsabilidade de defender e demonstrar a santidade de Deus. Deus vai punir o pecado e o pecador que não se arrepender – Deus é Santo. Excomunhão é algo seriíssimo, e quebra os nossos corações ver alguém excomungado da Igreja! Devemos advertir uns aos outros; devemos lembrar uns aos outros que o nosso Deus é um Deus Santo; que Deus tem de punir todos os pecados por causa da Sua Santidade! Nosso Deus destruiu Sodoma e Gomorra… mas também Jerusalém. Deus não muda – não sofre nenhuma mudança no seu caráter.

Resta ainda mais uma súplica do homem que não quer abrir mão das coisas deste mundo: “Mas Deus não é também misericordioso?” Vemos isto no terceiro ponto:

3. A punição será realizada.

Agora chegamos ao coração do assunto: Qual é o relacionamento entre a justiça de Deus e a sua misericórdia? Muitos textos dizem que Deus é misericordioso. Por exemplo, Salmo 130.4 fala da redenção copiosa de Deus e o perdão dos pecados. Por que insistimos em falar sobre a justiça e punição de Deus? Como pode punir todos os pecados que cometemos, e ao mesmo tempo não pune o pecador? Será que são dois Deuses – o Deus Santo e Justo do AT e o Deus de misericórdia e amor do NT? Na verdade, há muitas igrejas que fazem esta distinção, e nos seus cânticos, sua missão e sua pregação elas não incluem o AT – querem evitar discussão sobre juízo, justiça e santidade. (Embora esta distinção não pode existir, porque podemos ver a graça do Senhor no AT e a Santidade e Justiça d’Ele no NT). Como responder? É só repetir o que a Bíblia revela sobre Deus.

Em o “Dia do Senhor 4” confessamos a “suprema majestade” de Deus. Estas palavras nos lembram que estamos num relacionamento com o Criador dos céus e da terra. Conhecemos Deus na medida em que Ele tem nos revelado em Sua Palavra, e esta palavra diz o seguinte em Êxodo 34.6-7: “SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!” A Bíblia diz que Deus é misericordioso e justo – as duas características. Podemos entender a sua misericórdia, quando entendemos a sua justiça! Não é que a misericórdia de Deus significa que Ele não pode punir e que Ele tem de abrir mão da sua justiça, não. A Deus pertence a misericórdia e a justiça, uma característica ao lado da outra.

A sua justiça nunca pode ser diminuída, e conforme as suas próprias palavras, Deus pune pecado cometido contra a Sua suprema majestade com a pena mais severa; quer dizer, com o eterno castigo do corpo e da alma. Como é que Deus pune os rebeldes? Em Mateus 25.46, Jesus explica que os que não querem glorificar o nome do Senhor na terra, “irão para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna”. O castigo de Deus envolve duas coisas: Ele se afasta destas pessoas deixando-as isoladas, mas também Ele as faz sofrer na segunda morte que é o lago de fogo (Apocalipse 20.14). Na sua justiça, Deus abandona e maldiz o homem, dando-o exatamente o que o seu coração caído sempre deseja – ser separado de Deus, agora e para sempre.

Dá para ver o juízo de Deus contra pecado já agora neste mundo. Adão e Eva foram expulsos do jardim do Éden; as nações ímpias foram destruídas, e os rebeldes do meio da nação de Israel foram exterminados. Vemos o juízo de Deus já hoje em dia, na Igreja, quando descrentes são proibidos de participar nos sacramentos da Igreja, e são excomungados da Igreja para vaguear no mundo; afastados do povo de Deus. Vemos o juízo de Deus quando Ele entrega os perversos “à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si” (Romanos 1.24). E depois de castigado na terra, há também a punição que continua depois da morte. Jesus fala seriamente sobre inferno muitas vezes, dizendo que é um lugar de escuridão, uma fornalha acesa, onde haverá choro e ranger de dentes (cf. Mateus 13.42; 22.13; 25.30). E a Bíblia mostra o terror e agonia da punição de Deus também na taça de cólera que Ele derramou sobre o seu único Filho, lá na cruz, na escuridão e no sofrimento; Deus se afastou do seu Filho. O “Dia do Senhor 4” revela o que Cristo sofreu enquanto vivia na terra, mas especialmente na cruz.

Devemos lembrar a verdade das Escrituras e o tema deste sermão: Deus revela que pune pecadores que não se arrependem. Mas, se nos arrependermos dos nossos pecados, se formos para o deserto e confessarmos os nossos pecados, qual será o nosso fim? Há mais para nós? Há uma só palavra neste “Dia do Senhor 4” que nos dá esperança – SIM! Pois Deus é verdadeiramente misericordioso. De repente, esta palavra está cheia de significados; é uma palavra muito importante. É como uma luz brilhando nas trevas; como uma cobra de bronze levantada no deserto que salvou alguns israelitas que confiaram em Deus. É como um pingo de água divina na fornalha de tristezas. E nos lançamos nesta palavra: “Misericórdia”, com todo o nosso ser. É a nossa única esperança, sim! Deus é misericordioso!

Nas semanas que vêm podemos estudar mais sobre essa misericórdia, pois, embora é claro que o Deus Justo e Santo pune todos os pecados e toda a rebeldia, Ele puniu um substituto em nosso lugar. Jesus sofreu debaixo da ira de Deus por nós, lá na cruz, e a morte d’Ele tem consequências nas nossas vidas! Em Cristo, vemos a justiça de Deus ao lado da Sua misericórdia – e todo o que nele crê não perecerá, mas terá a vida eterna (João 3.16).

Você é culpado e digno de condenação eterna por causa dos seus pecados e rebelião, mas alguém sofreu esta condenação em seu lugar – e o nome d’Ele é Jesus Cristo. Ele sofreu debaixo da ira de Deus, ele experimentou o abandonou de Deus e a agonia do inferno por você! E agora, todos os que creem n’Ele, não vão ver a punição de Deus? Não! Os cristãos vão ver só misericórdia! Como confessamos no artigo 20 da Confissão Belga: “Deus, assim, manifestou a Sua justiça contra o Seu Filho quando colocou sobre Ele as nossas iniquidades, e sobre nós, que éramos culpados e merecedores da condenação eterna, derramou a Sua bondade e misericórdia”. Deus mantém as duas características: justiça e misericórdia. Agora a igreja de Cristo pode falar de “salvação”, e nos próximos domingos podemos ouvir mais desta salvação.

No contexto do juízo e castigo de Deus contra pecadores, há uma palavra muito “doce” que nos faz querer gritar com alegria; uma palavra que enche os nossos corações com uma gratidão profunda: Misericórdia! − sem comprometer a Sua justiça. Mas, o custo desta misericórdia foi bem alto – o Seu unigênito Filho! Vamos louvar o Nome d’Ele desde agora e para sempre.

Amém.

 

___________________________________________________________________________________________________

* Exceto onde o contrário esteja explícito, todos os conteúdos deste site estão licenciados sob uma Licença Creative Commons “Atribuição – Não Comercial – Sem Derivados 3.0 Não Adaptada“.

Compartilhe!

Pr. Julius VanSpronsen

Pastor da Igreja Reformada em Surrey, Colômbia Britânica. Desde 2008, serve as Igrejas Reformadas do Brasil como plantador de igrejas. B.A. Trinity University, M.Div. Theological College of the Canadian Reformed Churches.

Leave a Comment