Pregação preparada pelo Pr. Abram de Graaf

Leitura: Lucas 15

Texto: Apocalipse 19.06-09

Queridos irmãos em Jesus Cristo,

Cristo nos revelou na narrativa do filho pródigo (Lucas 15), que haverá uma grande alegria ali no céu sobre cada pecador que se converter. Deus Pai e o seu Filho e o Espírito Santo e todos os anjos se preocupam com isso e conseqüentemente eles se alegram quando uma pessoa aqui na terra se converte.

Esta alegria continua até o fim. Esta alegria atinge o seu auge no momento final, nas bodas do Cordeiro, que é o ato final da obra da salvação de Jesus Cristo. O céu se encherá naquele momento com ondas de Aleluia, acompanhadas com o toque de tambor de fortes trovões! Naquele momento um grita ao outro: “Aleluia! Pois reina o Senhor, o nosso Deus, o todo poderoso. Regozijemo-nos! Vamos alegrar-nos e dar-lhe gloria”. Naquele momento a alegria será completa, pois todos, TODOS os escolhidos estarão presentes.

Ninguém faltará.

Assim é o plano de Deus. No plano de Deus tudo se executa devagar. Há um momento para tudo! Há um dia em que o homem ouve a verdade; e há um momento –se Deus quiser – que o homem ouve e entende a graça de Deus em toda sua verdade (Col. 1,6); E desde aquele momento o homem começa a conhecer Deus; ele começa a amar a Deus; pois o verdadeiro conhecimento vem com amor; este amor cresce “para que os homens vivam de maneira digna do Senhor e em tudo possam agrada-lo, frutificando em toda boa obra (Col. 1,10).

Por causa disso o apóstolo não parou de orar desde o dia em que eles ouviram o evangelho. Para que aqueles que ouviram, também pudessem entender, e crescer no conhecimento.

Então, irmãos, há um dia em que ouvimos o Evangelho; e há um momento em que reconhecemos que o nosso Salvador nos libertou dos nossos pecados por meio do seu sangue (Apoc. 1,6); Mas isso não é tudo, pois haverá também um dia em que as nossas roupas serão lavadas e brancas; haverá um dia em que a noiva, quer dizer a igreja de Cristo, será preparada para o Casamento do Cordeiro. Esta festa será para todos, que são libertos pelo sangue do Cordeiro; e considerando que o Cordeiro tira o pecado do mundo (João 1, 29) e que ele com seu sangue comprou para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação (Apoc. 5,9), começando em Israel até os confins da terra, podemos dizer que TODOS OS CRENTES do Antigo e do Novo Testamento estarão presentes no Casamento do Cordeiro.

Todos que foram lavados e deixaram se lavar pelo sangue de Cristo.

Encontraremos todos eles na cidade santa, a Nova Jerusalém, a cidade do noivo, que foi preparada pela noiva. Apocalipse 21 fala sobre isso. João viu o povo do Antigo Testamento e o povo do Novo Testamento reunidos na Nova Jerusalém. A Nova Jerusalém é a cidade da noiva. Ela é a noiva mesma. Pois em Apocalipse 21,9 um dos anjos disse ‘a João: “Venha, eu lhe mostrarei a noiva, a esposa do Cordeiro”. Ele o levou no Espírito a um grande e alto monte e mostrou-lhe a Cidade Santa, Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus.

A cidade mesma é a noiva. Duas metáforas se mexem aqui. A igreja de Cristo é chamada uma noiva, mas também a casa de Deus. Somos pedras vivas. A cidade santa é construída com pedras vivas e com pedras preciosas. Somos preciosos como diamantes nos olhos de Deus. Como Jesus também. Ele foi considerado inútil pelos lideres de Israel, mas Deus achou esta pedra valiosa e usou-o como pedra angular. Uma pedra preciosa. E junto com eles somos como pedras preciosas. Deus faz isso. Ele pega toda metralha do mundo para construir a cidade santa; o que é lixo para os descrentes, se tornará uma pedra preciosa para Deus.

Por causa disso lemos também que esta cidade santa desce dos céus, da parte de Deus. Deus é o arquiteto e o construtor. Ele mesmo reúne todo material que ele precisa para construir esta cidade santa. E tudo será construído conforme o seu plano. Cada crente recebe o seu lugar na construção. Haverá uma ordem espiritual, que vem de Deus. Deus conhece a nossa vida e sabe como somos úteis na construção. Ele nos dará o lugar certo.

E o resultado será uma cidade em que vive a paz. Tudo se encaixa, pois a paz de Deus governará esta cidade. O amor de Deus estará em todos. Isso une toda cidade. Uma união espiritual. Uma união, que tem o seu fundamento no sacrifício de Cristo.

Se compararmos uma cidade aqui na terra com esta Cidade Santa, aquela cidade parecerá como um lixeiro. Espiritualmente. As cidades aqui na terra são as cidades dos homens; elas são como a grande cidade Babilônia, que encontramos em Apocalipse 18. É um lugar onde se encontra todo mal do mundo. Violência, criminalidade, drogas, adultério, roubo, uma vida caótica em que as pessoas vivem sem paz. Competição, concorrência, brigas, assassinatos. É tudo isso o que enche os jornais. Por causa disso podemos dizer que as cidades na terra são os lixeiros do mundo.

A cidade de Deus será completamente diferente. João recebeu uma revelação sobre isso (Apocalipse 21, 3-4) Ele ouviu o seguinte sobre a Nova Jerusalém, “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lagrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”.

Nenhum político fala sobre isso, irmãos. Isso não está no programa dos políticos. Eles não podem resolver isso. Isso é a doença deste mundo; O pecado é o problema profundo de tudo. Tudo mundo sabe; Esta é a realidade deste mundo. Não podemos resolver isso. Não podemos criar um paraíso. Os políticos podem prometer isso, mas isso nunca acontecerá. Pois tudo isso; toda a nossa vida aqui na terra faz parte da antiga ordem. A ordem, que é dominado pelo pecado do homem. Só Deus pode mudar isso. E Ele já começou com este trabalho. Ele mandou o seu filho; e depois disso o seu Espírito; O sangue do seu filho nos lava; e o Espírito nos purifica. Ele está construindo a Cidade Santa; as pedras vivas, que são santas e preciosas entram já no céu. A construção está andando e será completa no dia em que Cristo voltar.

Uma congregação viva está ansiosa para ver este momento. Uma congregação viva não está satisfeita com o convite para o casamento, mas ela se prepara para este dia. Cada celebração da Santa Ceia é um passo a mais perto do nosso Senhor; Cada Santa Ceia nos lembra à sua vinda; Cada Santa Ceia nos lembra o alvo da morte dele: conquistar uma congregação, que é escolhida para a vida eterna. Este é o nosso destino; Esta é a nossa alegria; Esta é a nossa esperança; Junto com o Espírito dizemos: VEM! Sabemos que ele disse: SIM, VENHO EM BREVE! Cremos nisso e por causa disso terminamos com as últimas palavras da Bíblia: AMÉM! VEM, SENHOR JESUS!

Amém.

___________________________________________________________________________________________________

* Exceto onde o contrário esteja explícito, todos os conteúdos deste site estão licenciados sob uma Licença Creative Commons “Atribuição – Não Comercial – Sem Derivados 3.0 Não Adaptada“.

** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

Compartilhe!

Pr. Abram de Graaf

O pastor Abram de Graaf é “Doctorandus” (Drs) em Teologia e um dos professores do Instituto João Calvino (Aldeia, Camaragibe-PE). Ele é pastor da Igreja Reformada de Hamilton, Canadá, enviado como missionário às Igrejas Reformadas do Brasil, desde o ano 2000. É Diretor do Projeto Dordt-Brasil. Ele mora em Maceió e também desenvolve projetos nessa cidade.

Leave a Comment