Sermão preparado pelo pastor Elissandro José Vieira Rabêlo
Leitura: 1ª João 02.12-17
Texto: 1ª João 02.15-17

Amados irmãos no Nosso Senhor Jesus Cristo

Em I João 2.12-14, o apóstolo João consola os cristãos com as bênçãos que eles possuem em Cristo: perdão dos pecados, conhecimento de Deus e vitória sobre Satanás. Agora, o fato de conhecermos a Deus como Pai, termos a garantia do seu perdão e a certeza da vitória sobre Satanás não significa que temos de nos acomodar na vida cristã e baixarmos a guarda na luta contra o pecado. João está ciente disso. Por isso, logo na sequencia de sua carta, ele encoraja os cristãos a lutarem contra o pecado, não amando o mundo e nem as coisas que nele há (I João 2.15-17).

Os crentes não estão no estado de perfeição na glória, mas vivem no meio de uma batalha constante contra três inimigos declarados: a sua própria carne ou natureza pecaminosa, o mundo e Satanás. Aqui no nosso texto João destaca o inimigo da igreja a quem ele chama de “mundo”. E como apóstolo de Cristo, ele nos ordena a odiar e desprezar este inimigo, se nós desejamos agradar a Deus, nosso Pai. Ouça, portanto, a ordem de Deus para você que é um verdadeiro cristão: NÃO AME O MUNDO!

Perceba que João começa o nosso texto dizendo: “Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo” (2.15 a). Para entender este mandamento precisamos saber do seguinte: O que é “amar” o mundo? E que tipo de “mundo” Deus nos proíbe de amar? O verbo “amar” aqui usado por João traz a ideia de devotar-se inteiramente a alguém ou alguma coisa, entregar-se a algo ou alguém sem reservas, com plena satisfação e interesse. Então, João está dizendo ao crente: “Não se entregue de coração a este mundo, não busque a sua satisfação nas coisas que este mundo oferece”!

Mas que tipo de mundo Deus nos proíbe de amar aqui? É importante entender isso, pois a Bíblia usa a palavra “mundo” em vários sentidos e só um estudo cuidadoso do contexto do texto vai nos ajudar a compreender o seu verdadeiro significado. Há pelos menos três usos principais da palavra “mundo” na Bíblia: 1) A palavra “mundo” pode indicar o universo físico criado por Deus (Jo. 1.10). Nesse sentido, devemos agradecer a Deus pela criação que ele nos deu para viver e cuidar bem dela; 2) O termo “mundo” na Bíblia refere-se também, de um modo geral, a todas as pessoas que habitam no universo criado por Deus. A igreja deve mostrar compaixão pelos homens perdidos deste mundo, anunciando-lhes a Cristo e sua salvação (Jo. 3.16; I Jo.2.2; 4.10,14) e orando por todos os homens para sejam salvos e conheçam a verdade (I Tm.2.1-4).

3) Por fim, a Bíblia também usa a palavra “mundo” para identificar a humanidade caída e perdida em rebelião contra Deus e sob o domínio de Satanás. Esse tipo de mundo é caracterizado como um sistema de oposição contra Deus e a sua Palavra. Aqui podemos pensar em todos os valores, princípios e conselhos dos ímpios guiados por Satanás, os quais são contrários à vontade de Deus revelada em Sua Palavra (Jo.17.14-18; I Jo.2.15). Quanto a este mundo, a ordenança bíblica é que não o amemos, mas o odiemos na posição de filhos de Deus que querem agradar o Pai Celeste.

É esse tipo de mundo em rebelião contra Deus que João tem em mente em nosso texto e, portanto, nos ordena a não amá-lo. Pois este mundo incrédulo e rebelde não conhece a Deus nem os que são de Deus (3.1), odeia os que são de Deus (3.13) e é dominado por Satanás (5.19; 4.4). E quando João proíbe os cristãos de amar esse tipo de mundo, ele não nos está proibindo de ter compaixão dos perdidos e trabalhar pela salvação deles mediante a pregação e a oração, mas está ordenando-nos que não aprovemos e nem participemos dos valores corrompidos dos ímpios.

As coisas que há no mundo e que são contrárias à vontade de Deus devem ser rejeitadas pelos crentes. O mundo está cheio de princípios e valores distorcidos nas mais diversas áreas da sociedade. Quanto à vida familiar, o mundo afirma que o casamento não é uma coisa boa e que o divórcio é sempre a melhor opção; o mundo incentiva a praga do feminismo que distorce o papel da mulher de ser submissa ao seu marido e despreza o papel de liderança do homem sobre sua mulher e sua casa. Na área do trabalho, o conselho dos ímpios vai encorajar coisas ilícitas como a aceitação de suborno e o passar por cima dos outros para atingir, a todo custo, o seu objetivo na sua carreira profissional. Na política, o sistema corrompido do mundo é marcado por homens que se utilizam do poder público não para servir ao bem estar social dos cidadãos do país, mas para serem servidos com o uso indevido do dinheiro público. Por isso que há muitos políticos corruptos com fome de poder e dominados pela avareza.

Na cultura, Satanás sutilmente se utiliza do mundo ímpio para imprimir na mente das pessoas os seus valores pagãos através de músicas indecentes, artes obscenas e programas imorais da televisão e da Internet. Infelizmente muitas pessoas, inclusive muitos jovens, se alimentam e se deleitam nestas coisas, passando assim a desprezar os princípios da palavra de Deus e abraçar pensamentos e práticas anticristãos como homossexualismo, fornicação, desprezo à autoridade dos pais e superiores, relativismo moral, comunismo, materialismo e outros valores corrompidos.

Se você é um verdadeiro crente que ainda vive neste mundo ímpio, você não vai se deleitar e nem aprovar estas coisas. Você não precisa fugir do mundo para ser mais santo, mas você vai viver no mundo e, ao mesmo tempo, não vai se conformar com ele (Rm.12.1). Ou seja, você não vai se adequar e nem assumir a forma ou postura do mundo em áreas como vestuário, cultura, política, economia, lazer e vida familiar. Mas você vai ser diferente e viver no meio dos gentios conformando seu pensamento e sua prática de vida de acordo com o sistema de valores e princípios estabelecidos por Deus em sua Palavra. Aquele que está no Senhor não ama o mundo. Pois sua mente é renovada por Deus e ele passa a experimentar e praticar em sua vida a boa e perfeita vontade Deus, oferecendo a si mesmo como um sacrifício vivo e agradável a Deus (Rm.12.1-3). Sua devoção e entrega não será voltada para o mundo, mas para Deus a quem ele deseja honrar guardando os seus mandamentos. Portanto, quando João nos ordena a não amar o mundo, positivamente ele está dizendo: Ame somente a Deus e seja devotado totalmente a Ele.

Devemos amar somente a Deus e, de nenhum modo, ao mundo. Mas sabemos que isso nem sempre é fácil para nós cristãos. Às vezes nos pegamos com o nosso coração dividido entre Deus e o mundo. João tinha em mente pessoas assim quando escreveu sua primeira carta. É como se se ele estivesse ordenando aqueles cristãos: “Parem de amar o mundo”. João está consciente de que muitos na igreja estão caminhando no mundanismo e ele deseja pará-los. Há cristãos que se deixam levar facilmente pelas coisas do mundo. Uns são contaminados pela avareza por posses ou pela cobiça por honras humanas; outros estão bem ocupados na satisfação de seus desejos pecaminosos, sendo mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus (II Tm.3.4).

Por isso a exortação do apóstolo é urgente para todo cristão. É um mandamento para alertar a igreja a não tentar servir a dois senhores. Ser cristão é viver no mundo, mas não seguir sua postura pecaminosa e rebelde contra Deus. Precisamos ouvir e aplicar este mandamento de não amar o mundo em nossas vidas. Até os cristãos mais firmes e maduros precisam dessa exortação constantemente, pois além de viverem num mundo corrompido, eles ainda têm uma natureza pecaminosa e são tentados por Satanás.

Por que o Senhor nos deu este mandamento de não amarmos o mundo? O apóstolo João apresenta pelo menos duas razões básicas para este mandamento: 1) O amor ao mundo é incompatível com o amor a Deus, o Pai (15b, 16); 2) o amor ao mundo é passageiro em contraste com a eternidade de Deus e dos que fazem a sua vontade (17).

1) O amor ao mundo é incompatível com o amor a Deus, o Pai (15b, 16): “Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (2.15b). A expressão “amor do Pai” refere-se ao amor que os filhos de Deus têm para com Ele, como seu Pai Celeste que os criou e os salvou em Cristo. A verdade é que aquele que ama a Deus inevitavelmente vai odiar o mundo, pois os valores do mundo são opostos à natureza santa de Deus. Sendo assim, é impossível amar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo. Nosso coração não pode conter ambos os amores. E se assim estamos fazendo, então, na verdade, estamos amando ao mundo e não a Deus.

O amor ao mundo sufoca o nosso amor por Deus (ver Mt.13.22). Demas, companheiro de Paulo, é um exemplo de alguém que sufocou o amor por Deus ao devotar-se ao amor pelo mundo (II Tm. 4.10). Assim também agiram a mulher de Ló e Judas Iscariotes. Apesar de estarem no meio do povo de Deus, essas pessoas tinham o coração no mundo e o mundo no coração. A exemplo deles, temos testemunhado com tristeza muitas pessoas abandonando a Cristo e sua igreja. Por qual razão? Porque cometeram adultério espiritual. Deixaram de amar a Deus para amar o mundo e tudo que nele há e é contra a vontade de Deus. Como alguém que tem um coração voltado para as riquezas pode amar a Deus? Como alguém que se deleita na imoralidade sexual, despreza o casamento, apóia o homossexualismo, o aborto pode amar a Deus que aborrece estas coisas?

Como você pode saber que é um verdadeiro filho de Deus? Sonde o seu coração! Com o que o seu coração está ocupado? A quem você ama de fato? O filho de Deus se caracteriza por seu ódio ao mundo e, ao mesmo tempo, por seu amor íntegro e sincero para com Deus, o seu Pai. Ele despreza ao mundo porque ele sabe que “tudo que há no mundo não procede do Pai” (I Jo.2.16). João se refere aqui às coisas más e corrompidas que há neste mundo e que se opõem à natureza santa de Deus. João dá nome aos bois. Ele identifica a forma mundana de viver como sendo uma vida dominada pela concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida.

Concupiscência da carne: Isso se refere aos desejos pecaminosos que brotam da natureza corrompida do homem. Estes desejos carnais quando satisfeitos vão gerar aquilo que Paulo chama de obras de carne em Gálatas 5.19-21 (ler). Aqueles que praticam continuamente em suas vidas estas obras carnais não conhecem o amor de Deus, o Pai, mas vivem para o mundo e conforme o mundo.

O que fazer, então, para não ser dominado pelos desejos da carne? Busque a força em Cristo! Encha-se do seu Espírito e da sua Palavra para não se deixar levar pelos maus desejos da carne, mas para lutar contra eles e vencê-los. Jesus te dará graça e força para você ter domínio próprio e moderação na manifestação de seus atos e palavras. Use seu corpo e sua mente para honrar a Deus e não satisfazer os desejos da carne, pois você não é um ímpio que vive de forma mundana, mas um filho santo de Deus que anda no Espírito e segundo a sua Palavra (Gl.5.16,24; Rm.12.1; I Pe.2.11).

Concupiscência dos olhos: Essa expressão refere-se às tentações não de dentro, mas de fora, aquelas que surgem diante dos nossos olhos. A concupiscência dos olhos é a vontade de contemplar aquilo que agrada os olhos, mesmo que seja proibido. É se deixar levar pela exibição das coisas sem refletir sobre os seus reais valores e as suas conseqüências. É a cobiça de querer possuir aquilo que agrada os olhos, mesmo que seja algo que não agrada a Deus e é contrário à sua lei (10º mandamento – Ex.20.17).

Pense, por exemplo, em Adão e Eva que, na cobiça de serem iguais a Deus, comeram do fruto proibido porque era agradável aos seus olhos (Gn. 3.6)! E o que dizer de Davi que cobiçou Bate Seba ao vê-la se banhando e a tomou para si para adulterar com ela (II Sm.11.2)? E quanto ao soldado Acã, nos dias de Josué, que olhou e cobiçou os despojos dos inimigos e os escondeu para si, vindo a ser morto com toda sua casa por causa de sua desobediência (Js.7.21).

Sermos dominados pelo desejo daquilo que nós vemos pode nos levar à destruição. Podemos pensar em algumas situações em que as tentações externas diante dos nossos olhos podem nos levar a cair e pecar contra Deus: A Bíblia nos adverte a não se deixar levar pela beleza do vinho no copo diante dos nossos olhos e, assim, cair na embriaguez (Pv.23.31,32); há também a triste situação de jovens cristãos que fundamentam seus namoros em beleza exterior e não na piedade da pessoa com quem desejam se casar. Assim como Sansão, estes jovens, em seu jugo desigual, podem vir a sofrer com isso amanhã (Jz.14.1-3). Há também a tentação de se olhar para uma mulher com intenção impura e deseja-la no seu coração (Mt.5.28). Ser dominado pelos desejos impuros dos olhos é uma forma mundana de viver e não caracteriza os filhos de Deus. Se você está se deixando levar pela concupiscência dos olhos, peça ao Senhor que lhe ajude a ser radical com o pecado e o corte da sua vida, segundo a urgente ordem de Cristo em Mateus 5.29: “Se o seu olho direito o leva a pecar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor perder uma parte do corpo que ser todo ele lançado no inferno”!

Soberba da vida – João aqui está pensando na confiança vaidosa e arrogante nos bens materiais que uma pessoa possui e nas suas realizações. A palavra “vida” aqui significa os recursos materiais deste mundo. O mundo sem Deus confia em suas riquezas e vive para adquiri-las. Conduzir a vida pela soberba da vida é viver uma vida independente de Deus como o homem que por um tempo foi invejado por Asafe no Salmo 73 (veja Sl.73.5-12). Por natureza, somos tentados a invejar a prosperidade dos ímpios e até a viver uma vida orgulhosa e independente de Deus. Não devemos seguir o mundo neste ponto, mas confiar em Deus somente. Ainda bem que Asafe se arrependeu a tempo e reconheceu que é ilusão e o caminho da destruição se deixar levar pela soberba da vida e que Deus somente é sua herança segura e eterna (Sl. 73.1-3, 17-26).

A soberba da vida é o orgulho com suas posses. Isso é o modo pagão de viver. Os ímpios vivem uma vida egoísta e se gabam de coisas que não podem lhes dá verdadeira segurança. Pois riquezas e posses não duram para sempre e nem aqueles que confiam nelas. Ao contrário disso, os filhos de Deus manifestam uma atitude cristã diante de seus recursos materiais: eles são contentes e gratos com tudo o que tem recebido de Deus e usam seus recursos para honrar a Deus com suas ofertas, cuidar de suas famílias e mostrar generosidade com os mais necessitados (Pv.3.9; Sl.128.2; Ef.4.28; I Jo. 3.17).

Concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida não procedem de Deus, mas do mundo. Quem se deixa dominar por suas paixões carnais e vive uma vida arrogante e independente de Deus não tem nenhuma comunhão com Deus, mas é, de fato, um inimigo de Deus. Ouça o que Tiago nos diz sobre isso: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg. 4.4).

Meus irmãos! Os valores do mundo são opostos aos valores de Deus. Mundo e igreja não podem caminhar de mãos dadas, pois são dois grupos separados que não se combinam. Não há para nós um lugar em cima do muro. Ou amamos a Deus ou amamos o mundo. O conformamos nossa vida aos preceitos do Senhor ou seguimos os conselhos dos ímpios deste mundo. “Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”! Essa é a primeira razão para não amarmos o mundo.

2) A segunda razão pela qual não devemos amar o mundo é porque o amor ao mundo é passageiro em contraste com a eternidade de Deus e dos que fazem a sua vontade (17).

O verdadeiro crente não deve amar o mundo porque “… o mundo passa, bem como a sua concupiscência” (2.17). Este mundo como sistema corrompido com toda sua impiedade e imoralidade é transitório e passageiro em contraste com a eternidade de Deus e dos que fazem a sua vontade. Literalmente João afirma que este mundo “está passando”, ou seja, a humanidade caída com seus valores corrompidos não somente muda de geração em geração, mas já está debaixo do juízo de Deus e a cada dia que passa ela se aproxima de sua destruição final.

Os homens e seus desejos maus passarão, hão de acabar. Isso significa que é uma tolice muito grande dirigir a nossa vida e a nossa esperança para as coisas deste mundo. Viver para os prazeres da carne é estupidez, pois estes passam rapidamente e trazem sobre nós o juízo de Deus (Gl. 5.19-21). É burrice deixar-se impressionar pelas coisas do mundo, pois tudo vai se acabar; não seja tolo em viver para os seus prazeres e bens, pois, quando morrermos nada poderemos levar conosco e tudo que temos ou desfrutamos nesta vida não têm algum valor para comprar a nossa salvação.

O mundo passa, meus irmãos! Essa verdade bíblica precisa ser ouvida não só pelos ímpios para que se convertam ao Senhor, mas também por cada um de nós que já estamos em Cristo. Ouvir que este mundo está passando é uma mensagem de consolo para o verdadeiro crente, pois ele sabe que toda concupiscência e soberba que há no mundo e que ainda o aflige e tenta, um dia chegará ao fim. Depois de sua peregrinação neste mundo, você não precisará lutar mais contra o pecado, pois habitará no novo céu e na nova terra onde reina perfeita paz e justiça (II Pe.3.13).

É também uma mensagem de advertência para que cada cristão não coloque o seu coração nas coisas que estão debaixo da ira de Deus e que brevemente serão julgadas e destruídas por ele no dia do julgamento final. Portanto, todo crente deve viver neste mundo confiando no Senhor e vivendo para Ele somente, pensando e buscando as coisas do alto que têm valor eterno e não se iludindo com as coisas deste mundo que em breve deixarão de existir (I Co. 7.29-31; Cl. 3-1-4).

Se o mundo está passando e caminhado para o juízo de Deus, então, o que vai permanecer? Aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente (2.17b). Fazer a vontade de Deus não significa viver uma vida de perfeição, mas expressa o esforço alegre do crente de obedecer a Deus, apesar dos obstáculos de sua natureza pecaminosa. Fazer a vontade de Deus é dizer não ao amor do mundo e sim ao amor de Deus. É viver a sua vida não orientada pelos princípios deste mundo corrompido, mas pelos princípios da palavra santa e eterna de Deus.

Se você é um crente que se esforça para agradar a Deus e não se conformar com o mundo, sabe o que Deus tem reservado para você no futuro? Ele promete que você vai viver para sempre em sua presença gloriosa no novo céu e na nova terra que Ele está preparando para todos que o amam. Portanto, a nossa maneira de viver neste mundo tem consequências eternas. Os que vivem para os seus pecados, desprezando a Deus e amando o mundo não entrarão no reino de Deus (I Co. 6.9,10; Gl.5.21; Ap.22.15). Por outro lado, o que procuram fazer a vontade de Deus, odiando o mundo e amando o Pai, estes herdarão a vida eterna (Mt.7.21; 25.34-36).

Meus amados irmãos! Temos diante de nós uma escolha entre dois estilos de vida e suas consequências: 1) Vida de amor ao mundo e caminhar rapidamente para o juízo de Deus; 2) Vida de obediência à vontade de Deus e herdar a vida eterna. Seja sábio e faça a escolha certa. Saiba que “não é tolo aquele que dá o que não pode reter (este mundo passageiro) para ganhar o que não pode perder (a vida eterna)”. Escolha a obediência e a vida! Fuja do mundanismo. Ame ao Seu Pai Celeste de todo o seu coração! Pois somente aquele que ama a Deus, praticando a sua vontade, viverá eternamente. Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Elissandro Rabêlo

Pastor na Igreja Reformada em Cabo Frio - RJ.