Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: 1 Coríntios 13:01-13
Texto: 1 Coríntios 13:01-13

Amada Congregação de Nosso Senhor Jesus Cristo,

1 Coríntios 13 é uma das passagens mais amadas na Bíblia – e o mais popular texto lido nas cerimônias de casamento. Mas amor, na mente de Paulo, não é limitado ao relacionamento romântico entre homem e mulher; é na verdade o mais importante, definitiva, característica do Cristão.

Então, vamos considerar o contexto da mensagem de Paulo para a Igreja de Corinto. E isso também vai nos ajudar a aplicar este texto como Paulo pretendia que nós o aplicássemos. Porque este capítulo é uma parte essencial do argumento de capítulos 12-14, e também é essencial ao tema geral da carta – o encorajamento a unidade no corpo de Cristo. Paulo não está fazendo uma divagação do ponto central para dizer algumas coisas doces sobre amor. A sua mensagem de amor pretende ser ouvida como parte da discussão sobre os dons do Espírito, e como nós devemos usar aqueles dons que Deus nos deu.

Então, por um lado, isso é um hino, ou uma ode, a amor. Mas, por outro lado, é também uma acusação – uma declaração de denúncia contra os Coríntios, lhes mostrando exatamente onde eles não estavam vivendo como o corpo de Cristo. Esta declaração esclareceu a maneira em que os Coríntios falhavam. O amor é paciente e benigno – os Coríntios foram impacientes e indelicados. O amor não arde em ciúmes, e não se ufana. Os Coríntios foram cheios de inveja, e jactanciosos – eles tinham orgulho nas suas conexões pessoais, no seu status na sociedade, na suas associações com pessoas respeitáveis na cidade, invejosos de outras pessoas que tinham posições com mais prestígio social e mais poder e autoridade.

O amor não se ensoberbece, e não se conduz inconvenientemente. Mas alguns dos Coríntios foram ensoberbecidos e se conduziam inconvenientemente. O amor não procura os seus interesses – mas é certo que alguns dos Coríntios, processando uns aos outros, estavam procurando os seus próprios interesses, mesmo que aqueles que queriam o direito de comer comida sacrificada a ídolos estavam fazendo o mesmo.

Amor não se exaspera, e não se ressente do mal – mas mais uma vez, alguns dos Coríntios se exasperava, e se ressentia do mal. O amor não se alegra com a injustiça, mas o uso do sistema injusto de Corinto mostrou que alguns Coríntios foram mais preocupados com o que eles queriam do que a verdadeira justiça.

Então, Paulo diz, ainda que você fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, será como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. O amor não é apenas mais um dom do Espírito. Paulo não está dizendo que os outros dons são bons, mas que o amor é melhor. Ele está dizendo que o amor forma o ambiente em que os outros dons são exercidos. O amor é o solo em que os dons crescem e florescem. Todos aqueles dons vão desaparecer – mas isso nunca vai acontecer a amor. O conhecimento fornecido por estes dons é parcial, não completo. Mas quando recebamos conhecimento completo, quando conheceremos como também somos conhecidos, o amor vai permanecer.

  1. A necessidade do amor
  2. A natureza do amor
  3. A permanência do amor
  1. A necessidade do amor

Paulo começa abordando a questão que estava causando o maior problema em Corinto – o dom de línguas. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, ele escreve em versículo 1, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

Paulo está usando hipérbole aqui – um caso hipotético, um exagero, para mostrar quão inútil a habilidade de falar em outras línguas quando o amor não é presente. O que ele está dizendo é isso: “Não me importa se você pode falar como um anjo – se você não tem amor, você não é nada.”

Você é como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine, Paulo diz. E isso é até pior que parece – porque ele não está falando sobre um bronze como um instrumento musical, que pelo menos tem algum uso no contexto de uma orquestra. Mas um bronze só faz um barulho. Não é musical, não é beneficial, é somente ruidoso.

Paulo continua com uma referencia aos dons que ele já mencionou em capítulo 12 – os dons de profecia, conhecimento dos mistérios e toda a ciência, as únicas obras de fé – pode ter fé que pode mover montanhas (teoricamente), mas se você não ter amor, tudo isso não significa nada.

E finalmente, ele diz, uma pessoa pode doar tudo que ela posse. Ela pode entregar o seu corpo para ser queimado. Mas se ela não ter amor, ela ganha absolutamente nada. Estes não são dons espirituais, mas ações externas que podem criar a aparência de piedade, assim como podem os dons espirituais. Paulo mesmo vivia estas palavras – em trabalhos; em prisões; em perigo de morte muitas vezes; ele recebeu quarenta açoites menos um cinco vezes, três vezes ele foi açoitado com varas, uma vez ele foi apedrejado, três vezes ele sofreu naufrágio, uma noite e um dia ele passou no abismo; em viagens muitas vezes; em perigos de rios, de salteadores, em perigos dos judeus e dos gentios, na cidade, no deserto, no mar; ele sofreu com fome e com sede, em frio e nudez… (2 Cor 11).

Mas até Paulo, se ele não tivesse amor, não ganharia nada por causa das suas experiências. Ele sabia isso:

“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tim. 4:8).

Mas se ele tinha feito todos estas ações externas, não importa quão incríveis elas poderiam ter aparecido aos outros, elas ganhariam nada no fim, não coroa, nada, sem amor.

O amor é essencial para a vida Cristã. Os dons do Espírito, quaisquer que sejam, não são. Todos nós temos recebido alguns dons, mas não são algumas de nós que receberam cada dom. Então, falar em línguas – não é essencial. A habilidade de profetizar – não é essencial. Palavras de conhecimento e sabedoria – não são essenciais. Aquele dom de fé extraordinária – não é essencial. Mas amor: absolutamente, cem porcento essencial. Como João escreveu, em 1 João 4:7:

“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus.”

E por quê? Porque Deus é amor. Se o atributo definitivo de Deus for amor, e se, em Cristo, nós estamos sendo renovados na sua imagem, então, amor deve também nos definir. Não é uma opção. É essencial.

  1. A natureza do amor

Então, o que é este “amor” que Paulo descreve? Se é tão importante, como Paulo diz, devemos saber exatamente o que ele é, e o que ele não é. E a primeira coisa sobre amor não é tão clara na nossa tradução, mas é óbvia no texto grego – o amor é, claramente, ativo. Podemos ver isso porque Paulo descreve amor usando verbos – palavras de ação – 15 verbos em três versículos. Mostramos amor por meio de ação, não em meros sentimentos ou palavras amorosas. Se você ter amor, se o amor é o que se defina, os outros vão perceber. Vai ficar óbvio na sua vida.

O amor é paciente e benigno; portanto, o Cristão deve ser paciente e benigno. Eu devo ser paciente. Eu devo ser longânimo. Eu devo ser paciente nas minhas próprias circunstâncias, e paciente com os meus irmãos. Isso é importante em nossos relacionamentos pessoais, e também na maneira em que nós governamos a igreja – podemos ver isso em 1 Tessalonicenses 5:14, onde o Paulo escreve, “Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos, e sejais longânimos para com todos.”

Amor é benigno. O amor espelha a benignidade de nosso Deus, a misericórdia que Ele mostrava, e continua a mostrar, a nós, Seu povo. Uma falta de benignidade era um problema na igreja de Corinto, mas Tertuliano, um dos pais da igreja antiga, escreveu, “a benignidade dos Cristãos no segundo século surpreendeu os pagãos, que levou os pagãos a denominar os Cristãos chrestiani, feitos de bondade, em vez de christiani. A palavra “cristão,” que inicialmente era um insulto, foi transformada em uma palavra de admiração – porque aqueles Cristãos foram conhecidos por seu amor.

O amor não arde em ciúmes – o amor não inveja o que os outros têm. O amor não se ufana – ele não se vangloria do que tem. Ele não é ensoberbecido. Não é rude. Não insiste no seus próprios direitos. Não se exaspera, e não se ressente do mal. O amor não se alegra com a injustiça. O amor ama a verdade.

Amor sofre tudo. Crê tudo. Espera tudo. Suporta tudo. Então, isso significa que uma pessoa amorosa é crédulo, ingênuo, excessivamente confiante, e basicamente um capacho? Não, significa isso não. Mas significa que se sua vida é caracterizada pelo amor de Deus, você não será cínico. Você vai confiar a pessoa que é a objeta de seu amor. Você não vai lhes atribuir motivos que eles podem não ter. Você vai pensar o melhor sobre os outros, e não imediatamente fazer conclusões negativas sobre eles e as suas ações. Você não vai pensar o pior sobre eles, e você não vai desistir deles.

Se é o amor é tudo isso, se amor é o atributo que deve nos definir como Cristãos, eu deveria ser capaz de dizer, “Eu sou paciente e benigno. Eu não ardo em ciúmes. Eu não me ufano. Eu não procuro os meus interesses. Eu não me alegro com a injustiça, mas me regozijo com a verdade.”

Eu sou paciente e benigno? Se não, o que estou fazendo a respeito disso? Estou feliz na minha impaciência e indelicadeza? Acho que a minha impaciência é justificada, pelo menos com certas pessoas? Ou eu reconheço minhas falhas nessa área, e faço qualquer coisa eu posso fazer para melhorar?

Estou satisfeito com o que eu tenho? Estou humilde a respeito dos dons que eu recebi? Ou eu sou invejoso de outras pessoas e os seus dons? Eu imagino que eu tenho alguma coisa que eu não recebi? Eu acho que eu sou digno por causa dos dons que eu tenho? Eu sou manso? Ou arrogante? Eu penso em mim mais altamente que eu devo, e não nos outros que não têm meu nível de educação ou santidade?

Eu insisto que as minhas necessidades sejam realizadas? Eu acredito que o mundo gira ao redor de mim? Eu acredito que todo mundo precisa fazer tudo na maneira em que eu faço? Ou que todo mundo precisa pensar exatamente como eu nos meus assuntos favoritos? Ou eu estou disposto, como Paulo, a dizer, “Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns?”

Eu me alegro com a injustiça? Especialmente se for a minha injustiça contra outros, contanto que eu ganhe algo? Ou eu me regozijo com a verdade, até quando a verdade dói, até quando a verdade não ajuda-me a conseguir o que eu quero?

Irmãos, estas são perguntas difíceis. Pode ser doloroso para nós responder a perguntas como estas honestamente. E definitivamente, é muito mais fácil ver onde outras pessoas falham nessas áreas que é admitir onde nós mesmos falhamos! Mas estas perguntas são necessárias. Porque em nossos casamentos, onde amor, como definido por Paulo, como definido por Deus, é presente, há um belo reflexo do relacionamento entre Cristo e a sua noiva, a igreja.

Como pais, quando mostramos este amor aos nossos filhos, existe um reflexo do relacionamento entre Deus Pai e nós – o amor misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade que Ele mostrou a nós. Como irmãos, quando vivemos esta vida de amor na comunidade da aliança, existe uma antecipação da comunhão perfeita que iremos desfrutar em glória. E como a igreja, vivendo no meio de um mundo que muitas vezes é hostil, quando mostramos este amor, estamos mostrando ao mundo quem é o nosso Senhor e Salvador na verdade.

  1. A permanência do amor

E, Paulo diz, “o amor jamais acaba.” Os vários dons que os Coríntios amavam desapareceriam. Mas amor nunca desapareceria. Eles se orgulhavam sobre a habilidade de profetizar. Profecias desaparecerão. Eles achavam que a capacidade de falar em várias línguas fez-lhes algo especial. Mas línguas cessarão. Eles achavam que seus dons especiais de conhecimento e sabedoria fez-lhes Cristãos de um tipo superior – mas a ciência passarão também.

Até das três virtudes principais do Cristão, a fé, a esperança, e o amor, no fim, quando tudo está realizado, quando vier o que é perfeito somente o amor vai permanecer. A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem (Hebreus 11:1) – mas quando a hora do cumprimento de tudo chegar, vamos ver face-a-face, vamos conhecer completamente, como já somos conhecidos absolutamente. “Esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos” (Romanos 8:24).

Quando Cristo volta, na plenitude dos tempos, a fé, no sentido de confiar em algo e alguém que não vemos, não será necessária. Porque vamos ver Ele face-a-face! A esperança será realizada. Iremos receber o que nós temos sido esperando desde o começo! Isso é a permanência de amor – e isso mostra por que o amor deve ser central na nossa vida. O amor é um dos atributos de Deus – “Deus é amor” – podemos dizer que o amor é o atributo definitivo de Deus. O amor de Deus nunca passará. E para nós, como os filhos de Deus, o amor nunca vai passar tampouco.

Bom, estes versículos são usados para argumentar que o dom de profecia e o dom de línguas vão permanecer até à volta de Cristo – que estes dons são o “parcial” que vai ser aniquilado, como Paulo diz em versículo 10 – e que eles vão ser aniquilados apenas quando Jesus volta. Mas não é isso que Paulo está dizendo aqui. Ele está falando sobre o conhecimento incompleto que estes dons forneçam, o conhecimento parcial que eles providenciam a nós. Quando Cristo volta em sua glória, o saber limitado que temos será mudado. Paulo não fala sobre um prazo em que os próprios dons vão desaparecer – ele coloca estes dons na perspectiva correta para os Coríntios, que foram os recebendo.

Outros argumentam que “o perfeito” em versículo 10 é a Bíblia completa – que Paulo está dizendo, “Quando as Escrituras são completas, esses dons vão cessar.” Mas precisamos ler outras passagens na Bíblia para aprender quando os dons de profecia e línguas acabaram. Porque, como eu já disse, Paulo está focado nas limitações de saber no presente em particular.

Então, para os Coríntios, no tempo da escrita desta carta, a mensagem não foi que você precisa de amor, e não precisa fazer todas estas outras coisas. A sua mensagem não foi, “A profecia não importa, mas o amor é o que é realmente importante,” ou, “Ter o dom especial de saber não é importante, mas o amor é realmente importante.” Lembrem-se: Paulo já disse, “Procurai, com zelo, os melhores dons.” E ele vai dizer, “Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis.”

E isso é importante, porque somente quando nós entendemos isso nós vamos entender corretamente como devemos aplicar essas palavras em nosso próprio contexto. Os Coríntios, em seu tempo na história de redenção, tinham que usar os dons que eles tinham recebido, eles tinham que buscar estes dons. Mas eles tinham que fazer isso governados por amor – no contexto de amor, construindo no fundamento de amor. E a mesma coisa permanece a verdade para nós, mesmo se os dons de revelação não são parte de nosso lugar na história de redenção.

Assim, não devemos opor o amor e cada outro aspecto da vida Cristã, como alguns Cristãos fazem, erradamente. O amor supera o saber, aqueles Cristãos dizem. Portanto, não se preocupe com o estudo de teologia. Não se preocupe com doutrina. Não se preocupe com a disciplina da igreja. Mas este tipo de pensamento é uma falsa dicotomia.

A Escritura elogia o saber, e o conhecimento – portanto devemos trabalhar para crescer em saber, e aprender, e ensinar – devemos buscar conhecimento. Mas precisamos crescer e aprender e ensinar e buscar no contexto de amor, governados por amor. Saber as escrituras sem amor é inútil. Saber a teologia, sem amor, é fútil. Ser mestre de doutrina, de formulações doutrinais, das distinções teológicas, sem amor, não tem sentido. Pode saber as Escrituras e as ensinar, mas quando você faz isso sem amor, você não está nada mais que o bronze que soa ou como o címbalo que retine. E na mesma maneira, empenhar-se para a pureza da igreja, sem amor, é empenhar-se em vão.

Nós precisamos fazer e estudar teologia – com amor como nosso fundamento. Precisamos ensinar e estudar a doutrina – sempre com amor nos guiando. Precisamos lutar para santidade, dentro de nós mesmos, dentro do corpo de Cristo – com amor. Qualquer coisa que nós fazemos, se não definida por amor, é completamente inútil.

Podemos falar, podemos ensinar, podemos pontificar, podemos argumentar, podemos debater, podemos apoiar a verdade, e manter padrões altos de comportamento, podemos dizer que temos alta consideração pelas Escrituras, mas se não estamos fazendo tudo isso com amor, nosso motivo é incorreto, e nossos esforços não têm sentido. Sem amor, até os atos de auto-sacrifício mais impressionantes não significam nada. Sem amor, cada obra que fazemos que parece ser bom, simplesmente não é. Porque o amor nunca passará.

E este amor não surge naturalmente dentro de nós. Deve ser dado a nós através de uma obra supernatural de Deus, por meio do Espírito Santo. Este amor é amor para pessoas que não são naturalmente amáveis. Isso é amor que deve ser expressado, até aos nossos inimigos! Não é amor que acha a raiz num sentimento morno; é o amor que vem de Deus, o amor que é possível para aqueles que pertencem a Ele, e somente para aqueles que pertencem a Ele.

Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (1 João 4:9-11). Que Deus nos ajude a amar uns aos outros verdadeiramente, como Ele primeiramente nos amou.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.