Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: Efésios 05:01-21
Texto: 1 Coríntios 04:06-21

Amada congregação de Nosso Senhor Jesus Cristo,

Nas semanas passadas, pensando nos primeiros capítulos de 1 Coríntios, nosso enfoque estava na natureza do problema na igreja em Corinto. Temos visto que os Cristãos Coríntios estavam dividindo a igreja, eles estavam criando facções, proclamando fidelidade a indivíduos em vez de viverem na unidade que eles já receberam em Cristo. Os Cristãos em Corinto não deixaram o seu estilo de vida antigo para trás – eles tinham importado a cultura de Corinto na igreja Cristã. Eles estavam usando os padrões do mundo para avaliar outras pessoas, e para se avaliar. Em orgulho, eles estavam causando rupturas no edifício de Deus.

Agora vamos considerar a resposta do Apóstolo Paulo ao problema, não apenas o problema em si. Aqui no capítulo 4, ele está concluindo seus primeiros argumentos. Nos capítulos seguintes, ele vai escrever sobre alguns pontos específicos em que os Cristãos em Corinto estavam falhando. Mas aqui, em nosso texto, ele está tirando conclusões, que vão formar o fundamento do resto da carta. E todo isso apoia o maior objetivo dessa epístola, escrito em capítulo 1:10: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.”

Como se constata, Paulo estava falando sobre o relacionamento entre Apolo e ele como exemplo de um problema maior, não o próprio problema. O problema não era o fato que alguns Coríntios tinham declarado fidelidade a Paulo, enquanto outros declararam fidelidade a Apolo – a questão era maior do que isso. Podemos ver isso em versículo 6: “Estas coisas, irmãos, apliquei-as figuradamente a mim mesmo e a Apolo, por vossa causa, para que por nosso exemplo aprendais isto: não ultrapasseis o que está escrito; a fim de que ninguém se ensoberbeça a favor de um em detrimento de outro.” Em outras palavras, Paulo está dizendo, “Eu usei Apolo e eu como exemplo, para que vocês possam aprender deste exemplo, e aplicar este exemplo mais geralmente.”

O apóstolo fez um grande erro aqui, conforme os pensamentos dos sofistas, em termos retóricos. Eles queriam ganhar a audiência com técnicas habilidosas – e Paulo não fez isso. Porque ele já disse aos Coríntios que eles eram crianças, não pessoas maduras. E agora, ele escreve aos Coríntios como se eles fossem crianças. Porque no oratório dos gregos, nos argumentos convincentes, você jamais explicaria as figuras que você usaria para apresentar seu ponto. Isso foi considerado insulto à inteligência do público.

Se você usaria uma metáfora, ou um exemplo, você não explicaria a figura. Você aguardaria até a audiência compreendeu. E quando você faria isso, você poderia ganhar a aprovação da audiência, porque eles entenderiam que você entendia o fato que eles já eram bem inteligentes! Mas Paulo não faz isso. Ele está escrevendo a um grupo de crianças espirituais, portanto ele explica o que ele está fazendo. E quando ele faz isso, ele mostra claramente que ele não está impressionado no mínimo com a sabedoria mundana que eles já demonstraram.

Pode dizer que Paulo queria proceder como desmancha-prazeres. Os Coríntios estavam cheios de orgulho, arrogantes. Eles pensavam que eles já chegaram no ponto final, e que eles não precisavam melhorar. E, na cultura de Corinto, isso poderia ter sido a verdade – mas a cultura da igreja não é a cultura do mundo. Na verdade, a cultura da igreja é completamente oposta à cultura do mundo. Eles precisavam avaliar o seu comportamento, os seus hábitos, o seu estilo de vida, não conforme o padrão do mundo, mas conforme o padrão da fonte, “o que está escrito” – a palavra de Deus, e não tentar ultrapassar o que está escrito.

Então, como é que Paulo procede a corrigir estes Coríntios arrogantes? O que podemos aprender da metodologia de Paulo aqui, e como podemos a aplicar no nosso contexto? Precisamos entender o que Paulo está fazendo, e precisamos ser formados por ele, porque não somos bem diferentes dos Coríntios. Nossa forma de pensar é formada pela cultura ao nosso redor em maneiras que talvez não consideramos.

Em primeiro lugar, neste capítulo o Apóstolo se dirigiu à igreja com sarcasmo, e um tom de repreensão. Em versículo 7, ele começa com esta pergunta: Pois quem é que te faz sobressair? Começando aqui, ele lembra os Coríntios que eles não poderiam se orgulhar em nada que eles tinham – porque cada coisa que eles tinham tem sido lhes dada.

Orgulho não faz sentido para o Cristão. Não existe um ser humano que criou si mesmo. Quando sabemos que somos criaturas; quando sabemos que Deus é soberano; quando entendemos que entramos este mundo com nada, é vamos partir este mundo com nada; quando percebemos que nós não merecemos nada, mas nós recebemos tudo, o orgulho e a ostentação se tornam ainda mais obviamente um absurdo.

Você pode se orgulhar em muitas coisas. Sua aparência, por exemplo. Mas é que você criou si mesmo? Você se deu sua aparência? Você se fez bonito, ou belo? Não, não fez. Qualquer atributos físicos que nós temos são dados a nós. Seu cabelo, seu rosto, seu corpo – não podemos nos orgulhar nestas coisas, porque não fazemos nada para receber elas.

A inteligência – mais uma coisa em que pessoas podem se orgulhar. Bem, algumas pessoas são mais inteligentes do que as outras. Algumas pessoas aprendem mais rapidamente. Algumas pessoas tem habilidade natural. Algumas pessoas simplesmente tem genes bons. E algumas pessoas não tem chance desde antes do seu nascimento.  A sua habilidade de aprender é limitada, não por causa delas, mas porque para elas o ventre não era lugar de seguridade e proteção, mas era lugar onde foram expostas a muitos substancias tóxicas e abuso. Você se orgulha na inteligência? Por quê? Você criou ela? Não, não a criou. Foi dada a você.

Ou, você pode se orgulhar nas riquezas. Mas de onde vinha essas riquezas? Quem as forneceu? Talvez você pensa em si mesmo como empresário inteligente, ou como pessoa trabalhadora. Mas quem se deu esses talentos no primeiro lugar? E quem se deu a vida em que aquelas talentos podem ser usados para ganhar dinheiro? O que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido? De novo, não há nenhuma razão pelo orgulho.

E Paulo fala com ainda mais sarcasmo em versículo 8 – “Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós!” Que assim fosse verdade, Paulo diz, se a sua auto-ilusão fosse verdadeira, “talvez nós viéssemos a reinar convosco!” em vez de ser na posição em que eles eram na verdade.

E isso leva ao segundo “problema” com o argumento de Paulo neste capítulo:

Ele descreve a vida Cristã, sua própria vida, e as vidas dos seus colegas, como vidas caraterizadas por sofrimento, por privação. O que é a vida Cristã verdadeira? É uma vida de abundância, uma vida de prosperidade, uma viagem nas nuvens de prazer pessoal? Isso não é a mensagem de Paulo, é certo!

Ele se descreve e descreve os seus colegas, os outros apóstolos, como homens que se tornaram espetáculo ao mundo, ao universo completo. Ele usa imagens associadas com os exércitos Romanos conquistadores. Quando um general Romano derrotou os seus inimigos, ele lideraria um desfile pelas ruas da cidade derrotada – e no final do desfile, em último lugar, os generais derrotados seriam arrastados pelas ruas. Os vencidos seriam exibidos diante de todos – humilhados, quebrados, objetos de ódio e ridículo.

Os Coríntios pensavam em si mesmos como os líderes do cortejo – aqueles que tinham ganhado a vitória. Mas Paulo os lembra da natureza da vida Cristã verdadeira – a vida levada em imitação do Salvador crucificado. Se imaginar que você está na frente do desfile, e não no final, talvez você não esteja seguindo ninguém, mas com certeza você não esteja seguindo Cristo.

Então, Paulo descreve, com detalhes vívidos, como a vida Cristã é oposta a tudo que os Coríntios aparentemente pensava a vida Cristã deveria ser. Ele contrasta os apóstolos com os Coríntios – os Coríntios se consideravam fortes, enquanto os apóstolos sabiam a profundidade de sua fraqueza. Os Coríntios valorizavam a honra, e buscavam a honra – enquanto os apóstolos mesmos estavam sofrendo descrédito.

A vida apostólica foi caraterizada por fome e sede. Por falta de roupa. Por ser batido. Por viver sem casa. Paulo trabalhava com as mãos. Ele deliberadamente escolheu um estilo de vida humilde nos olhos de pessoas que odiavam trabalho manual. E, finalmente, ele e seus colegas não respondiam numa maneira mundana às agressões do mundo. Eles abençoavam quando eles foram odiados. Eles ficavam firmes quando eles enfrentavam perseguição. Quando eles foram difamados, eles nunca difamaram em retribuição.

Em suma, Paulo diz, eles se tornaram como algo que adere ao fundo de um sapato – o lixo do mundo, escória de todos. Não é possível obter uma posição mais humilde nesta vida. Mas essa, Paulo diz, é a forma de uma vida formada pela cruz. Não consideramos o sucesso, não pensamos em bençãos, conforme os padrões mundanos. Se estamos seguindo a Cristo, o mundo que odeia Cristo não vai jogar flores em nós.

Siga Cristo, e sofra. É uma estratégia de marketing que não concorda com campanhas de publicidade mundanas. Mas é verdade – e isso é o fundamento de Paulo. Ele nunca promete o mundo. Ele nunca apela ao desejo de segurança e sucesso – ele diz a verdade. Esse é o segundo “problema” da argumentação de Paulo neste capítulo.

Mas aqui vem o terceiro problema: Paulo começa a falar sobre sua própria autoridade – e ele faz isso num tom que não atrai o nosso lado igualitário. Ele fala sobre os Cristãos em Corinto como seus filhos, e ele fala a respeito de si como o pai. Todos nós queremos ser iguais. Paulo se refere como servo, junto com seus colegas. Ele já disse aos Coríntios que os seus professores lhes pertençam. Mas agora ele fala sobre si mesmo como o pai espiritual, se colocando num nível mais alto do que eles.

Ele está dizendo, “Eu sou nesta posição de autoridade. Eu sou seu pai espiritual. Por isso eu abordo vocês nessa maneira, e por isso vocês precisam me ouvir. Pode ser que vocês têm muitos guias, muitos professores. Mas vocês têm apenas um pai espiritual, e aquele pai é eu. Então, devem escutar a mim. É um apelo à autoridade pessoal que não tem muito apelo numa cultura que não respeita autoridade em geral.

E agora, problema numero quatro, versículo 16:

“Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.”

Essa declaração não parece muito modesto, né? Se você quer ser Cristão fiel, seja como eu. Se você ouvir alguém dizendo algo como isso hoje, ele causaria você sentir desconfortável. Quem você pensa que é? Obviamente você pensa muito altamente sobre si mesmo.

Mas esta maneira de falar não é algo estranho para Paulo. Muitas vezes ele falava sobre a importância de imitação na vida Cristã. Lemos isso em Efésios 5:1, e o que ele diz naquele versículo pode ser um pouco mais agradável a nós, porque ele diz, “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados.” Mas aqui, Paulo não diz, “Sede imitador de Deus,” ou “Sede imitador de Cristo.” Em vez disso, ele diz, “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.” “Siga o meu exemplo.” “Viva como eu vivo.”

Mas sabemos dos escritos de Paulo que ele não era um homem arrogante. E podemos entender como Paulo pode dizer o que ele diz em versículo 17 quando lemos o que ele diz em outros lugares nesta carta:

1 Coríntios 11:1 – Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.

1 Tessalonicenses 1:6 – Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo.

O exemplo de Paulo foi um bom exemplo, porque foi o exemplo de Cristo. Paulo não chamou os Coríntios a imitar a ele por causa da sua bondade pessoal, ou por causa das suas boas qualidades. Obviamente, ele entendeu muito bem que ele não tinha nada que ele não recebeu de Deus. A habilidade de Paulo de servir como exemplo para os crentes em Corinto não foi baseada em qualquer coisa dentro de Paulo mesmo. Foi o dom de Deus, a obra de Deus dentro dele. É isso que fez ele digno de imitação, não seu status pessoal.

Paulo está mostrando que a imitação é muito mais que simplesmente a mais sincera forma de elogio, como a expressão diz. A imitação é um dos fundamentos da vida Cristã. As crianças imitam seus pais. Por isso o ditado, “Faça o que eu digo, e não o que eu faço” não é um ditado bem sábio na área da criação de nossos filhos. Porque quando o que eu digo não concorda com o que eu faço, meus filhos não vão me ouvir, eles vão imitar o meu comportamento. Se ensinarmos as nossas crianças a não roubarem no mercado, enquanto nós roubamos o governo por não pagarmos os nossos impostos; se ensinarmos nossos filhos a obedecerem as autoridades, enquanto nós quebramos as regras na rua quando dirigimos; se ensinarmos eles a não serem mal-educados, enquanto nós tratamos outras pessoas de uma maneira desrespeitosa; nossas ações vão falar muito mais alto do que as nossas palavras.

Como seguidores de Cristo, vivemos em imitação dEle – e fazemos isso imitando aqueles que seguem a Cristo fielmente. Em 1 Tessalonicenses 2:14, Paulo dá graças que os Cristãos Tessalonicenses tornaram “imitadores das igrejas de Deus existentes na Judeia em Cristo Jesus.” E em Hebreus 6:12, o autor encoraja os Hebreus a serem “imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas” – não se tornando indolentes.

Como é que um Cristão jovem pode crescer em fé e obediência? Como pode um novo Cristão crescer em santidade? Como pode um Cristão que luta com dificuldades aprender como ele pode lutar com sucesso contra o pecado? Como pode um Cristão que luta com dúvidas aprender a crescer em confiança na Palavra? Como pode um jovem Cristão aprender como ele deve relacionar com as mulheres? Como pode ele aprender sobre como achar uma esposa? Como é que uma moça pode aprender o que ela deve buscar num homem? Como podem todos os jovens Cristãos aprender sobre trabalho, sobre educação, sobre o seu lugar no mundo em geral?

Ao contrário dos Coríntios, nós temos a Palavra de Deus completa – uma benção que nós temos que os crentes novos em Corinto não tinham. Então, nós temos essa vantagem grande, e damos graças a Deus por isso. Mas ao mesmo tempo, o princípio de imitação permanece. E quando pensamos em nós mesmos como gente trabalhando juntos para construir o edifício de Deus, como vemos em capítulo três, isso é uma maneira em que podemos, e aliás devemos, construir a igreja de Cristo.

Os Cristãos mais velhos, os Cristãos mais maduros, precisam se lembrar que eles são exemplos para os Cristãos mais novos, para os novos crentes. Mais uma vez, somos lembrados do fato que as nossas vidas têm uma importância que ultrapassa si mesmos. Se outras pessoas virem a nós para orientação na vida Cristã, ou para buscar conselho, precisamos ficar prontos para providenciar a ajuda que eles precisam. Isso significa que devemos viver a nossa fé.

Precisamos mostrar os Cristãos jovens o que significa ser marido piedoso, ou esposa piedosa. Precisamos mostrar por nossa maneira de trabalhar o que significa ser empregado Cristão, ou empregador Cristão. Precisamos viver, na prática, o que confessamos com nossa boca, em cada aspeto da vida, para mostrar aos Cristãos jovens que ser Cristão é realmente mas do que uma questão de palavras, ou a realização de requisitos mínimos, ou apenas aparecendo na Igreja nos domingos. Precisamos viver a realidade: pertencer a Cristo significa pertencer a Cristo em todos os aspetos de vida. Não é apenas uma parte da vida – na verdade ser Cristão tem significado em todas as esferas da vida.

Então, isso é a primeira coisa: como Paulo, devemos nos empenhar para ter a habilidade de dizer: Imite-me, porque eu sou imitador de Cristo. Temos que pensar na importância de nossa vida Cristã não apenas no contexto de nosso relacionamento com Deus, mas também no contexto de nossos relacionamentos com outras pessoas. Precisamos nos perguntar: é a minha vida digna de imitação? Se alguém me escolher como seu modelo, para imitar, seria bom? Ou, no final das contas talvez não muito bom? E se você responder “não, não seria bom,” o que deve mudar na sua vida para que você seja Cristão digno de imitação?

Mas o segundo ponto aqui é esse: se a minha vida é digna de imitação, é possível que pessoas podem me imitar? Talvez essa pergunta não parece muito inteligente, mas pense nisso assim: um monge, vivendo completamente isolado, como eremita, nunca poderia ser capaz de viver uma vida cristã completa. Porque a vida cristã é para ser levada em comunidade. Isso é essencial à vida formada e unida com Cristo. Pode ser que você não viva como monge ou eremita. Mas sua vida – é acessível aos outros? Você está disponível aos outros? Você aborda outras pessoas? Você oferece assistência? Ou você está simplesmente presente, para que outras pessoas podem pedir ajuda quando elas precisam?

Irmãos, a metodologia de Paulo nesse capítulo é importante para nós, para que nós possamos implementar-la. Como uma congregação do Senhor Jesus Cristo, nós somos, todos nós, construindo no Seu fundamento. Ele se deu para ser aquele fundamento, e nós devemos construir sobre ele. E uma das maneiras mais importantes em que nós podemos construir no fundamento de Cristo é olhando ao exemplo de Paulo – sermos imitadores dele – para que outras pessoas podem ser imitadores de nós. Nessa maneira, nós realmente construímos naquele fundamento. Não somos apenas ocupantes do edifício. Não somos somente pessoas que aquecer os assentos na igreja, no edifício. Somos trabalhadores ativos, ativamente construindo o edifício. Como devemos.

E por quê? Paulo esclarece porque ele utiliza estes métodos profundamente contra-culturais na sua comunicação com os Coríntios – incluindo a quinta área “problemática” neste capítulo, em versículo 21, onde Paulo parece usar uma ameaça de violência pessoal para motivar os seus leitores. Até se ele seria forçado a vir para eles com vara, a sua motivação seria igual que a motivação da sua ironia, da sua tom severo, da sua retórica, da sua aparente falta de humildade.

Ele faz tudo isso porque ele enxerga os Coríntios como seus filhos amados. Como o seu pai espiritual, ele pude falar do uso da vara de disciplina, porque ele usaria aquela vara em amor. “Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar,” ele diz. Pelo contrário – ele escreveu nessa maneira para admoestá-los como a filhos seus amados. Ele queria motivar os Coríntios a levar a sério seu chamado para seguir a Cristo. A motivação de Paulo é amor para o povo de Deus – o amor que o levou a escrever coisas que não foram confortáveis.

Irmãos, nós amamos o povo de Deus suficientemente para imitar Paulo nestas coisas? Nós entendemos, realmente, que em Cristo nós temos recebidos tudo, e que não temos nada em nós mesmos que não tem sido dada por ele? E aquele entendimento – ele nos leva a compartilhar nessas coisas? Nós realmente entendemos que outras pessoas estão nos observando? Que Cristãos jovens, novos crentes, até pessoas que consideramos iguais, estão aprendendo de nós?

Irmãos, vamos nos empenhar a imitar Paulo, e a imitar as pessoas que nós sabemos são exemplos verdadeiros da piedade, da vida grata em Cristo. E no mesmo tempo, lembre-se que você não é apenas um imitador, mas também alguém para ser imitado. Esteja preparado para ser imitado. Esteja preparado para ser escrutinado, para ser examinado, para ser emulado. Esteja disponível, para que os outros membros do corpo podem fazer isso. E quando você faz isso, vai construir no fundamento de Cristo, que se resgatou – não apenas construindo com palha, ou madeira, ou feno, mas com ouro, e prata, e pedras preciosas.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.