Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: 1 Coríntios 03:05-23
Texto: 1 Coríntios 03:05-23

Amada congregação de Nosso Senhor Jesus Cristo,

Quando os pregadores proclamam a mensagem da Bíblia, a primeira pessoa que precisa ouvir a mensagem é o próprio pregador! Isso é obviamente a verdade quando pensamos em 1 Coríntios 3. Esta passagem é mais facilmente aplicada aos ministros da palavra, aos missionários, aos pregadores e aos plantadores das igrejas. Como ministros, somos lembrados do nosso papel, nossa posição no quadro geral. Somos lembrados que nossa posição é uma posição de humildade. Somos chamados a trabalhar fielmente, mas também a permanecer no fundo. Porque é Deus que permanece no centro absoluto.

Então, numa maneira importante, nosso texto fornece uma alerta a qualquer ministro da palavra que esquece que a palavra “ministro” actualmente significa “servo.” Também, esta passagem nos lembra que não é julgamento humano no presente que tem a mais alta importância – é a revelação da qualidade de nosso trabalho que vai acontecer no dia do Senhor. Naquele dia, o nosso trabalho vai receber a avaliação última. A aprovação que importa é a aprovação divina – não a aprovação de qualquer pessoa. O ministério do evangelho não é centrado em qualquer homem. É a obra de Deus, do começo, ao fim.

A centralidade da ação de Deus é bem clara no início de nosso texto. No primeiro lugar, vemos que Paulo e Apolo eram servos – servos através quem os Cristãos Coríntios acreditaram, não em quem eles acreditaram. Mas aqui encontramos o primeiro contraste – Paulo e Apolo eram servos, mas o Senhor é o Mestre, que chamou e mandou eles, que equipou e comissionou eles.

O segundo contraste é no próximo versículo. Paulo era agricultor, trabalhando no campo, preparando a terra, plantando as sementes. Apolo regou, cuidando pelas plantas que estavam começando a crescer. Mas nem Paulo nem Apolo poderia ficar orgulhoso no resultado do seu próprio trabalho. Porque era Deus que forneceu o crescimento – não o que planta, ou o que rega.

Em versículo sete, o contraste fica mais óbvio. O plantador, Paulo, e o cuidador, Apolo, eram nada. Deus, o produtor, é tudo. Não acontece germinação da semente, não acontece crescimento, não há maturação, a colheita não produza fruto aparte dEle.

E finalmente, em versículo oito, vemos o contraste entre o assalariado e o pagador; entre o trabalhador e o capataz. Os assalariados tinham tarefas diferentes, mas eles não trabalhavam numa hierarquia – os dois trabalhadores tinham tarefas essenciais, mas eles eram intercambiáveis. Nenhum dos dois era mais importante do que o outro. Eles trabalhavam, Deus pagou o salário.

Em fim, em versículo nove, Paulo diz, “De Deus somos cooperadores.” Paulo estava escrevendo às pessoas que estavam declarando lealdade a Paulo ou a Apolo, formando equipes baseadas em fidelidade a um pregador ou ao outro – esse ponto era absolutamente essencial. Mas ele não disse que ele e Apolo eram cooperadores com Deus, como se Deus tivesse que fazer um pouco, e Paulo e Apolo tinham que fazer um pouco mais, como três companheiros trabalhando juntos. Ele disse que ele e Apolo eram cooperadores – trabalhando juntos, unidos. Mas eles fizeram isso como cooperadores, unidos em causa comum, servos de Deus. Paulo disse isso: “Somos cooperadores, que pertencem a Deus.”

E Paulo volta sua atenção para o objeto deste trabalho – dos trabalhadores ao projeto em que eles estavam trabalhando – a Igreja de Corinto. E, mais uma vez, ele ataca o problema de falta de unidade, as divisões que, infelizmente, tinha afeitado a congregação. E ele faz isso lembrando os Coríntios de seu lugar na grande esquema. Eles eram, e nós somos também, o campo de Deus. Eles eram, e nós somos também, o edifício de Deus. Deus usa trabalhadores humanos para realizar o seu propósito – chamando e recolhendo o Seu povo. Mas no fim, o resultado não seria a igreja de Paulo, ou a igreja de Apolo, mas a Igreja de Deus. Paulo não está somente lembrando os missionários e ministros da palavra sobre o nosso cargo. Ele está também lembrando o povo de Deus sobre o verdadeiro objeto da sua fidelidade – não nos servos, mas no mestre. Não nos trabalhadores, mas no Dono.

Então Paulo muda as metáforas. Ele começou com uma comparação entre o trabalho da plantação da igreja, e a nutrição da igreja, e o trabalho de agricultores num campo, com o resultado de uma colheita frutífera, produzida por Deus. Agora ele começa a usar a metáfora de um edifício. A igreja é o campo de Deus, mas é também o edifício de Deus. Pedro usa a mesma metáfora em 1 Pedro 2 – “Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.”

Paulo se compara a um prudente construtor – literalmente um sábio construtor. A questão de sabedoria era um problema na igreja de Corinto, e importante para os gregos, e Paulo usa esta palavra e conceito para descrever a si mesmo – não como auto-valorização, mas começando com Deus – foi “segundo a graça de Deus que lhe foi dada” que ele pode dizer isto.

Paulo era como Bezaleel e Aoliabe, homens capacitados pelo Espírito Santo para construir o tabernáculo. Lemos em Êxodo 36:1,2:

“Assim trabalharão Bezaleel e Aoliabe, e todo homem habíl, a quem o Senhor deu sabedoria e entendimento, para saberem exercer todo ofício para o serviço do santuário, conforme tudo o que o Senhor tem ordenado. Então Moisés chamou a Bezaleel e a Aoliabe, e a todo homem hábil, em cujo coração Deus tinha posto sabedoria, isto é, a todo aquele cujo coração o moveu a se chegar à obra para fazê-la.”

A habilidade destes homens lhes foi dada pelo Espírito Santo dentro deles, e a mesma coisa foi verdadeira no caso de Paulo. Quando Paulo foi embora de Corinto, Apolo veio para construir no fundamento construído por Paulo.

De novo, vemos a unidade entre Paulo e Apolo. Eles eram homens bem diferentes. Paulo já lembrou os Coríntio em qual maneira ele tinha vindo a eles:

“Não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria… foi em fraqueza, temor, e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder…” (1 Coríntios 2:1-4).

Parece que Apolo era o oposto de Paulo – lemos isso a respeito dele em Atos 18:24: Nesse meio tempo, chegou a Éfeso um judeu, natural de Alexandria, chamado Apolo, homem eloquente e poderoso nas Escrituras. Era ele instruído no caminho do Senhor; e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus…

Os dois, o construtor do fundamento e o construtor do próprio edifício, estavam construindo no mesmo fundamento – em Jesus Cristo. É o Senhor Jesus Cristo, o Crucificado, que é o fundamento de nossa obra – é o único fundamento. Se você estiver trabalhando no fundamento do edifício, ou nas paredes, o no piso, é fútil construir sobre qualquer outro fundamento, tentando construir a igreja sobre qualquer coisa, além de Cristo. A Igreja não está construída nas idéias humanas, a filosofia humana, a ingenuidade humana, a personalidade humana, ou nos desejos humanos. Quando construirem nestes fundamentos, você pode estar construindo um edifício, mas não é a igreja. O edifício pode ser erguido rapidamente, pode aparecer impressivo de fora, mas se não é a igreja de Cristo, não é nada.

Mas existem diferentes níveis de qualidade que os construtores podem realizar. Pode edificar no fundamento com ouro, ou prata, ou com pedras preciosas, por um lado, ou com madeira, ou feno, ou palha, por outro lado. A diferença entre os dois tipos de material é simples. Um dia vem, o dia do Senhor, um dia em que tudo será revelado – incluíndo a qualidade do trabalho feito no edifício de Deus. Em 2 Tessalonicenses 1:7,8, Paulo descreve este dia:

“E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.”

E aqui, em nosso texto, Paulo descreve aquele dia como o dia em que a obra de cada um vai ser manifestada, sendo revelada pelo fogo. “E qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará.” Este fogo não é fogo de destruição, ou fogo da ira de Deus, ou da Sua vingança. Isto é o fogo de provação, ou revelação, o fogo que Pedro descreve em 2 Pedro 3:10:

“Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas.”

A questão aqui não é quem vai entrar no céu, ou quem vai descender ao inferno. O obreiro que construi no fundamento de Cristo com feno ou palha ainda é salvo. Mas, como um comentador disse, ele vai entrar a glória com as sobrancelhas chamuscadas.

Esta advertência é destinada especialmente para os homens que têm posições de liderança dentro do povo da aliança. Mas a metáfora final de Paulo em capítulo 3 faz claro que este aviso não é apenas para pastores e professores, ou para presbíteros e diáconos na igreja. É uma advertência para todos nós, e é um aviso mais sério do que poderia parecer.

Sabemos que somos salvos pela graça de Deus, por meio de fé em Cristo. Sabemos as bençãos perfeitas que nos aguardam em glória, e antecipamos sendo acolhidos em nossa morada eterna no fim desta vida. Sabemos que existem recompensas especiais para algumas pessoas, e que outras pessoas vão simplesmente entrar os portões do céu dificilmente. No fim, pode pensar, O que importa se eu entrar dificilmente, ou se eu receber uma recompensa especial? Se eu posso entrar o céu, eu sei que vou experimentar as coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem!

A primeira resposta é isso: se é assim que você pensa nas recompensas de Deus, a sua atitude precisa de um ajustamento grande. Se nós amamos Deus, devemos amar a agradar Ele, em qualquer maneira em que podemos. Quando uma criança ama os seus pais, não existe maior recompensa que receber a sua aprovação e os seus elogios. Pensar em receber aquela recompensa deve nos motivar – deve nos animar.

E a segunda resposta é essa: quando pensa em construção no fundamento de Jesus Cristo, onde fica a linha entre construção com palha e madeira e realmente destruir o templo, que Paulo descreve em versículo 17? Existe, claramente, uma distinção entre os dois – aqueles que construirem com materiais inferiores ainda são salvos, enquanto aqueles que destruirem o templo serão destruídos. Mas, como um comentador diz, a linha entre essas ações é perigosamente fina. Paulo encoraja os seus leitores a evitar os dois destinos por construirem no evangelho de Jesus Cristo. Não brinque com coisas que têm consequências eternais.

E como eu já disse, esta advertência não é destinada apenas aos líderes da igreja. Não apenas homens ordenados construem no fundamento de Cristo – todos nós devemos fazer isso. A metáfora final que Paulo usa é a do templo. Vocês, ele diz, são o templo de Deus. O Espírito de Deus habita em vocês, corporativamente, como um corpo. A advertência de Paulo é dirigida a cada parte do templo: se você não construir no templo, se com materiais duros, ou com materiais inferiores, se você está, na verdade, destruindo aquele tempo, Deus vai te destruir.

O templo de Deus é santo. A igreja é a morada de Deus, o lugar escolhido por Deus para habitar com homens. O templo é construído no fundamento de Jesus Cristo, e o edifício deve ser alinhado com o fundamento. O que foi que os Cristãos Coríntios estavam fazendo?

Eles eram pessoas orgulhosas. Eles eram ansiosos para julgar os outros. Eles estavam formando facções baseadas na fidelidade pessoal. Talvez eles não consideravam a seriedade do que eles estavam fazendo, ou talvez eles realmente acreditavam que eles estavam construindo – mas suas ações foram destrutivas, e aquelas ações destrutivas ameaçaram o templo de Deus.

O filósofo Romano Cicero disse isso: “Não existe uma casa tão forte, ou um estado tão duradouro, que ele não pode ser destruído por animosidades e divisões.” Os Coríntios precisaram entender que seu sectarismo estava colocando a igreja de Cristo em Corinto em risco. Eles foram construindo em fundamentos humanos, não no fundamento de Cristo crucificado. Eles não estavam vivendo uma vida formada pela cruz. Em vez de buscarem união, eles estavam promovendo divisão. Em vez de se humilharem, como Cristo, eles se exultaram. Em vez de servirem os outros, eles estavam estabelecendo a hierarquia da sociedade dentro da igreja.

E mais uma vez, o Apóstolo mostra onde é o seu fundamento, enquanto ele conclui esta parte da sua epístola. Porque ele usa a Bíblia como seu ponto de partido. Ele cita Jó 5:13:

“Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos que tramam se precipita.”

E também Salmo 94:11:

“O SENHOR conhece os pensamentos do homem, que são pensamentos vãos.”

De novo, Paulo volta aos temas de sabedoria e estultícia. A raiz do problema vem atrás a queda em pecado (Gênesis 3:6): Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.

Eis a raiz de sabedoria mundial – uma raiz que somente produzia fruto ruim desde então. Se alguém se considera sábio, neste século, diz Paulo, sábio nos olhos deste mundo, “faça-se estulto para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles. E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são pensamentos vãos.” Esqueça os padrões do mundo. Deixam eles para trás. Esqueça o status mundano, a glória mundana. Deixam eles para trás. A sabedoria do mundo parece bem impressionante. Mas sabemos o que aconteceu a Adão e Eva quando seus olhos foram abertos, quando eles se tornaram sábios nos seus próprios olhos. É fracasso.

Quando você permite a sabedoria mundana controlar a sua vida, pode pensar que você é realmente ganhando algo. Mas Paulo diz que o problema, gloriando em homens, foi realmente removendo algo deles. Tudo é vosso, ele nos diz. Quando os Coríntios formaram facções, e formaram alianças com um indivíduo ou outro, eles foram fazendo esta declaração: “Eu pertenço a este líder, a este mestre.” Mas Paulo vira esse pensamento de cabeça para baixo. O Paulo, o Apolo, o Cefas – tudo – já foi deles, em Cristo. Eles receberam tudo, porque eles pertenceram a Cristo. Mas quando eles viviam conforme a sabedoria do mundo, que é loucura diante de Deus, eles foram deliberadamente jogando fora o “tudo” por causa de um pequeno parte. Eles estavam pensando numa maneira limitada, enquanto eles imaginavam que eles estavam pensando numa maneira grande.

Irmãos, este aviso é também para nós. Talvez não estamos formando fações, seguindo pregadores diferentes, e devemos orar que isso nunca aconteça. Mas cada membro do povo de Deus precisa se lembrar que a tarefa que temos, construir o templo de Deus, não é apenas trabalho de algumas, mas a responsabilidade de todos nós. Todos nós construímos no fundamento de Cristo. Quando somos egoístas, ou arrogantes, quando não pensamos no bem do campo, ou do templo, ou do edifício, antes de pensar em nosso próprio bem, corremos o risco de ser inimigos que realmente estão destruindo o templo de Deus.

Precisamos estar em guarda, porque rachaduras podem desenvolver nas paredes do edifício em maneiras bem sutis. Não tem que ser um terremoto grande para desestabelecer a estabilidade da casa – pode requer somente um número de pequenos abalos. Cada pequeno abalo adiciona ao efeito dos prévios para causar instabilidade. E quando uma casa se torna instável, não vai suportar as pressões sobre ela. No edifício da igreja, a fofoca causa abalos. Individualismo causa abalos. Egoísmo causa abalos. A presunção causa abalos. Negligenciar a comunhão causa abalos. O mundanismo, em todas as formas, causa abalos.

As metáforas que Paulo usava ao longo deste capítulo – o campo, a casa, e o templo, nos mostram que nosso estilo de vida tem importância que vai além de nós mesmos. Somos parte de algo muito maior do que nós – membros da igreja de Cristo. E as nossas vidas – nossas palavras, as nossas ações, as nossas interações com os outros – têm impacto que vai muito além de nós como indivíduos, até além de nós como membros de famílias. Em capítulo 12, Paulo vai voltar ao mesmo tema – ele vai dizer que nós, como membros do corpo, devemos ter o mesmo cuidado, uns com os outros. Se um membro sofrer, todos sofrem juntos. Se um membro for honrado, todos alegramos juntos. Porque nós somos um – um em Cristo, pertencendo a Ele, construído no Seu fundamento.

Então, como ministro da Palavra, eu preciso levar este aviso à serio. Eu não sou nada – Deus é tudo. Eu preciso ter cuidado como eu construir no fundamento de Cristo. E como membros do corpo, todos nós precisamos do mesmo encorajamento. A nossa lealdade é a Jesus Cristo, o crucificado. As nossas vidas devem esclarecer onde é a nossa lealdade na verdade. Todos nós devemos trabalhar juntos, construindo no mesmo fundamento.

Da Igreja o fundamento É Cristo, o Salvador! Em seu poder descansa, É forte em seu amor Em Cristo, bem firmada, Segura, sempre está E sobre a Rocha Eterna Jamais se abalará.

Jesus é o nosso fundamento. Devemos construir neste fundamento com alegria. Ele é nosso único fundamento, e Ele nos tornou parte de seu edifício, e nos deu a oportunidade a construir naquele fundamento. Isso, irmãos, é um privilégio grande. Não existe honra maior. Não existe nada mais importante nessa vida.

Talvez não vamos ver os resultados de nosso trabalho nesta vida. Devemos evitar julgar a obra de outras pessoas nesta vida também, para o bem ou para o mal, porque a avaliação importante da sua obra vai acontecer no dia do Senhor. Podemos lutar para construir neste fundamento, podemos fazer o nosso melhor e até falhar. Mas no fim, nosso trabalho vai ser revelado.

Então, vamos nos empenhar para construir, usando a sabedoria de Deus, não a sabedoria do mundo. Não simplesmente ocupe o edifício. Não simplesmente aquece um assento no edifício. Não simplesmente manta a sua posição dentro do edifício. Se dedique a construção ativa do edifício!

A sabedoria do mundo coloca o “eu” no centro. A sabedoria piedosa coloca o “eu” no último lugar, e o outro no primeiro lugar.

A sabedoria do mundo busca a segurança, e se orgulha no que o indivíduo pode fazer para si mesmo. A sabedoria piedosa busca segurança de Deus, em comunhão com o Seu povo, e se orgulha no que Cristo fez.

A sabedoria do mundo é egoísta. Ela pergunta, “O que é que eu vou receber?” A sabedoria piedosa é altruísta, e entende que o bem da comunidade é central.

A sabedoria do mundo leva as pessoas a construir reinados mundiais. A sabedoria piedosa nos leva a nos dedicar a construir o Reino de Deus.

A sabedoria do mundo busca a gratificação instantânea, e prossegue prazer para seu próprio bem. A sabedoria piedosa prossegue justiça, e atrasa a gratificação.

Abandonar a sabedoria do mundo, abraçar a loucura de Deus, mais sábio do que qualquer sábio humano, deve nos levar a trabalhar juntos, em união, como servos dEle que dá o crescimento, dEle que paga a renda, dEle que vive no templo. Devemos não ficar satisfeitos com vidas pequenas, quando tudo é nosso – se mestres e líderes humanos, ou o mundo, ou a vida, ou a morte, ou o presente, ou o futuro. Porque pertencemos a Cristo, e Cristo é de Deus.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.