Sermão preparado pelo pastor Jim Witteveen
Leitura: 1 Coríntios 02:01-03:04
Texto: 1 Coríntios 01:01-02:05

Amada congregação de Nosso Senhor Jesus Cristo,

Quando lemos e estudamos qualquer epístola do novo testamento, quando trabalhamos para aplicar a mensagem nas nossas vidas, precisamos começar o nosso trabalho com dois pontos de partida bem importantes. Primeiramente, começamos com o entendimento que o livro que estamos lendo é, de fato, a palavra de Deus. Apenas porque estamos trabalhando com a palavra de Deus nós podemos confiar que é também a palavra de Deus para nós, e que podemos aplicar a mensagem da palavra às nossas circunstâncias pessoais. Quando pensamos no fato que essas epístolas foram escritas dois mil anos atras, a pessoas que viviam numa cidade bem distante de nós, isso é incrível, na verdade. Não existe qualquer outro tipo de documento como os documentos na Bíblia!

Mas, ao mesmo tempo, nas epístolas, em 1 Coríntios, não temos uma dissertação sobre verdades impessoais e atemporais. Precisamos fazer uma obra de interpretação para aplicar os ensinos deste livro antigo nas nossas vidas modernas. Podemos pensar na nossa leitura assim: estamos lendo uma correspondência não originalmente destinada a nós. E quando começamos com esses dois entendimentos – que isso é a palavra de Deus, e a palavra de Deus para nós, e que estamos lendo a correspondência entre um indivíduo e um grupo específico em história, que estava lidando com assuntos específicos numa situação histórica e cultural específica – somente quando fazemos isso nós podemos entender o que o Espírito está nos ensinando nesse livro, e como podemos aplicar essa mensagem na nossa vida.

Então, vamos começar com uma pequena lição de história e geografia. Porque se quer entender o que você está lendo quando você está lendo uma carta de uma outra pessoa, você precisa saber algo sobre as pessoas que receberam essa carta no primeiro lugar, e como, e por que, o escritor escreveu a carta.

Primeiramente, quem eram os Coríntios? Corinto era uma das maiores cidades do Império Romano – muito menor do que as maiores cidades no mundo hoje, mas grande pela época, com a população de 80.000 pessoas. Corinto era centro de comércio, e também centro de fabricação, com muitos empresários e comerciantes – por isso, Corinto era cidade rica.

Corinto também era destino turístico. A cidade sediou três grandes eventos atléticos – que atraíram multidões grandes de todo o Império. E Corinto era também um local de peregrinação religiosa. Havia um templo de Afrodite, a deusa de amor, beleza, fertilidade, e a deusa de marinheiros, construído na montanha perto da cidade.

Mas a história de Corinto fez a cidade única. A cidade foi destruída pelos Romanos em 146 antes de Cristo, e até 44 antes de Cristo, não era reconstruída. Mas naquele ano, Júlio César reconstruiu a cidade como colónia Romana. E como colónia Romana na Grécia, seria povoada por cidadãos Romanos. Estes cidadãos eram soldados e oficiais aposentados, que recebiam terra como pagamento pelos serviços para o Império, e também por plebeus Romanos, e muitos escravos libertos.

Isso significou que Corinto era lugar onde o cidadão, ou escravo liberto, ou soldado aposentado, conseguiu prosperar. E muitas dessas pessoas prosperaram na verdade. Eles formaram um grupo dos ricos novos. Eles não eram membros de classe alta de sociedade. Eles não eram membros de elite governante ou dominante, com status elevado. Então, enquanto essas pessoas tinham dinheiro, eles não tinham o status que iria fazer eles membros de sociedade respeitável. Os membros da classe alta não aceitariam eles no círculo interno deles.

A cultura naquela época era baseada em vergonha e honra. Um homem poderia ser bem rico, mas não honrado. Então, muitas pessoas com dinheiro novo fariam coisas para melhorar a posição na sociedade, para melhorar sua reputação. Elas doariam dinheiro para projetos; elas pagariam para a construção de edifícios públicos; elas construiriam ruas, e patrocinariam clubes e organizações sociais.  E quando elas fizeram atividades como essas, receberiam recognição, e posição social melhor. Elas poderiam se aproximar à elite da comunidade.

E a elite, a alta sociedade, valorizou a retórica – que é “literalmente a arte/técnica de bem falar, a arte de usar a linguagem para comunicar de forma eficaz e persuasiva.” Os ricos novos estavam atraídos à filosofia dos sofistas – não por causa da sabedoria dos sofistas, mas por causa da retórica sofista. Os sofistas eram oradores excelentes, comunicadores eficazes. Eles poderiam capturar uma multidão com as palestras, com o uso esperto das palavras. Para pessoas quem não eram educadas, ou sofisticadas intelectualmente, os sofistas e a retórica dos sofistas eram atraentes. Mas para pessoas mais educadas, a elite intelectual, os sofistas eram desprezados – porque eles eram todo estilo, sem substância.

E essa informação sobre Corinto e os Coríntios se torna importante para nós quando lemos essa carta. Se queremos entender melhor esse livro da Bíblia, precisamos nos lembrar a história.

A igreja no Corinto não era grande – provavelmente entre 100 e 150 membros quando a primeira carta de Paulo foi escrita. Os Cristãos na cidade não tinham o próprio edifício ou lugar para cultuar, mas eles reuniram nas casas dos membros. E para hospedar 50 ou 60 pessoas na casa, para cultuar e comer juntos, as pessoas que hospedaram os cultos na casa teriam sido ricos.

Paulo falou sobre a origem dos membros da igreja em 1:26 – “Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento.” Podemos focar nos “nem muitos” dessa frase – mas se não muitos dos Coríntios foram poderosos, ou de nobre nascimento, ou chamados  sábios segundo a carne, isso significa que alguns deles eram, em realidade, todas essas coisas. Numa sociedade dividida em patronos e clientes, fornecedores e dependentes, isso teria tido impacto dentro da igreja também.

1 Coríntios foi escrita em 54 ou 55 dC – 3 ou 4 anos após a fundação da igreja por Paulo, sobre que podemos ler em Atos 18. Paulo plantou a igreja. Ele passou 18 meses em Corinto, trabalhando como fabricante de tendas e pregando o evangelho. Isso significa que ele, diferente dos Coríntios, não estava preocupado com status, com aparências, com realizações pessoais. A mensagem de Paulo foi apoiada pela sua moda da vida. Ele cuidou de si mesmo, ele não recebia apoio de ninguém outra pessoa, ele não trabalhava para manter uma reputação, ou para aparecer impressionante. E além disso, Paulo não era orador esperto – ele era escritor muito melhor do que palestrante. A retórica de Paulo não foi impressionante. Foi o conteúdo da mensagem que tinha muito mais importância.

Então, depois de 18 meses, e a conversão de um numero de pessoas que aceitaram as boas novas de Jesus Cristo, Paulo saiu de Corinto, e foi embora. Ele plantou, mas ele deixou a rega da plantação aos outros – e o crescimento ao Espírito Santo.

E agora, depois de alguns anos de ausência, dois fatores levou Paulo a escrever essa carta. Encontramos o primeiro em 1:11 – “Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas entre vós.”  Paulo tinha recebido notícias que a igreja em Corinto estava sofrendo de sectarismo, brechas na unidade da igreja. Algumas estavam dizendo que eles seguiram Paulo; outros expressaram lealdade a Apolo; outros a Pedro; e outros, a Cristo. Havia dissensão – uma verdadeira falta de unidade. E essa falta de unidade precisava ser reparada.

Mas podemos ver a outra razão para a escrita da epístola em 7:1, onde Paulo começa a responder às perguntas dos Coríntios. “Quanto ao que me escrevestes,” ele escreve. Os Cristãos de Corinto tinham escrito uma carta a Paulo, fazendo perguntas sobre relacionamentos sexuais, sobre comendo comida oferta aos ídolos, sobre o uso correto dos dons espirituais, e sobre a coleção que Paulo fez para os Cristãos em Jerusalém. E o livro que temos na Bíblia, titulado “A Primeira Epistola de Paulo aos Coríntios” é, realmente, não a primeira carta que ele escreveu – em capitulo 5:9, ele refere a uma prévia carta que ele tinha escrito: “Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros” dentro da igreja, ele escreveu.

Então, Paulo estava profundamente preocupado com o estado da igreja em Corinto. E ele expressa esta preocupação em versículo 10, que é realmente a tese da carta inteira: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.”

A unidade é fundamental – unidade em disposição mental, unidade no propósito. Paulo tinha sido chamado, conforme a vontade de Deus, para ser apóstolo, embaixador, de Jesus Cristo. E a igreja de Deus em Corinto tinha sido chamada também. Eles tinham sido chamados para ser santos, para ser membros, não primariamente da igreja em Corinto, mas para ser membros da Igreja de Deus que era em Corinto (v.2). Deus vem no primeiro lugar. É a igreja de Deus. Ele tinha chamado essas pessoas de Corinto para ser a Sua possessão – para ser diferentes do mundo, um povo distinto. Eles tinham sido santificados em Cristo Jesus, separados do mundo.

E eles não eram sozinhos – eles eram chamados para ser santos, “com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso.”

Eles eram parte de algo maior que si mesmos, e maior do que Corinto. E tudo isso mostra a necessidade de unidade. Quando individualismo e auto-valorização são fundamentais numa sociedade, quando o orgulho pessoal é a motivação maior, quando a reputação pessoal e rivalidade são importantíssimos, quando a posição do indivíduo na comunidade é suprema, esta lembrete é vital. Então, do começo, o Apóstolo Paulo está construindo o fundamento da mensagem desta carta.

Em primeiro lugar, você tem sido chamado do mundo, e você não pode ser como o mundo. Você é realmente diferente. Você tem sido mudado. E em segundo lugar, você tem sido chamado à união com outros – não somente localmente, mas globalmente. E o que segue disso é o chamado a ação que Paulo vai repetir ao longo da sua carta. Ele vai escrever sobre muitos assuntos – as divisões, a imoralidade sexual, o casamento, os relacionamentos entre homens e mulheres, sobre se crentes podem comer nos templos dos ídolos, sobre se mulheres devem cobrir a cabeça durante os cultos, sobre abusos na Santa Ceia, sobre os dons espirituais e o uso correto dos dons, e sobre o futuro. Mas não importa o assunto, a mensagem central ficou clara, e esta mensagem é o encorajamento a unidade: que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.”

Isso não é uma exortação a tolerância, ou a uma atitude de “viva e deixe viver.” Paulo nunca vai dizer que a verdade não importa, ou que o que verdadeiramente importa é que todos nós simplesmente convivermos em paz. Paulo não está proclamando um tipo de ecumenismo fraco e frouxo. Ele quer que o corpo de Cristo em Corinto viver na unidade a que eles tinham sido chamados – união um com os outros, por causa da união que eles tinham com Cristo – unidade na verdade da fé. Paul tem a mesma mensagem para a igreja em Éfeso, em Efésios 4:1-6:

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.”

Cristo não é dividido, e nem o povo de Cristo deve ser dividido. Nenhum pregador, nem o maior apóstolo, sofreu na cruz por causa da Igreja. Quando somos batizados, não somos batizados em nome do pastor que nos batiza. Somos batizados em nome do Deus triuno. E devemos refletir a união da Trindade entre nós.

Os Coríntios estavam proclamando sua fidelidade aos homens. Lembrem-se: eles eram pessoas que gostavam da retórica. Eles amavam os desempenhos oratórios. A cultura ao seu redor, a cultura que tinha sido a cultura deles não há muito tempo, valorizava as habilidades dos oradores espertos. Mas Paulo vivia como exemplo de uma pessoa que não buscava status, como os Coríntios. Ele tinha falado numa maneira que esclareceu que o conteúdo da mensagem era muito mais importante do que o estilo em que a mensagem foi apresentada.

Quando ele virou aos Coríntios, ele diz em 2:1, ele não virou proclamando o testemunho de Deus com ostentação de linguagem ou de sabedoria. “Decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.” Aparentemente, Paulo não era orador brilhante. Ele era muito melhor escrevendo do que falando, mais ousado com a caneta do que com a língua. Foi em fraqueza, temor, e grande tremor que ele esteve entre os Coríntios. A palavra e a pregação de Paulo não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, “para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.”

Mas o problema dos Coríntios foi que eles vivia com os pés em dois mundos. Eles tinham sido separados do mundo, separados da cultura de Corinto. Mas eles não tinham deixado para trás aquela cultura completamente. Eles precisavam de uma cultura completamente renovada. A busca de status, a busca de importância e prestígio, o orgulho falso que definou a sociedade de Corinto – todas essas coisas precisaram ser abandonadas. Os relacionamentos que os definiram, os relacionamentos entre patrono e cliente, entre doador poderoso e recipiente manso tinham que ser renovados, enquanto eles mesmos estavam sendo renovados, à imagem de Cristo.

Um comentador (Gordon Fee) disse isso: “O problema não era que a igreja era em Corinto, mas que demais do Corinto era na igreja.” E aqui é onde nós podemos fazer uma conexão entre a situação em Corinto e nossa própria situação hoje em dia. Existem algumas semelhanças entre a igreja aqui e a igreja em Corinto. Mas também existem muitas diferenças. Os problemas são diferentes, as culturas são diferentes, as lutas podem ser diferentes, pelo menos no exterior. Mas a questão central permanece para a igreja de hoje. Nós somos partes do corpo de Cristo. Ele nos levou do mundo, e nos fez uma nova criação. Nós somos um povo distinto, separado, chamado a viver numa maneira obviamente diferente do mundo, da cultura ao nosso redor. Isso é o que o Senhor Jesus nos fez. Ele removeu a parede de separação entre nós, como o Seu povo, mas um muro divisório permanece – a parede de separação entre nós e o mundo ao redor de nós.

O problema permanece. Eu posso adaptar o ditado que eu já citei, e dizer, “O problema não é que a igreja é em [nesta cidade]. O problema é que existe [esta cidade] demais na igreja.” Nos somos no mundo. E ao longo desta vida, sempre vamos ser no mundo. Mas para não ser do mundo, não apenas no mundo, devemos ampliar a fronteira entre nós e a cultura em que nós vivemos. Apenas quando isso acontece vão as barreiras entre nós e nossos concidadãos no reino de Deus diminuirem. Somente quando a nossa desunião com o mundo cresce, como deve, vai crescer a nossa unidade um com o outro.

E esta unidade não é uma opção – é absolutamente necessária. Cristo não é dividido, e nem nós devemos ser divididos. E enquanto nós podemos reclamar a respeito da desunidade na igreja católica, a igreja universal, isso é bem simples. É simples mostrar e falar sobre as falhas globais sobre quais não podemos fazer nada de qualquer maneira. É muito mais difícil viver na unidade Cristã aqui e agora, localmente, dentro desta congregação. E é impossível se nosso relacionamento com o mundo ainda tem controle sobre nós. Quando as nossas mentes e os nossos corações são focados nos tesouros do mundo em vez de no reino de Deus, e a Sua justiça. Se valorizamos os nossos relacionamentos, a nossa posição, o nosso status, como cidadãos desta cidade mais do que nós valorizamos a nossa posição como cidadãos do Reino de Deus.

Irmãos, precisamos, constantemente, ter o nosso foco redirecionado. Precisamos ser lembrados da nossa nova posição, em Cristo – se somos membros da igreja há anos, ou há meses. Não somos de qualquer pregador ou pastor, vivendo, ou do passado. Não somos de Calvino. Não somos de Lutero. Não somos de Witteveen. Não somos de Coelho. Pertencemos a Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção. É isso que nos defina – a nossa fidelidade a Ele, e a nossa participação no Seu corpo. Então, em união com Ele, devemos nos empenhar para união uns com os outros – para sermos unidos na mesma mente, no mesmo julgamento. Para trabalhar em estreita colaboração uns com os outros. Para apoiar e encorajar uns aos outros.

Temos problemas em nossa cultura, não há dúvida. Os problemas centrais são egoísmo, individualismo, ganância, e orgulho. Vemos o impacto dessas atitudes pecaminosas em cada área de nossa sociedade. Essas são as caraterísticas que definam a nossa cultura. E muitas vezes nós mesmos trazemos essas atitudes conosco, na igreja. Estamos egoístas – queremos o que queremos, e não cuidamos suficientemente de outras pessoas para colocar elas no primeiro lugar e nós mesmos no segundo. O nosso egoísmo nos leva a prezar relacionamentos que nos fazem sentir bem mais do que relacionamentos que glorificam a Deus.

Estamos individualistas – queremos o que é melhor para nós e para nossas famílias. Não consideramos a aliança tanto quanto devemos, para que queremos o melhor para os outros membros da aliança. Estamos gananciosos. Nosso bem-estar financeiro fica no centro de nosso pensamento. Então, talvez permitimos o trabalho impedir a nossa participação nos cultos. Talvez permitimos o amor de dinheiro nos governar, em vez do amor de Cristo e o Seu povo. E estamos orgulhosos. Não queremos ter a aparência de necessidade, and somos orgulhosos demais para nos humilhar, para ajudar outros, ou para buscar a ajuda dos outros. E todas estas questões nos levam a ficar divididos, quando devemos ser unidos, em Cristo, em fé, na igreja de Deus.

Somente Cristo pode superar estes aspetos de nossa cultura nacional dentro de nós, e nos dar uma nova cultura, nos reorientando para ser um só corpo, unido na mesma mente, no mesmo julgamento. Apenas o evangelho, internalizando a sua mensagem, vivendo o evangelho, pode nos mudar. Somente o trabalho do Espírito Santo dentro de nós pode nos fortalecer para construir barreiras onde barreiras devem ser construídas, e demolir as barreiras que precisam ser destruídas.

Nós temos sido resgatados de uma sociedade que é egoísta, individualista, gananciosa, e orgulhosa. Não deve nos surpreender quando os vestígios destes pecados ainda se agarram a nós. Mas devemos sentir vergonha quando permitimos aqueles pecados a se agarram a nós. Devemos orar, e devemos lutar. O chamado do Apóstolo Paulo aos Coríntios foi urgente. Vemos nesta epístola que os próprios Coríntios não entendiam esta urgência – e isso levou aos problemas que eles experimentavam como comunidade. E quando nós falhamos a enxergar a urgência deste chamado, quando estamos letárgicos e apáticos, é certo que nós vamos desabar na mesma maneira.

Vamos orar para que nós sejamos unidos na mesma mente, no mesmo julgamento; que não seja divisões entre nós. E enquanto nós oramos, vamos trabalhar para mostrar, dentro de nós, que Cristo não é dividido; e nem nós.

Amém.

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** Este sermão foi originalmente escrito para uso do pastor e não passou por correção ortográfica ou gramatical.

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Pr. Jim Witteveen

Pastor missionário das igrejas reformadas do Brasil e diretor do Instituo João Calvino.